{"id":129109,"date":"2026-05-08T11:35:00","date_gmt":"2026-05-08T14:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/maternidade-mais-tardia-muda-o-jogo-para-mulheres-no-mercado-de-trabalho\/"},"modified":"2026-05-08T11:35:00","modified_gmt":"2026-05-08T14:35:00","slug":"maternidade-mais-tardia-muda-o-jogo-para-mulheres-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/maternidade-mais-tardia-muda-o-jogo-para-mulheres-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Maternidade mais tardia muda o jogo para mulheres no mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p><i>Com filhos chegando em fases mais avan\u00e7adas da carreira, empresas enfrentam um novo desafio de adapta\u00e7\u00e3o<\/i><\/p>\n<p>O momento em que as mulheres se tornam m\u00e3es mudou e isso est\u00e1 redesenhando a din\u00e2mica dentro das empresas. A maternidade, que antes costumava ocorrer no in\u00edcio da vida profissional, hoje acontece em fases mais estrat\u00e9gicas da carreira. Entre m\u00e3es e gestantes ouvidas pelo <a href=\"https:\/\/www.infojobs.com.br\/\" target=\"_blank\"><u>Infojobs<\/u><\/a>, 48% t\u00eam 35 anos ou mais, sendo 28% com 45 anos ou mais e 20% entre 35 e 44 anos. Esse movimento traz novas complexidades. Mulheres chegam \u00e0 maternidade j\u00e1 inseridas em projetos relevantes, ocupando posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a intermedi\u00e1ria e com trajet\u00f3rias em consolida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dados do Infojobs indicam que esse novo perfil exige respostas mais sofisticadas das organiza\u00e7\u00f5es, que ainda operam, em grande parte, com modelos pensados para trajet\u00f3rias lineares. Ao mesmo tempo, os dados mostram fragilidades estruturais: 36% das m\u00e3es e gestantes est\u00e3o desempregadas e apenas 2% ocupam cargos de lideran\u00e7a s\u00eanior ou diretoria.<\/p>\n<p>Para Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, o impacto dessa mudan\u00e7a \u00e9 direto. \u201cA maternidade passou a acontecer em momentos diferentes da carreira e isso exige que as empresas revejam n\u00e3o apenas pol\u00edticas internas, mas a forma como enxergam desenvolvimento, perman\u00eancia e crescimento profissional ao longo da vida\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o desafio vai al\u00e9m do retorno ao trabalho. Envolve continuidade de projetos, manuten\u00e7\u00e3o de protagonismo e acesso a novas oportunidades. Hoje, 25% afirmam que j\u00e1 deixaram de se candidatar a vagas de maior responsabilidade por entenderem que a empresa n\u00e3o oferecia suporte para equilibrar carreira e fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, essas mulheres tendem a ter maior clareza sobre seus limites e prioridades, o que cria um tensionamento com modelos r\u00edgidos de trabalho. N\u00e3o por acaso, 54% apontam pol\u00edticas reais de flexibilidade e apoio corporativo como fator essencial para conciliar maternidade e ascens\u00e3o profissional, enquanto 53% destacam a import\u00e2ncia de lideran\u00e7as inclusivas.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um impacto simb\u00f3lico relevante. Mulheres que conseguem avan\u00e7ar ap\u00f3s a maternidade tornam-se refer\u00eancia. As que desaceleram refor\u00e7am um padr\u00e3o j\u00e1 conhecido. Entre as respondentes, 13% dizem ter optado por se estabilizar na fun\u00e7\u00e3o atual para conseguir conciliar prioridades.<\/p>\n<p>O mercado ainda reage de forma lenta a essa transforma\u00e7\u00e3o. Pol\u00edticas continuam sendo desenhadas para um perfil que j\u00e1 n\u00e3o representa a maioria. Prova disso \u00e9 que 42% dizem n\u00e3o se sentir \u00e0 vontade para priorizar demandas dos filhos sem receio de prejudicar o crescimento profissional, enquanto 30% relatam aumento de questionamentos sobre hor\u00e1rios e dedica\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a maternidade.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 um desalinhamento entre realidade e estrutura, que recai, mais uma vez, sobre a mulher. \u201cQuando maternidade e carreira s\u00e3o tratadas como caminhos incompat\u00edveis, todos perdem. A profissional, que v\u00ea seu potencial limitado, e a empresa, que desperdi\u00e7a talento. O avan\u00e7o real passa por criar estruturas de apoio para que nenhuma mulher precise escolher entre crescer no trabalho e estar presente na fam\u00edlia\u201d, conclui Ana Paula Prado.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PressWorks<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com filhos chegando em fases mais avan\u00e7adas da carreira, empresas enfrentam um novo desafio de adapta\u00e7\u00e3o O momento em que as mulheres se tornam m\u00e3es mudou e isso est\u00e1 redesenhando a din\u00e2mica","protected":false},"author":1,"featured_media":129110,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6750],"tags":[],"class_list":["post-129109","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pressworks"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=129109"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/129109\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/129110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=129109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=129109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=129109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}