{"id":134428,"date":"2026-07-30T09:30:00","date_gmt":"2026-07-30T12:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/so-24-das-empresas-usam-dados-para-tomar-decisoes-de-rh-de-forma-consistente\/"},"modified":"2026-07-30T09:30:00","modified_gmt":"2026-07-30T12:30:00","slug":"so-24-das-empresas-usam-dados-para-tomar-decisoes-de-rh-de-forma-consistente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/so-24-das-empresas-usam-dados-para-tomar-decisoes-de-rh-de-forma-consistente\/","title":{"rendered":"S\u00f3 24% das empresas usam dados para tomar decis\u00f5es de RH de forma consistente"},"content":{"rendered":"<p><i>Apesar da populariza\u00e7\u00e3o dos dashboards, a maioria das organiza\u00e7\u00f5es ainda consulta indicadores para justificar decis\u00f5es j\u00e1 tomadas, e n\u00e3o para orient\u00e1-las<\/i><\/p>\n<p>Apesar da crescente digitaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o de pessoas, apenas 24% das empresas usam dados para tomar decis\u00f5es de RH de forma consistente. \u00c9 o que mostra uma pesquisa da Gartner publicada em 2024. Segundo o levantamento, na maior parte das organiza\u00e7\u00f5es os indicadores ainda s\u00e3o consultados depois que uma decis\u00e3o j\u00e1 foi tomada, funcionando como ferramenta de justificativa, e n\u00e3o de orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O dado chama aten\u00e7\u00e3o porque as empresas nunca tiveram tanto acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre recrutamento, turnover, engajamento, desempenho e absente\u00edsmo. Com a evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas de gest\u00e3o de pessoas, esses indicadores passaram a ser coletados automaticamente e reunidos em dashboards atualizados em tempo real. Ainda assim, ter acesso aos dados n\u00e3o significa, necessariamente, saber us\u00e1-los para tomar decis\u00f5es.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, organiza\u00e7\u00f5es com maior maturidade anal\u00edtica apresentam resultados superiores. Um estudo do MIT Sloan Management Review, realizado com mais de 3.000 executivos, mostra que empresas com alto n\u00edvel de analytics aplicado \u00e0 gest\u00e3o de pessoas t\u00eam desempenho 2,6 vezes superior na reten\u00e7\u00e3o de talentos e s\u00e3o 1,9 vez mais \u00e1geis nas decis\u00f5es de headcount. A diferen\u00e7a, segundo o estudo, n\u00e3o est\u00e1 na tecnologia dispon\u00edvel, mas na forma como os dados fazem parte da tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a aparece no dia a dia do RH. Em empresas com uso mais reativo dos dados, relat\u00f3rios de clima costumam ser consultados para explicar a sa\u00edda de colaboradores ou justificar \u00edndices elevados de rotatividade. J\u00e1 organiza\u00e7\u00f5es mais maduras analisam essas mesmas informa\u00e7\u00f5es para identificar tend\u00eancias de desengajamento, padr\u00f5es de insatisfa\u00e7\u00e3o e sinais de risco antes que o problema aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 comum ver empresas investindo em tecnologia e acreditando que isso, por si s\u00f3, significa fazer People Analytics. Na pr\u00e1tica, o valor dos dados est\u00e1 na capacidade de apoiar decis\u00f5es. O dashboard mostra o que aconteceu, mas s\u00e3o as perguntas feitas pelo RH que ajudam a definir quais a\u00e7\u00f5es fazem sentido a partir dessas informa\u00e7\u00f5es&#8221;, explica Thomas Costa, Diretor de Growth da Redarbor Brasil, detentora do Pandap\u00e9.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o dessa maturidade costuma acontecer em quatro est\u00e1gios. No primeiro, o RH coleta dados, mas ainda n\u00e3o os analisa de forma estruturada. No segundo, usa essas informa\u00e7\u00f5es para entender o que aconteceu. No terceiro, identifica padr\u00f5es e correla\u00e7\u00f5es capazes de antecipar cen\u00e1rios. No quarto, utiliza modelos preditivos para apoiar decis\u00f5es antes que os problemas apare\u00e7am. Segundo levantamento da PwC com organiza\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina, a maior parte das empresas brasileiras ainda est\u00e1 concentrada no segundo est\u00e1gio, com boa capacidade descritiva, mas pouco uso preditivo dos dados que j\u00e1 possui.<\/p>\n<p>No recrutamento, esse desafio aparece na dificuldade de transformar informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em crit\u00e9rios mais claros para contrata\u00e7\u00e3o. Muitas empresas acompanham indicadores como volume de candidatos, tempo de preenchimento de vagas e etapas do processo seletivo, mas ainda t\u00eam dificuldade em responder quais caracter\u00edsticas realmente aumentam a ader\u00eancia de um profissional \u00e0 posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O uso de dados muda a qualidade das decis\u00f5es do RH quando ajuda a responder perguntas mais estrat\u00e9gicas. No recrutamento, isso significa entender quais caracter\u00edsticas est\u00e3o relacionadas \u00e0 maior ader\u00eancia a uma vaga e quais crit\u00e9rios podem tornar a sele\u00e7\u00e3o mais assertiva. Quando a decis\u00e3o deixa de ser baseada apenas em percep\u00e7\u00e3o e passa a considerar evid\u00eancias, o RH ganha mais seguran\u00e7a para contratar&#8221;, afirma Thomas Costa.<\/p>\n<p>Construir uma cultura orientada por dados exige avan\u00e7os em tr\u00eas frentes: tecnologia, processos e cultura. \u00c9 preciso organizar informa\u00e7\u00f5es relevantes, criar rotinas de an\u00e1lise e estimular gestores a revisar hip\u00f3teses a partir das evid\u00eancias apresentadas pelos dados.<\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a tamb\u00e9m depende da forma como a an\u00e1lise \u00e9 conduzida. Um estudo da Harvard Business School mostra que a principal barreira para o uso efetivo de dados em decis\u00f5es de pessoas n\u00e3o \u00e9 a falta de tecnologia, mas a aus\u00eancia de uma pergunta clara antes da an\u00e1lise. Organiza\u00e7\u00f5es que definem primeiro qual decis\u00e3o precisam tomar t\u00eam probabilidade 3,1 vezes maior de agir com base nos resultados encontrados.<\/p>\n<p>&#8220;Tecnologia amplia a capacidade de an\u00e1lise, mas n\u00e3o substitui uma cultura orientada por dados. O papel da ferramenta \u00e9 organizar informa\u00e7\u00f5es relevantes do processo de recrutamento e apoiar decis\u00f5es mais estruturadas. O resultado depende da capacidade da empresa de transformar esses dados em a\u00e7\u00f5es concretas para o neg\u00f3cio&#8221;, conclui Thomas Costa.<\/p>\n<p>Com o segundo semestre concentrando decis\u00f5es importantes sobre contrata\u00e7\u00e3o, reten\u00e7\u00e3o e planejamento de equipes, cresce a necessidade de transformar dados em intelig\u00eancia para apoiar escolhas mais r\u00e1pidas, consistentes e estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PressWorks<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Apesar da populariza\u00e7\u00e3o dos dashboards, a maioria das organiza\u00e7\u00f5es ainda consulta indicadores para justificar decis\u00f5es j\u00e1 tomadas, e n\u00e3o para orient\u00e1-las Apesar da crescente digitaliza\u00e7\u00e3o da","protected":false},"author":1,"featured_media":134429,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6750],"tags":[],"class_list":["post-134428","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pressworks"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=134428"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/134428\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/134429"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=134428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=134428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=134428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}