{"id":132058,"date":"2026-06-23T16:30:00","date_gmt":"2026-06-23T19:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/por-que-as-empresas-brasileiras-estao-criando-o-cargo-de-chief-ai-officer-da-forma-errada\/"},"modified":"2026-06-23T16:30:00","modified_gmt":"2026-06-23T19:30:00","slug":"por-que-as-empresas-brasileiras-estao-criando-o-cargo-de-chief-ai-officer-da-forma-errada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/por-que-as-empresas-brasileiras-estao-criando-o-cargo-de-chief-ai-officer-da-forma-errada\/","title":{"rendered":"Por que as empresas brasileiras est\u00e3o criando o cargo de Chief AI Officer da forma errada"},"content":{"rendered":"<p>Um n\u00famero crescente de empresas brasileiras anunciou, nos \u00faltimos meses, a cria\u00e7\u00e3o do cargo de Chief AI Officer. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 boa e o tema merece aten\u00e7\u00e3o no n\u00edvel mais alto da companhia. O problema, na avalia\u00e7\u00e3o de Guilherme Friol, fundador da <a href=\"https:\/\/vircos.com.br\/\" target=\"_blank\"><u>Vircos<\/u><\/a>, n\u00e3o \u00e9 dar import\u00e2ncia \u00e0 intelig\u00eancia artificial, mas a forma como esse cargo vem sendo desenhado: como s\u00edmbolo, e n\u00e3o como fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Guilherme Friol acompanha o movimento de perto, da posi\u00e7\u00e3o de quem opera <a href=\"https:\/\/vircos.com.br\/\" target=\"_blank\"><u>infraestrutura de IA<\/u><\/a> para empresas que est\u00e3o exatamente nessa encruzilhada. E o padr\u00e3o, diz, se repete. O cargo costuma nascer de uma reuni\u00e3o de conselho em que algu\u00e9m pergunta o que a empresa est\u00e1 fazendo de IA, e a resposta mais r\u00e1pida \u00e9 nomear um respons\u00e1vel. A nomea\u00e7\u00e3o acalma o conselho, observa, mas acalmar o conselho n\u00e3o \u00e9 o mesmo que resolver o problema.<\/p>\n<p>O primeiro equ\u00edvoco, na leitura dele, \u00e9 criar o cargo para responder a uma cobran\u00e7a externa, e n\u00e3o a uma necessidade interna. Quando o Chief AI Officer existe para a empresa ter o que dizer na pr\u00f3xima apresenta\u00e7\u00e3o, avalia, ele entra como encena\u00e7\u00e3o, e encena\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica tem prazo de validade curto: dura at\u00e9 o momento em que algu\u00e9m pergunta o que mudou na opera\u00e7\u00e3o desde a contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo \u00e9 confundir o cargo com a transforma\u00e7\u00e3o. Nomear um executivo de IA, argumenta Guilherme Friol, n\u00e3o torna a empresa mais capaz de usar IA, da mesma forma que contratar um diretor de inova\u00e7\u00e3o nunca tornou ningu\u00e9m inovador por decreto. A capacidade, para ele, vem da decis\u00e3o, distribu\u00edda por toda a opera\u00e7\u00e3o, sobre onde a tecnologia resolve problema real e onde \u00e9 apenas custo com apar\u00eancia de modernidade. Para ele, isso n\u00e3o \u00e9 fun\u00e7\u00e3o de um cargo, e sim de uma cultura de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>O terceiro \u00e9 o mais sutil. O cargo, do jeito que vem sendo criado, mistura duas responsabilidades que deveriam estar separadas, segundo o empres\u00e1rio. Uma \u00e9 estrat\u00e9gica: decidir onde a IA importa para o neg\u00f3cio, o que construir, o que comprar, o que recusar. A outra \u00e9 de execu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica: fazer funcionar. S\u00e3o perfis diferentes, e junt\u00e1-los numa pessoa s\u00f3, avalia, garante que uma das duas ser\u00e1 mal feita, quase sempre a estrat\u00e9gica, que \u00e9 justamente a que deveria estar no n\u00edvel do conselho.<\/p>\n<p>O que deveria existir no lugar, na vis\u00e3o de <a href=\"https:\/\/vircos.com.br\/\" target=\"_blank\"><u>Guilherme Friol<\/u><\/a>, n\u00e3o \u00e9 um cargo novo, e sim uma clareza nova sobre quem decide o qu\u00ea. A decis\u00e3o estrat\u00e9gica sobre IA, defende, \u00e9 responsabilidade do presidente e do conselho, do mesmo modo que decis\u00e3o sobre capital ou mercado nunca foi delegada a um diretor isolado. A IA chegou perto demais do n\u00facleo do neg\u00f3cio para ficar num silo com nome bonito: quando \u00e9 central, a decis\u00e3o \u00e9 de quem dirige a empresa; quando \u00e9 perif\u00e9rica, n\u00e3o precisa de um executivo dedicado, mas de um bom fornecedor.<\/p>\n<p>O empres\u00e1rio faz a ressalva de que n\u00e3o defende a aus\u00eancia de um respons\u00e1vel pela IA dentro das empresas. O que prop\u00f5e \u00e9 que a pergunta certa deixe de ser quem ser\u00e1 o Chief AI Officer e passe a ser o que essa nomea\u00e7\u00e3o est\u00e1 tentando resolver de verdade. Se a resposta \u00e9 uma cobran\u00e7a do conselho, conclui, o cargo n\u00e3o vai entregar; se \u00e9 uma capacidade que virou central para o neg\u00f3cio, ent\u00e3o a decis\u00e3o \u00e9 grande demais para caber num \u00fanico crach\u00e1. \u00c9 decis\u00e3o de dono, e dono, na s\u00edntese dele, n\u00e3o terceiriza o que define o futuro da empresa.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PulseBrand<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um n\u00famero crescente de empresas brasileiras anunciou, nos \u00faltimos meses, a cria\u00e7\u00e3o do cargo de Chief AI Officer. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 boa e o tema merece aten\u00e7\u00e3o no n\u00edvel mais alto da companhia. 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