{"id":132778,"date":"2026-07-03T09:05:00","date_gmt":"2026-07-03T12:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/de-share-of-voice-a-share-of-model-como-o-pr-entrou-na-era-da-ia\/"},"modified":"2026-07-03T09:05:00","modified_gmt":"2026-07-03T12:05:00","slug":"de-share-of-voice-a-share-of-model-como-o-pr-entrou-na-era-da-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/de-share-of-voice-a-share-of-model-como-o-pr-entrou-na-era-da-ia\/","title":{"rendered":"De Share of Voice a Share of Model: como o PR entrou na era da IA"},"content":{"rendered":"<p>Por d\u00e9cadas, o Share of Voice organizou o trabalho de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. A ideia era medir a fatia de men\u00e7\u00f5es de uma marca em rela\u00e7\u00e3o ao total do mercado. Quem aparecia mais, em mais ve\u00edculos, ocupava mais espa\u00e7o na mente do p\u00fablico, porque a informa\u00e7\u00e3o chegava por canais que as pessoas consumiam diretamente.<\/p>\n<p>Esse ambiente mudou de forma parcial. A m\u00eddia tradicional ainda existe, \u00e9 lida e importa. Mas uma parcela substancial das consultas sobre produtos, empresas e tend\u00eancias passou a ir para modelos de linguagem como ChatGPT, Gemini e Perplexity, que resumem e citam poucas fontes. Nessa etapa, o Share of Voice n\u00e3o captura nada. O que importa e mede \u00e9 o <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/patrocinado\/pulse-brand\/noticia\/2026\/01\/20\/share-of-model-como-a-reputacao-passa-a-ser-medida-tambem-pelos-modelos-de-ia-1.ghtml\" target=\"_blank\"><u>Share of Model<\/u><\/a><\/p>\n<p>O que \u00e9 Share of Voice e por que ele ainda funciona em parte dos canais?<\/p>\n<p>O Share of Voice nasceu para capturar a participa\u00e7\u00e3o relativa de uma marca no volume total de men\u00e7\u00f5es de um mercado. Mais cita\u00e7\u00f5es do que os concorrentes significava maior presen\u00e7a, maior top of mind e, em geral, maior capacidade de influenciar quem estava pesquisando.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica funcionava porque o canal era direto: a pessoa abria um ve\u00edculo, lia a mat\u00e9ria, via a marca mencionada. Quanto mais a marca aparecia, mais chances tinha de estar presente no momento da decis\u00e3o. Volume gerava vantagem real, e o Share of Voice conseguia medir isso com precis\u00e3o suficiente para guiar estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Esse mecanismo ainda vale no canal onde foi desenhado. A m\u00eddia tradicional, os portais e as redes sociais continuam sendo percorridos por pessoas que tomam decis\u00f5es, e o Share of Voice ainda faz sentido l\u00e1. O que ele n\u00e3o captura \u00e9 o que acontece quando a conversa vai para um modelo de linguagem.<\/p>\n<p>O que mudou na forma como as pessoas buscam informa\u00e7\u00e3o sobre marcas?<\/p>\n<p>Quando uma pessoa abre o ChatGPT e pergunta qual empresa resolve determinado problema, o modelo n\u00e3o devolve uma lista de links para percorrer. Devolve uma resposta sintetizada, com tr\u00eas ou quatro fontes escolhidas por ele. Nessa resposta, volume de men\u00e7\u00f5es n\u00e3o pesa. Pesa a credibilidade percebida da fonte.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a estrutural que separa o PR tradicional do <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/networking-e-negocios\/2026\/06\/amp\/7447668-vibe-pr-e-assessoria-tradicional-dois-modelos-dois-objetivos.html\" target=\"_blank\"><u>Vibe PR<\/u><\/a> \u00e9 o tamanho do palco. No ambiente onde o Share of Voice opera, a marca compete por aten\u00e7\u00e3o num espa\u00e7o com muitos assentos: portais, jornais e redes. No ambiente dos modelos de linguagem, o espa\u00e7o \u00e9 a resposta \u00fanica que o modelo gera, com um punhado de fontes. Marcas que est\u00e3o entre essas fontes aparecem. As que n\u00e3o est\u00e3o, ficam fora daquela conversa.<\/p>\n<p>Pesquisa apresentada na confer\u00eancia KDD 2024 por pesquisadores de Princeton mostrou que conte\u00fado com dados quantitativos e refer\u00eancias reconhecidas tem probabilidade at\u00e9 40% maior de ser citado pelos modelos generativos. Volume de men\u00e7\u00f5es n\u00e3o aparece entre os fatores. A vari\u00e1vel que importa \u00e9 a qualidade percebida da fonte, n\u00e3o a frequ\u00eancia com que ela apareceu.<\/p>\n<p>Como a mudan\u00e7a de canal altera a estrat\u00e9gia de PR na pr\u00e1tica?<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 muitos assentos, aparecer mais vezes \u00e9 suficiente para ganhar fatia. Quando h\u00e1 poucos, n\u00e3o basta aparecer muito. \u00c9 preciso ser escolhido. Essa escassez de espa\u00e7o \u00e9 o que torna o \u00e2ngulo pr\u00f3prio t\u00e3o decisivo: o modelo cita a fonte que oferece a defini\u00e7\u00e3o mais clara sobre um tema, n\u00e3o necessariamente a que apareceu em mais lugares.<\/p>\n<p>Para o profissional de PR, isso muda concretamente o que significa um bom trabalho. A pergunta passou a ser outra: esses conte\u00fados est\u00e3o estruturados segundo os princ\u00edpios do GEO (Generative Engine Optimization), de forma que os modelos os reconhe\u00e7am como fontes confi\u00e1veis? Est\u00e3o saindo em portais com autoridade que os modelos valorizam? Est\u00e3o sustentando uma defini\u00e7\u00e3o consistente ao longo do tempo? S\u00e3o quest\u00f5es que o PR tradicional nunca precisou responder e que o Vibe PR coloca no centro do trabalho.<\/p>\n<p>Share of Voice e Share of Model se excluem ou funcionam juntos?<\/p>\n<p>Seria um erro tratar o Share of Model como algo que cancela o Share of Voice. A presen\u00e7a na m\u00eddia tradicional continua relevante, inclusive porque alimenta os modelos: portais reconhecidos com hist\u00f3rico editorial s\u00e3o exatamente as fontes que os modelos aprendem a citar. Publicar no lugar certo continua importando. O que muda \u00e9 o objetivo da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes, o objetivo era ser lido pelo leitor humano que abria o portal. Agora, o objetivo \u00e9 duplo: ser lido pelo leitor e ser reconhecido pelo modelo como fonte confi\u00e1vel sobre aquele tema. Esses dois objetivos se sobrep\u00f5em na maior parte do tempo, mas o segundo exige aten\u00e7\u00e3o a detalhes que o primeiro nunca precisou.<\/p>\n<p>O que o Share of Model faz \u00e9 acrescentar a m\u00e9trica que captura esse segundo objetivo: onde a marca est\u00e1 quando a resposta \u00e9 dada pela m\u00e1quina. O Share of Voice nunca mediu isso porque nunca precisou. Agora precisa.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PulseBrand<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por d\u00e9cadas, o Share of Voice organizou o trabalho de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. A ideia era medir a fatia de men\u00e7\u00f5es de uma marca em rela\u00e7\u00e3o ao total do mercado. 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