{"id":132842,"date":"2026-07-04T14:50:00","date_gmt":"2026-07-04T17:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/por-que-o-share-of-model-importa-para-a-sua-estrategia-de-marketing\/"},"modified":"2026-07-04T14:50:00","modified_gmt":"2026-07-04T17:50:00","slug":"por-que-o-share-of-model-importa-para-a-sua-estrategia-de-marketing","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/por-que-o-share-of-model-importa-para-a-sua-estrategia-de-marketing\/","title":{"rendered":"Por que o Share of Model importa para a sua estrat\u00e9gia de marketing"},"content":{"rendered":"<p>Durante vinte anos, a meta foi clara: aparecer no topo da primeira p\u00e1gina do Google. O SEO se construiu inteiro em torno dessa meta, e ela funcionou enquanto o caminho at\u00e9 a informa\u00e7\u00e3o passava por uma lista de links que a pessoa abria. Esse caminho come\u00e7ou a mudar.<\/p>\n<p>Cada vez mais, a resposta chega antes do clique. A pessoa pergunta ao ChatGPT, ao Gemini ou ao Perplexity, o modelo responde e cita algumas fontes, e a lista de links do Google sequer \u00e9 aberta. Estar em primeiro no SEO e n\u00e3o estar na resposta da IA s\u00e3o realidades diferentes, e a segunda come\u00e7a a pesar mais. \u00c9 o que o <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/patrocinado\/pulse-brand\/noticia\/2026\/01\/20\/share-of-model-como-a-reputacao-passa-a-ser-medida-tambem-pelos-modelos-de-ia-1.ghtml\" target=\"_blank\"><u>Share of Model <\/u><\/a> mede.<\/p>\n<p>Por que o Share of Voice j\u00e1 n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho<\/p>\n<p>O Share of Voice media quem aparecia mais em termos de men\u00e7\u00f5es e espa\u00e7o editorial. Mais presen\u00e7a na m\u00eddia significava maior top of mind e, em geral, maior influ\u00eancia sobre decis\u00f5es. Era um indicador v\u00e1lido para um ambiente onde o p\u00fablico chegava diretamente \u00e0s fontes.<\/p>\n<p>O intermedi\u00e1rio mudou. Antes era o algoritmo de busca, que ranqueava links e premiava volume. Agora, para uma parcela crescente das consultas, o intermedi\u00e1rio \u00e9 um modelo de linguagem que sintetiza e cita poucas fontes escolhidas por crit\u00e9rios pr\u00f3prios. Volume de men\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 um desses crit\u00e9rios. O que pesa \u00e9 a credibilidade percebida da fonte, que \u00e9 exatamente o que o GEO (Generative Engine Optimization) trabalha.<\/p>\n<p>Uma marca pode ter Share of Voice alto e Share of Model zero. As duas m\u00e9tricas n\u00e3o se cancelam, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se substituem. Em 2026, operar sem medir o segundo significa n\u00e3o saber o que os modelos dizem sobre a marca quando algu\u00e9m pergunta.<\/p>\n<p>Tr\u00eas raz\u00f5es pelas quais o Share of Model passou a pesar mais<\/p>\n<p>A mais direta \u00e9 a migra\u00e7\u00e3o do clique. Quando o modelo entrega a resposta pronta, o tr\u00e1fego que o SEO capturava deixa de se materializar. A posi\u00e7\u00e3o na lista de links perde valor porque a lista perde abertura. Pesquisa apresentada na confer\u00eancia KDD 2024 por pesquisadores de Princeton mostrou que conte\u00fado com dados quantitativos e refer\u00eancias reconhecidas tem probabilidade at\u00e9 40% maior de ser citado pelos modelos generativos, o que aponta a dire\u00e7\u00e3o de como construir essa presen\u00e7a.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a transfer\u00eancia de confian\u00e7a. Quem pergunta a uma IA tende a aceitar a resposta como suficiente, sem abrir as fontes citadas para verificar. A marca que \u00e9 citada herda parte da confian\u00e7a que o usu\u00e1rio deposita no modelo. Estar entre as fontes escolhidas vale mais, nessa intera\u00e7\u00e3o, do que estar entre os dez links que a pessoa teria que avaliar sozinha.<\/p>\n<p>Por fim, h\u00e1 a din\u00e2mica de ocupa\u00e7\u00e3o. No SEO, posi\u00e7\u00e3o se disputa continuamente. Um concorrente com mais or\u00e7amento ou mais links pode deslocar qualquer um a qualquer momento. Na presen\u00e7a em IA, quem ocupa primeiro um territ\u00f3rio conceitual com consist\u00eancia tende a se firmar como a refer\u00eancia que o modelo cita. Desalojar essa posi\u00e7\u00e3o exige muito mais esfor\u00e7o do que ocupar um campo que ainda est\u00e1 vazio.<\/p>\n<p>SEO e Share of Model se excluem ou funcionam juntos?<\/p>\n<p>O conte\u00fado que ranqueia bem no Google, muitas vezes, \u00e9 o mesmo que alimenta os modelos, porque portais com autoridade editorial s\u00e3o justamente as fontes que os modelos aprendem a citar. A higiene t\u00e9cnica do SEO continua servindo ao trabalho de <a href=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/o-que-e-vibe-pr-o-conceito-que-troca-share-of-voice-por-share-of-model\/\" target=\"_blank\"><u>Vibe PR<\/u><\/a>. Abandonar o SEO em nome do Share of Model seria jogar fora uma sinergia real.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o funciona mais \u00e9 confundir os dois. Uma marca pode estar no primeiro resultado do Google e completamente ausente das respostas do ChatGPT sobre o mesmo tema, porque o modelo n\u00e3o organiza suas fontes a partir do ranqueamento do Google. Liderar um n\u00e3o garante presen\u00e7a no outro.<\/p>\n<p>O movimento correto \u00e9 adicionar uma meta, n\u00e3o trocar. Al\u00e9m de ranquear, a marca precisa ser citada. Para ser citada de forma sistem\u00e1tica, \u00e9 necess\u00e1rio ter presen\u00e7a constru\u00edda com m\u00e9todo, o que o trabalho de Vibe PR organiza, e que o panorama do <a href=\"https:\/\/pulsebrand.io\/recursos\/share-of-model\" target=\"_blank\"><u> Share of Model<\/u><\/a> no Brasil mostra estar ainda em aberto para a maioria das marcas.<\/p>\n<p>Por que agora \u00e9 o momento certo para come\u00e7ar a construir Share of Model?<\/p>\n<p>A maior parte das categorias ainda n\u00e3o tem dono dentro dos modelos. Marcas que pesquisam o pr\u00f3prio Share of Model pela primeira vez costumam se surpreender: em termos que deveriam ser centrais para o neg\u00f3cio, os modelos citam concorrentes ou n\u00e3o citam ningu\u00e9m. Os dois cen\u00e1rios abrem espa\u00e7o para agir.<\/p>\n<p>Campo sem dono \u00e9 o cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel. Entrar com consist\u00eancia num territ\u00f3rio vazio exige muito menos esfor\u00e7o do que disputar espa\u00e7o j\u00e1 ocupado. E a din\u00e2mica dos modelos favorece quem chega primeiro: uma vez que o modelo constr\u00f3i uma entidade est\u00e1vel em torno de uma fonte, ela tende a se manter como refer\u00eancia at\u00e9 que informa\u00e7\u00e3o mais densa e consistente aponte na dire\u00e7\u00e3o de outra.<\/p>\n<p>Quem age agora encontra territ\u00f3rio aberto e custo de entrada baixo. Quem esperar vai encontrar o espa\u00e7o tomado por quem chegou antes, e a disputa, nesse ponto, \u00e9 significativamente mais cara. O mesmo estudo de Princeton que mede os atributos de cita\u00e7\u00e3o aponta que a consist\u00eancia de publica\u00e7\u00e3o em fontes confi\u00e1veis \u00e9 fator determinante para que o modelo construa uma entidade est\u00e1vel. Esse \u00e9 o argumento central para tratar o Share of Model como prioridade de 2026: a janela existe agora, e vai diminuindo conforme mais marcas perceberem o campo.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PulseBrand<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Durante vinte anos, a meta foi clara: aparecer no topo da primeira p\u00e1gina do Google. 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