{"id":132318,"date":"2026-06-26T13:30:00","date_gmt":"2026-06-26T16:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/marcio-velho-da-silva-gestao-de-frota-em-obras-de-infraestrutura-e-risco-operacional-que-o-mercado-financeiro-ainda-nao-aprendeu-a-monitorar\/"},"modified":"2026-06-26T13:30:00","modified_gmt":"2026-06-26T16:30:00","slug":"marcio-velho-da-silva-gestao-de-frota-em-obras-de-infraestrutura-e-risco-operacional-que-o-mercado-financeiro-ainda-nao-aprendeu-a-monitorar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/marcio-velho-da-silva-gestao-de-frota-em-obras-de-infraestrutura-e-risco-operacional-que-o-mercado-financeiro-ainda-nao-aprendeu-a-monitorar\/","title":{"rendered":"M\u00e1rcio Velho da Silva: gest\u00e3o de frota em obras de infraestrutura \u00e9 risco operacional que o mercado financeiro ainda n\u00e3o aprendeu a monitorar"},"content":{"rendered":"<p><b>Gestor e consultor t\u00e9cnico especializado em opera\u00e7\u00f5es de saneamento, ele mostra como frotas mal geridas encarecem obras, atrasam cronogramas e comprometem o retorno projetado das concess\u00f5es.<\/b><\/p>\n<p>Quando analistas financeiros avaliam o risco operacional de uma concess\u00e3o de saneamento, os vetores mais monitorados s\u00e3o conhecidos: inadimpl\u00eancia tarif\u00e1ria, risco regulat\u00f3rio, capacidade de execu\u00e7\u00e3o de obras e gest\u00e3o de contratos. H\u00e1, por\u00e9m, uma vari\u00e1vel que atravessa todas as fases de uma concess\u00e3o, da implanta\u00e7\u00e3o \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, e que raramente aparece nos modelos de risco com o peso que merece: a gest\u00e3o da frota de ve\u00edculos e equipamentos. <\/p>\n<p>Caminh\u00f5es de coleta, escavadeiras, retroescavadeiras, caminh\u00f5es-pipa, ve\u00edculos de manuten\u00e7\u00e3o e equipamentos de monitoramento formam um parque de ativos m\u00f3veis cujo desempenho impacta diretamente o custo, o cronograma e a efici\u00eancia operacional de qualquer concess\u00e3o de saneamento de m\u00e9dio e grande porte. M\u00e1rcio Velho da Silva, gestor e consultor t\u00e9cnico com experi\u00eancia em opera\u00e7\u00f5es de saneamento e gest\u00e3o de frota, nota que o mercado financeiro ainda n\u00e3o desenvolveu m\u00e9tricas adequadas para avaliar esse risco, e que essa lacuna tem custos reais para investidores que apostam no setor.<\/p>\n<p><b>O que uma frota mal gerida faz com o cronograma de obras?<\/b><\/p>\n<p>Em obras de saneamento, a disponibilidade dos equipamentos certos no momento certo \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o operacional cr\u00edtica. Um caminh\u00e3o de transporte de res\u00edduos parado por manuten\u00e7\u00e3o n\u00e3o programada pode interromper o fluxo de destina\u00e7\u00e3o de material escavado, paralisando uma frente de obra inteira at\u00e9 que o problema seja resolvido. Uma escavadeira com hist\u00f3rico de falhas mec\u00e2nicas recorrentes gera atrasos que se acumulam ao longo do cronograma e que raramente s\u00e3o compensados sem custo adicional.<\/p>\n<p>M\u00e1rcio Velho da Silva aponta que o custo de uma parada n\u00e3o programada em obra vai muito al\u00e9m do reparo do equipamento. Inclui o custo da m\u00e3o de obra parada, o custo de loca\u00e7\u00e3o emergencial de equipamento substituto, o impacto sobre o cronograma contratual e, dependendo da gravidade, o risco de multa por descumprimento de prazo. Cada um desses elementos corr\u00f3i a margem do contrato de forma silenciosa e cumulativa.<\/p>\n<p><b>Manuten\u00e7\u00e3o preventiva como estrat\u00e9gia financeira<\/b><\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre frotas que sustentam a opera\u00e7\u00e3o e frotas que a comprometem est\u00e1, em grande parte, na qualidade do programa de manuten\u00e7\u00e3o preventiva. Empresas que investem em manuten\u00e7\u00e3o programada, com intervalos definidos por quilometragem ou horas de opera\u00e7\u00e3o e registro sistem\u00e1tico do hist\u00f3rico de cada equipamento, reduzem significativamente a incid\u00eancia de paradas n\u00e3o programadas e prolongam a vida \u00fatil dos ativos.<\/p>\n<p>Para M\u00e1rcio Velho da Silva, a manuten\u00e7\u00e3o preventiva de frota n\u00e3o \u00e9 um custo operacional. \u00c9 uma decis\u00e3o financeira com retorno mensur\u00e1vel. O custo de um programa de manuten\u00e7\u00e3o estruturado \u00e9 sistematicamente inferior ao custo acumulado de reparos emergenciais, paradas de obra e substitui\u00e7\u00e3o antecipada de equipamentos que se desgastaram al\u00e9m do esperado por falta de cuidado programado. Operadores que entendem essa l\u00f3gica constroem frotas mais confi\u00e1veis e contratos mais rent\u00e1veis.<\/p>\n<p><b>Telemetria e rastreamento como ferramentas de controle de risco<\/b><\/p>\n<p>A tecnologia de gest\u00e3o de frota avan\u00e7ou de forma significativa nos \u00faltimos anos e tornou poss\u00edvel um n\u00edvel de controle operacional que antes era impratic\u00e1vel para frotas de m\u00e9dio e grande porte. Sistemas de telemetria que monitoram em tempo real a localiza\u00e7\u00e3o, o consumo de combust\u00edvel, a velocidade e o comportamento do motorista permitem que gestores identifiquem inefici\u00eancias operacionais antes que se tornem custos relevantes.<\/p>\n<p>M\u00e1rcio Velho da Silva ressalta que concession\u00e1rias que adotam plataformas de gest\u00e3o de frota baseadas em dados conseguem reduzir consumo de combust\u00edvel, diminuir o \u00edndice de acidentes, melhorar o planejamento de manuten\u00e7\u00e3o e aumentar a disponibilidade dos equipamentos para as obras. Esses ganhos operacionais se traduzem diretamente em melhora de margem, e a margem, no setor de infraestrutura com contratos de longo prazo, \u00e9 o que determina se uma concess\u00e3o cria ou destr\u00f3i valor ao longo do tempo.<\/p>\n<p><b>O risco que escala com o tamanho da opera\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>\u00c0 medida que uma concession\u00e1ria expande sua carteira de contratos e o tamanho da sua frota cresce proporcionalmente, o risco associado \u00e0 gest\u00e3o desses ativos escala na mesma propor\u00e7\u00e3o. Uma frota de vinte equipamentos mal gerida \u00e9 um problema operacional localizado. Uma frota de duzentos equipamentos com os mesmos problemas de gest\u00e3o \u00e9 um risco sist\u00eamico que pode comprometer m\u00faltiplos contratos simultaneamente.<\/p>\n<p>Como indica M\u00e1rcio Velho da Silva, investidores que analisam concess\u00f5es de saneamento deveriam incluir a maturidade da gest\u00e3o de frota entre os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o do risco operacional. Empresas com processos robustos de manuten\u00e7\u00e3o, rastreamento e controle de frota t\u00eam desempenho operacional mais previs\u00edvel e resultados mais pr\u00f3ximos do projetado. As que negligenciam esse aspecto carregam um risco que s\u00f3 se torna vis\u00edvel quando j\u00e1 causou dano ao cronograma e \u00e0 margem.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Saftec<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Gestor e consultor t\u00e9cnico especializado em opera\u00e7\u00f5es de saneamento, ele mostra como frotas mal geridas encarecem obras, atrasam cronogramas e comprometem o retorno projetado das concess\u00f5es.","protected":false},"author":1,"featured_media":132319,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[525],"tags":[],"class_list":["post-132318","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saftec-digital"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=132318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/132318\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/132319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=132318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=132318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=132318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}