{"id":132655,"date":"2026-07-01T15:10:00","date_gmt":"2026-07-01T18:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/design-de-interiores-e-identidade-daugliesi-giacomasi-souza-da-dgdecor-destaca-por-que-o-espaco-em-que-voce-vive-e-um-retrato-de-quem-voce-e\/"},"modified":"2026-07-01T15:10:00","modified_gmt":"2026-07-01T18:10:00","slug":"design-de-interiores-e-identidade-daugliesi-giacomasi-souza-da-dgdecor-destaca-por-que-o-espaco-em-que-voce-vive-e-um-retrato-de-quem-voce-e","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/design-de-interiores-e-identidade-daugliesi-giacomasi-souza-da-dgdecor-destaca-por-que-o-espaco-em-que-voce-vive-e-um-retrato-de-quem-voce-e\/","title":{"rendered":"Design de interiores e identidade: Daugliesi Giacomasi Souza, da DGDecor, destaca por que o espa\u00e7o em que voc\u00ea vive \u00e9 um retrato de quem voc\u00ea \u00e9"},"content":{"rendered":"<p><b>Fundadora da DGDecor e designer de interiores com trajet\u00f3ria em projetos residenciais e gerenciamento de obras, ela explica por que os ambientes mais marcantes n\u00e3o s\u00e3o os mais caros, mas os mais honestos com quem os habita.<\/b><\/p>\n<p>Existe uma diferen\u00e7a fundamental entre um apartamento decorado e um apartamento habitado. O primeiro \u00e9 visualmente coerente, tecnicamente executado e esteticamente impec\u00e1vel nas fotos. O segundo tem uma qualidade mais dif\u00edcil de nomear: parece que foi feito para a pessoa que vive ali, n\u00e3o para quem vai fotografar. Essa diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de or\u00e7amento nem de estilo. \u00c9 uma quest\u00e3o de escuta, e \u00e9 onde o projeto de design de interiores come\u00e7a muito antes de qualquer decis\u00e3o sobre cor, material ou mobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>O arquiteto Alexandre Salles define esse movimento como &#8220;lar com identidade&#8221;: diante de um mundo ca\u00f3tico, as pessoas buscam um lar mais biogr\u00e1fico, com alma, com mem\u00f3ria e objetos que contam hist\u00f3rias. Para a DGDecor, esse n\u00e3o \u00e9 um conceito novo. \u00c9 o ponto de partida de qualquer projeto. &#8220;Antes de falar em paleta de cores ou escolha de revestimento, preciso entender quem \u00e9 a pessoa que vai viver naquele espa\u00e7o. Como ela acorda, como ela descansa, o que a acalma, o que a incomoda. S\u00f3 depois de ter essa leitura \u00e9 que as decis\u00f5es t\u00e9cnicas come\u00e7am a fazer sentido&#8221;, afirma Daugliesi Giacomasi Souza.<\/p>\n<p><b>Por que o espa\u00e7o revela mais do que parece?<\/b><\/p>\n<p>A psicologia ambiental estuda h\u00e1 d\u00e9cadas a rela\u00e7\u00e3o entre o ambiente constru\u00eddo e o comportamento humano, e uma de suas conclus\u00f5es mais consistentes \u00e9 que as escolhas que fazemos para o espa\u00e7o em que vivemos n\u00e3o s\u00e3o neutras. Desde cor, ilumina\u00e7\u00e3o, materiais, texturas, layout at\u00e9 os objetos ao redor e o estilo de decora\u00e7\u00e3o que escolhemos, estas n\u00e3o s\u00e3o meras decis\u00f5es est\u00e9ticas, s\u00e3o parte de nossa identidade, e naturalmente nos inclinamos a optar por espa\u00e7os nos quais nos sentimos pertencidos ou familiarizados.<\/p>\n<p>Esse princ\u00edpio tem uma implica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica direta para o projeto de design de interiores: um ambiente que n\u00e3o dialoga com a identidade de quem o habita cria uma tens\u00e3o sutil, mas cont\u00ednua. A pessoa n\u00e3o se sente completamente em casa, mesmo que tudo esteja tecnicamente correto. J\u00e1 um ambiente que reflete quem ela \u00e9, que tem as refer\u00eancias certas, os ritmos certos, os elementos que ativam mem\u00f3ria e pertencimento, produz o oposto: uma sensa\u00e7\u00e3o de descanso que vai al\u00e9m do conforto f\u00edsico.<\/p>\n<p><b>A escuta como m\u00e9todo de projeto<\/b><\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica da DGDecor, a etapa mais longa de qualquer projeto n\u00e3o \u00e9 a execu\u00e7\u00e3o. \u00c9 a conversa que acontece antes dela. Daugliesi Giacomasi Souza descreve um processo que come\u00e7a muito antes da planta e dos materiais: entender como o cliente se move dentro de casa, em que momentos do dia cada ambiente \u00e9 mais usado, o que o incomoda no espa\u00e7o atual e o que ele jamais abriria m\u00e3o de ter.<\/p>\n<p>A proposta que ganha for\u00e7a no design contempor\u00e2neo abandona o conceito de &#8220;ambiente de vitrine&#8221; e aposta em projetos que despertam emo\u00e7\u00f5es por meio de texturas, luz e mem\u00f3ria, valorizando a narrativa visual, quando cada material, objeto ou acabamento tem prop\u00f3sito e significado dentro do espa\u00e7o. Essa abordagem exige do designer uma habilidade que vai al\u00e9m do repert\u00f3rio t\u00e9cnico: a capacidade de ouvir o que o cliente n\u00e3o sabe dizer com palavras, mas que est\u00e1 presente em tudo que ele escolhe, nos lugares onde se sente bem, nos ambientes que o incomodam, nas fotos que salva e nas que descarta. <\/p>\n<p>&#8220;O cliente raramente chega com clareza sobre o que quer no n\u00edvel mais profundo. Ele tem refer\u00eancias visuais, tem prefer\u00eancias declaradas, mas o que realmente vai fazer aquele espa\u00e7o funcionar para ele est\u00e1 nas entrelinhas. \u00c9 l\u00e1 que o projeto come\u00e7a&#8221;, explica a fundadora da DGDecor. Esse trabalho de escuta ativa \u00e9 o que diferencia um projeto que parece bonito de um projeto que parece certo, e \u00e9 uma distin\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio cliente reconhece no momento em que entra no espa\u00e7o pronto pela primeira vez.<\/p>\n<p><b>Quando o ambiente n\u00e3o combina com quem mora<\/b><\/p>\n<p>O contr\u00e1rio tamb\u00e9m acontece, e com mais frequ\u00eancia do que se imagina. Ambientes projetados por tend\u00eancia, por moda ou pela refer\u00eancia do que estava em alta num determinado momento podem ser esteticamente impec\u00e1veis e, ao mesmo tempo, completamente desconectados de quem vive ali. Em 2026, observa-se uma ruptura com os ambientes impessoais e uma busca por espa\u00e7os que contam hist\u00f3rias, despertam emo\u00e7\u00f5es e celebram a identidade de quem vive ali, com casas e apartamentos passando a ser vistos n\u00e3o apenas como ativos, mas como extens\u00f5es da personalidade e do estilo de vida de quem mora. <\/p>\n<p>Essa desconex\u00e3o tem um custo que vai al\u00e9m do desconforto est\u00e9tico. Um espa\u00e7o que n\u00e3o representa quem o habita tende a ser constantemente redecorado, com compras impulsivas de objetos que tentam preencher uma lacuna que n\u00e3o \u00e9 de decora\u00e7\u00e3o, mas de identidade. O ciclo \u00e9 caro e raramente resolve o problema real. &#8220;J\u00e1 atendi clientes que tinham reformado o apartamento duas vezes em cinco anos e continuavam insatisfeitos. Quando a gente chegou e fez as perguntas certas, ficou claro que nunca tinham sido perguntados sobre quem eram, s\u00f3 sobre o que queriam comprar&#8221;, conta Daugliesi Giacomasi Souza.<\/p>\n<p><b>O que o projeto revela que o cliente n\u00e3o sabia sobre si mesmo?<\/b><\/p>\n<p>Uma das dimens\u00f5es mais surpreendentes do processo de design de interiores baseado em identidade \u00e9 que ele frequentemente revela ao pr\u00f3prio cliente aspectos de si mesmo que ele n\u00e3o havia articulado conscientemente. As escolhas que faz diante de materiais, cores e objetos, quando conduzidas por um profissional que sabe o que est\u00e1 observando, formam um mapa do que aquela pessoa valoriza, do ritmo em que vive e do ambiente em que consegue ser ela mesma.<\/p>\n<p>Os interiores contempor\u00e2neos deixam de ser meros espa\u00e7os funcionais para se tornarem extens\u00f5es da personalidade de quem vive ali, incorporando narrativas culturais, hist\u00f3rias pessoais e materiais que convidam ao toque e ao olhar prolongado. Para a DGDecor, essa \u00e9 a parte mais gratificante do trabalho: o momento em que o cliente entra no espa\u00e7o pronto e reconhece algo que n\u00e3o sabia nomear antes, mas que sente imediatamente como seu. &#8220;Quando isso acontece, o projeto cumpriu o que se prop\u00f4s. N\u00e3o entregou um ambiente bonito. Entregou um lugar que pertence \u00e0quela pessoa&#8221;, afirma Daugliesi Giacomasi Souza. <\/p>\n<p>Em um mercado saturado de refer\u00eancias visuais e tend\u00eancias que se renovam a cada temporada, a pergunta mais importante que um projeto de design de interiores pode responder n\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 em alta. \u00c9 quem voc\u00ea \u00e9, e como o espa\u00e7o em que voc\u00ea vive pode ser um reflexo honesto disso.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Saftec<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Fundadora da DGDecor e designer de interiores com trajet\u00f3ria em projetos residenciais e gerenciamento de obras, ela explica por que os ambientes mais marcantes n\u00e3o s\u00e3o os mais caros, mas os mais","protected":false},"author":1,"featured_media":132656,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[525],"tags":[],"class_list":["post-132655","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saftec-digital"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132655"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132655\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}