{"id":130042,"date":"2026-05-25T14:40:00","date_gmt":"2026-05-25T17:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/saneamento-basico-e-investimentos-em-infraestrutura-o-que-marcio-andre-savi-aponta-sobre-os-desafios-do-setor\/"},"modified":"2026-05-25T14:40:00","modified_gmt":"2026-05-25T17:40:00","slug":"saneamento-basico-e-investimentos-em-infraestrutura-o-que-marcio-andre-savi-aponta-sobre-os-desafios-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/saftec-digital\/saneamento-basico-e-investimentos-em-infraestrutura-o-que-marcio-andre-savi-aponta-sobre-os-desafios-do-setor\/","title":{"rendered":"Saneamento b\u00e1sico e investimentos em infraestrutura: O que Marcio Andre Savi aponta sobre os desafios do setor?"},"content":{"rendered":"<p><b>D\u00e9ficit hist\u00f3rico e demanda crescente por obras de grande porte colocam o setor de saneamento no centro do debate econ\u00f4mico nacional.<\/b><\/p>\n<p>O debate em torno do saneamento b\u00e1sico ganhou for\u00e7a no mercado de infraestrutura brasileiro, especialmente ap\u00f3s avan\u00e7os regulat\u00f3rios que ampliaram o horizonte de investimentos no setor. Marcio Andre Savi, profissional da \u00e1rea de engenharia com atua\u00e7\u00e3o em obras de grande porte e sistemas de abastecimento de \u00e1gua e esgotamento sanit\u00e1rio, acompanha de perto esse movimento e reconhece o impacto direto dessas transforma\u00e7\u00f5es sobre a estrutura produtiva do pa\u00eds.<\/p>\n<p><b>O novo marco e a atra\u00e7\u00e3o de capital privado<\/b><\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o do Marco Legal do Saneamento, aprovado em 2020 e consolidado nos anos seguintes, o Brasil abriu espa\u00e7o para uma participa\u00e7\u00e3o mais expressiva da iniciativa privada na opera\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o dos sistemas de abastecimento de \u00e1gua e esgotamento sanit\u00e1rio. A mudan\u00e7a alterou a din\u00e2mica dos contratos de concess\u00e3o, impondo metas mais r\u00edgidas de universaliza\u00e7\u00e3o e atraindo investidores institucionais que antes evitavam o setor pela falta de previsibilidade regulat\u00f3ria. O volume de recursos comprometidos nas licita\u00e7\u00f5es realizadas desde ent\u00e3o supera o que foi investido nas duas d\u00e9cadas anteriores combinadas, o que revela a escala do ajuste em curso.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Marcio Andre Savi, obras relativas a sistemas de abastecimento de \u00e1gua e sistemas de esgotamento sanit\u00e1rio exigem planejamento de longo prazo, equipes multidisciplinares e crit\u00e9rios t\u00e9cnicos rigorosos para que os contratos se sustentem dentro dos prazos e dos or\u00e7amentos previstos. A complexidade dessas interven\u00e7\u00f5es vai al\u00e9m da execu\u00e7\u00e3o f\u00edsica: envolve licenciamento ambiental, interfer\u00eancias com outras redes de infraestrutura urbana e a necessidade de manter o fornecimento durante as obras, o que adiciona camadas de dificuldade \u00e0 gest\u00e3o dos projetos.<\/p>\n<p><b>Redu\u00e7\u00e3o de perdas como vetor de efici\u00eancia econ\u00f4mica<\/b><\/p>\n<p>Um dos pontos mais cr\u00edticos do setor de saneamento do ponto de vista econ\u00f4mico \u00e9 o \u00edndice de perdas nos sistemas de distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. No Brasil, estima-se que entre 35% e 40% da \u00e1gua tratada seja desperdi\u00e7ada antes de chegar ao consumidor final, seja por vazamentos na rede, seja por falhas de medi\u00e7\u00e3o e controle. Esse dado transforma a redu\u00e7\u00e3o de perdas em uma das frentes de investimento mais rent\u00e1veis do setor, com retorno comprovado tanto para as operadoras quanto para os munic\u00edpios atendidos. <\/p>\n<p>Sob a perspectiva de Marcio Andre Savi, a redu\u00e7\u00e3o de perdas passa necessariamente por investimentos em telemetria, setoriza\u00e7\u00e3o das redes e substitui\u00e7\u00e3o de tubula\u00e7\u00f5es antigas, que em muitos sistemas brasileiros ultrapassam cinquenta anos de uso. Trata-se de uma agenda que combina engenharia de precis\u00e3o e gest\u00e3o operacional, e que tem ocupado espa\u00e7o crescente nas pautas de investidores e reguladores. O conjunto desses elementos indica que a efici\u00eancia no uso da \u00e1gua tratada \u00e9, ao mesmo tempo, uma quest\u00e3o t\u00e9cnica, ambiental e financeira.<\/p>\n<p><b>Aterros sanit\u00e1rios e res\u00edduos s\u00f3lidos na agenda de infraestrutura<\/b><\/p>\n<p>Al\u00e9m do saneamento h\u00eddrico, a gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos representa outro eixo relevante dentro da pauta de infraestrutura urbana. A Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos, estabelecida em 2010 e com prazos revisados nos anos seguintes, determina a erradica\u00e7\u00e3o dos lix\u00f5es e a universaliza\u00e7\u00e3o da coleta de res\u00edduos com disposi\u00e7\u00e3o em aterros sanit\u00e1rios licenciados. Apesar dos avan\u00e7os, o Brasil ainda convive com um grande n\u00famero de munic\u00edpios que descartam res\u00edduos de forma inadequada, gerando passivos ambientais de dif\u00edcil revers\u00e3o e custos crescentes para o poder p\u00fablico. <\/p>\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o de Marcio Andre Savi, obras de grande porte voltadas \u00e0 destina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos demandam integra\u00e7\u00e3o entre as dimens\u00f5es t\u00e9cnica, ambiental e log\u00edstica, com aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s especificidades de cada regi\u00e3o atendida. A escolha do local, o sistema de impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo, a capta\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s e o monitoramento das \u00e1guas subterr\u00e2neas s\u00e3o apenas alguns dos fatores que determinam o sucesso operacional de um aterro sanit\u00e1rio. Erros de projeto nessa etapa geram consequ\u00eancias que se estendem por d\u00e9cadas, tornando o rigor t\u00e9cnico n\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o, mas uma exig\u00eancia do processo.<\/p>\n<p><b>Perspectivas para o mercado de obras de saneamento nos pr\u00f3ximos anos<\/b><\/p>\n<p>O horizonte para o setor de saneamento b\u00e1sico nos pr\u00f3ximos anos \u00e9 de expans\u00e3o cont\u00ednua, impulsionada pelas metas de universaliza\u00e7\u00e3o estabelecidas pela legisla\u00e7\u00e3o vigente e pela press\u00e3o regulat\u00f3ria sobre os operadores p\u00fablicos e privados. Estima-se que sejam necess\u00e1rios investimentos da ordem de centenas de bilh\u00f5es de reais para que o Brasil alcance cobertura plena em abastecimento de \u00e1gua e tratamento de esgoto, o que coloca o setor entre os principais destinos de capital em infraestrutura no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Diante desse panorama, Marcio Andre Savi observa que a capacidade t\u00e9cnica para planejar, licitar e executar obras de saneamento de grande porte ainda \u00e9 um gargalo relevante no Brasil. A forma\u00e7\u00e3o de equipes qualificadas, a padroniza\u00e7\u00e3o de processos e o uso de tecnologias de monitoramento em tempo real surgem como diferenciais competitivos para empresas e profissionais que atuam nesse mercado. O que esse percurso demonstra \u00e9 que o saneamento b\u00e1sico deixou de ser apenas uma pauta social para se consolidar como um dos vetores centrais do desenvolvimento econ\u00f4mico e urbano brasileiro.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Saftec<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"D\u00e9ficit hist\u00f3rico e demanda crescente por obras de grande porte colocam o setor de saneamento no centro do debate econ\u00f4mico nacional. 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