{"id":130365,"date":"2026-05-28T16:40:00","date_gmt":"2026-05-28T19:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/mais-de-10-pets-considerados-sem-solucao-voltaram-a-ter-qualidade-de-vida-apos-tratamentos-especializados-em-nefrologia\/"},"modified":"2026-05-28T16:40:00","modified_gmt":"2026-05-28T19:40:00","slug":"mais-de-10-pets-considerados-sem-solucao-voltaram-a-ter-qualidade-de-vida-apos-tratamentos-especializados-em-nefrologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/mais-de-10-pets-considerados-sem-solucao-voltaram-a-ter-qualidade-de-vida-apos-tratamentos-especializados-em-nefrologia\/","title":{"rendered":"Mais de 10 pets considerados sem solu\u00e7\u00e3o voltaram a ter qualidade de vida ap\u00f3s tratamentos especializados em nefrologia"},"content":{"rendered":"<p><i>Com o avan\u00e7o do setor e o aumento dos atendimentos de alta complexidade, especialista relata crescimento de animais encaminhados em estado cr\u00edtico ap\u00f3s passarem por diferentes cl\u00ednicas sem diagn\u00f3stico preciso<\/i><\/p>\n<p>Quando Nina chegou ao Hospital Veterin\u00e1rio Elective, em Maring\u00e1, no Paran\u00e1, o quadro era considerado extremamente grave. A cadela sem ra\u00e7a definida, de quatro anos na \u00e9poca, chegou em estado de quase coma, reagindo a poucos est\u00edmulos, ap\u00f3s desenvolver uma inj\u00faria renal aguda causada pela combina\u00e7\u00e3o entre uma picada de animal pe\u00e7onhento e o uso de corticoide em um organismo j\u00e1 afetado por hipercortisolismo. Vinda de Sertan\u00f3polis, no interior do estado, ela havia passado por outros atendimentos antes de ser encaminhada a uma estrutura especializada. A hist\u00f3ria de Nina \u00e9 uma entre mais de dez registradas pela Elective: casos considerados sem sa\u00edda que, com o tratamento correto, resultaram em recupera\u00e7\u00e3o e qualidade de vida.<\/p>\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o de Nina exigiu sete sess\u00f5es de hemodi\u00e1lise e dez dias de interna\u00e7\u00e3o intensiva. Aos poucos, ela voltou a responder aos est\u00edmulos, retomou a alimenta\u00e7\u00e3o e recebeu alta andando. Hoje, aos seis anos, leva uma vida normal. O caso ilustra o que a equipe da Elective passou a observar com mais frequ\u00eancia nos \u00faltimos anos: animais que chegam depois de uma longa trajet\u00f3ria por diferentes atendimentos, em estado cr\u00edtico, e que ainda t\u00eam chances reais de recupera\u00e7\u00e3o quando recebem suporte especializado no momento certo.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos chegam depois de passar por diferentes atendimentos at\u00e9 que o quadro finalmente seja compreendido. Em alguns casos, o tutor j\u00e1 escutou que n\u00e3o existia mais alternativa. S\u00f3 que a nefrologia veterin\u00e1ria evoluiu muito nos \u00faltimos anos e hoje conseguimos estabilizar pacientes que antigamente dificilmente sobreviveriam&#8221;, afirma a Dra. Marcela Croffi, m\u00e9dica veterin\u00e1ria especializada em nefrologia e urologia veterin\u00e1ria e respons\u00e1vel pelo hospital.<\/p>\n<p>O movimento acompanha o crescimento do pr\u00f3prio mercado pet brasileiro. Dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Produtos para Animais de Estima\u00e7\u00e3o ( Abinpet ) colocam o Brasil como a terceira maior popula\u00e7\u00e3o pet do mundo. Ao mesmo tempo, cresce a procura por especialidades veterin\u00e1rias, impulsionada pela humaniza\u00e7\u00e3o dos animais e pela busca dos tutores por tratamentos mais avan\u00e7ados. A Elective \u00e9 reflexo direto dessa transforma\u00e7\u00e3o: sem divulga\u00e7\u00e3o ativa, o hospital j\u00e1 recebeu pacientes encaminhados de diferentes estados, consolidando Maring\u00e1 como polo de refer\u00eancia regional em medicina veterin\u00e1ria intensiva.<\/p>\n<p>Na rotina da Elective, os atendimentos mais delicados costumam envolver pacientes que chegam debilitados ap\u00f3s dias de evolu\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Em doen\u00e7as renais, o tempo at\u00e9 o diagn\u00f3stico correto costuma ser determinante para a recupera\u00e7\u00e3o. &#8220;O rim \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o extremamente sens\u00edvel. Muitas vezes, o animal para de comer, fica mais quieto ou vomita, e os sinais acabam sendo confundidos com situa\u00e7\u00f5es menos graves&#8221;, explica a Dra. Marcela Croffi. A especialista afirma que parte importante do trabalho envolve identificar rapidamente a origem do problema e iniciar terapias capazes de evitar danos permanentes. Em casos como o de Nina, a hemodi\u00e1lise funciona como suporte tempor\u00e1rio para que o organismo consiga se recuperar enquanto o tratamento principal \u00e9 conduzido. Quando a hemodi\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 indicada, a equipe recorre \u00e0 di\u00e1lise peritoneal, que utiliza a membrana do perit\u00f4nio como filtro natural. Ambos os procedimentos exigem estrutura hospitalar, monitoramento cont\u00ednuo e equipe altamente treinada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da nefrologia, o hospital realiza videocirurgia urol\u00f3gica minimamente invasiva e cirurgias respirat\u00f3rias em animais braquicef\u00e1licos, como bulldogs e pugs, ra\u00e7as que demandam cuidados anest\u00e9sicos e respirat\u00f3rios espec\u00edficos. A cl\u00ednica atende exclusivamente pequenos animais, com predomin\u00e2ncia de c\u00e3es (aproximadamente 70%) e gatos (30%), e mant\u00e9m uma equipe pequena, est\u00e1vel e de longa data, selecionada tamb\u00e9m pela capacidade de acolhimento emocional em momentos de crise.<\/p>\n<p>Marcela conta que o envolvimento com os pacientes influenciou diretamente a constru\u00e7\u00e3o da estrutura da cl\u00ednica ao longo dos anos. &#8220;A gente se apega, n\u00e3o tem como. S\u00e3o interna\u00e7\u00f5es longas, fam\u00edlias fragilizadas e animais lutando para sobreviver. Ent\u00e3o fomos criando uma estrutura pensando realmente em salvar vidas e oferecer conforto tanto para o paciente quanto para os tutores&#8221;, diz. Outro pilar do hospital \u00e9 a transpar\u00eancia progn\u00f3stica: a equipe comunica ao tutor de forma direta e honesta as chances reais de recupera\u00e7\u00e3o, os riscos dos procedimentos e os limites do que a medicina pode oferecer em cada caso. &#8220;O tutor que chega at\u00e9 n\u00f3s quer a verdade e quer saber que tudo est\u00e1 sendo feito. N\u00e3o adianta criar falsas esperan\u00e7as&#8221;, afirma a especialista.<\/p>\n<p>Segundo a Dra. Marcela Croffi, o perfil dos pr\u00f3prios tutores mudou. &#8220;Hoje as fam\u00edlias acompanham mais de perto os tratamentos, pesquisam, pedem encaminhamento para especialistas e entendem que determinadas doen\u00e7as precisam de suporte espec\u00edfico. A medicina veterin\u00e1ria ficou mais parecida com a medicina humana tamb\u00e9m nesse aspecto.&#8221; Para ela, casos como o de Nina ajudam a mostrar que progn\u00f3sticos dif\u00edceis nem sempre representam um ponto final. &#8220;Nem todo paciente vai conseguir se recuperar, e \u00e9 importante ter responsabilidade ao dizer isso. Mas existem muitos animais que ainda t\u00eam chance quando recebem o tratamento adequado no momento certo.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PressWorks<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com o avan\u00e7o do setor e o aumento dos atendimentos de alta complexidade, especialista relata crescimento de animais encaminhados em estado cr\u00edtico ap\u00f3s passarem por diferentes cl\u00ednicas sem","protected":false},"author":1,"featured_media":130366,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6750],"tags":[],"class_list":["post-130365","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pressworks"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=130365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/130365\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/130366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=130365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=130365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=130365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}