{"id":133920,"date":"2026-07-22T15:25:00","date_gmt":"2026-07-22T18:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/liderar-tecnologia-mudou-de-figura-e-o-diretor-de-tecnologia-jean-pierre-lessa-e-santos-ferreira-sente-isso-na-pele-todos-os-dias\/"},"modified":"2026-07-22T15:25:00","modified_gmt":"2026-07-22T18:25:00","slug":"liderar-tecnologia-mudou-de-figura-e-o-diretor-de-tecnologia-jean-pierre-lessa-e-santos-ferreira-sente-isso-na-pele-todos-os-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/liderar-tecnologia-mudou-de-figura-e-o-diretor-de-tecnologia-jean-pierre-lessa-e-santos-ferreira-sente-isso-na-pele-todos-os-dias\/","title":{"rendered":"Liderar tecnologia mudou de figura, e o diretor de tecnologia, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, sente isso na pele todos os dias"},"content":{"rendered":"<p><b>Quando parte do trabalho passa a ser feita por sistemas aut\u00f4nomos, liderar uma equipe deixa de ser s\u00f3 sobre pessoas.<\/b><\/p>\n<p>Durante boa parte da carreira de qualquer profissional de tecnologia, liderar uma equipe significava basicamente uma coisa: gerenciar pessoas, prazos e prioridades. Em 2026, essa defini\u00e7\u00e3o ficou incompleta. Times de tecnologia j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o formados s\u00f3 por humanos. Parte relevante do trabalho \u00e9 executada por sistemas de intelig\u00eancia artificial. Eles tomam decis\u00f5es sozinhos, cometem erros sozinhos e, cada vez mais, tamb\u00e9m aprendem sozinhos.<\/p>\n<p>Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira acompanha essa mudan\u00e7a de dentro da pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o. Como diretor de tecnologia, ele descreve o momento atual como um recome\u00e7o silencioso na forma de pensar lideran\u00e7a. N\u00e3o porque as pessoas importem menos, mas porque o conjunto do que precisa ser liderado ficou mais complexo.<\/p>\n<p><b>O que muda quando parte do time n\u00e3o \u00e9 humana?<\/b><\/p>\n<p>Gerenciar pessoas exige empatia, escuta e ajuste de expectativas. Gerenciar sistemas automatizados exige outra coisa: crit\u00e9rio para saber o que pode rodar sem supervis\u00e3o e o que exige revis\u00e3o constante. Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira v\u00ea essas duas habilidades como complementares, n\u00e3o concorrentes. Mas reconhece que muitos l\u00edderes de tecnologia ainda tratam a segunda como um detalhe t\u00e9cnico, quando j\u00e1 \u00e9 uma compet\u00eancia de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o d\u00e1 mais para separar lideran\u00e7a de pessoas de lideran\u00e7a de sistemas. As duas coisas convivem na mesma decis\u00e3o o tempo todo. Delegar uma tarefa para um agente de IA \u00e9, no fundo, uma decis\u00e3o de gest\u00e3o, n\u00e3o uma configura\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica&#8221;, diz.<\/p>\n<p><b>Decidir o que delegar e o que n\u00e3o delegar<\/b><\/p>\n<p>Um dos aprendizados mais citados por quem lidera equipes de tecnologia hoje \u00e9 que nem toda tarefa deveria ser automatizada, mesmo quando a tecnologia permite. Para Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a habilidade mais rara em um l\u00edder de tecnologia atualmente n\u00e3o \u00e9 entender como automatizar algo. \u00c9 saber reconhecer quando manter uma decis\u00e3o sob revis\u00e3o humana. Mesmo que isso custe velocidade.<\/p>\n<p>Esse tipo de julgamento raramente aparece em manuais t\u00e9cnicos. Costuma vir da experi\u00eancia de errar, corrigir e observar o pr\u00f3prio time reagir a cada mudan\u00e7a. O diretor de tecnologia reconhece que boa parte do que sabe hoje sobre esse equil\u00edbrio veio de decis\u00f5es que, olhando para tr\u00e1s, ele reconsideraria.<\/p>\n<p><b>O que ele tenta ensinar a quem est\u00e1 come\u00e7ando agora<\/b><\/p>\n<p>Um dos pap\u00e9is que Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira leva mais a s\u00e9rio hoje \u00e9 o de formar novos l\u00edderes dentro do pr\u00f3prio time. Para ele, ensinar algu\u00e9m a programar ou a operar um sistema \u00e9 a parte mais simples do trabalho. A parte dif\u00edcil \u00e9 transmitir o senso de julgamento, que leva anos para se desenvolver, sobre quando confiar em uma automa\u00e7\u00e3o e quando parar tudo para revisar manualmente.<\/p>\n<p>Esse tipo de forma\u00e7\u00e3o normalmente acontece nas entrelinhas do dia a dia, n\u00e3o em um treinamento formal. Uma decis\u00e3o explicada em voz alta, um erro discutido abertamente em vez de escondido, uma d\u00favida respondida com contexto em vez de uma ordem direta. \u00c9 assim, na vis\u00e3o dele, que uma equipe de tecnologia realmente amadurece ao longo do tempo, muito mais do que por qualquer curso ou certifica\u00e7\u00e3o isolada.<\/p>\n<p><b>A solid\u00e3o da decis\u00e3o t\u00e9cnica<\/b><\/p>\n<p>Poucas pessoas fora de um time de tecnologia entendem o peso de uma decis\u00e3o que parece pequena no papel, mas que reconfigura como uma empresa inteira funciona. Trocar um sistema, reestruturar um processo ou automatizar uma etapa sens\u00edvel s\u00e3o decis\u00f5es que custam caro quando saem erradas. E demoram para ser revertidas.<\/p>\n<p>Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira fala sobre isso sem dramatizar, mas tamb\u00e9m sem minimizar. Para ele, parte do amadurecimento de um l\u00edder de tecnologia \u00e9 aceitar que nem toda decis\u00e3o ter\u00e1 aplauso imediato. Muitas s\u00f3 mostram se foram certas meses depois de tomadas. &#8220;Voc\u00ea aprende a conviver com a incerteza como parte do trabalho, n\u00e3o como uma falha dele&#8221;, resume.<\/p>\n<p><b>O que fica da experi\u00eancia de liderar em meio \u00e0 mudan\u00e7a constante?<\/b><\/p>\n<p>Perguntado sobre o que mudaria se pudesse voltar no tempo, Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira costuma responder que n\u00e3o mudaria decis\u00f5es espec\u00edficas, mas o ritmo com que se permitiu confiar em processos e pessoas antes de confiar em ferramentas. A tecnologia, para ele, sempre vem depois da clareza sobre o que o neg\u00f3cio realmente precisa.<\/p>\n<p>Essa vis\u00e3o contrasta com uma tenta\u00e7\u00e3o comum entre lideran\u00e7as de tecnologia: adotar a novidade do momento antes de entender se ela resolve um problema real. O diretor de tecnologia trata essa disciplina como o verdadeiro diferencial de quem lidera tecnologia hoje, mais do que qualquer ferramenta espec\u00edfica que passe pelas m\u00e3os de um time ao longo dos anos.<\/p>\n<p>No fim, o retrato que Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira desenha de sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria \u00e9 menos sobre dominar uma tecnologia espec\u00edfica e mais sobre desenvolver o discernimento para saber quando us\u00e1-la, quando question\u00e1-la e quando simplesmente esperar. Em uma \u00e1rea que muda de m\u00eas em m\u00eas, essa \u00e9, para ele, a \u00fanica habilidade que realmente n\u00e3o sai de moda.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Saftec<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quando parte do trabalho passa a ser feita por sistemas aut\u00f4nomos, liderar uma equipe deixa de ser s\u00f3 sobre pessoas. 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