{"id":128423,"date":"2026-04-28T17:09:39","date_gmt":"2026-04-28T20:09:39","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/?p=128423"},"modified":"2026-04-28T17:09:40","modified_gmt":"2026-04-28T20:09:40","slug":"mineracao-no-brasil-capital-caro-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-minera-brasil\/mineracao-no-brasil-capital-caro-desafios\/","title":{"rendered":"Brasil se destaca por estabilidade geopol\u00edtica, mas capital caro pressiona minera\u00e7\u00e3o, aponta EY"},"content":{"rendered":"\n<p>Estudo coloca acesso a capital no topo dos riscos e oportunidades do setor no pa\u00eds; custos, produtividade e licen\u00e7a para operar completam os principais desafios.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil aparece em posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica no cen\u00e1rio global da minera\u00e7\u00e3o por sua estabilidade geopol\u00edtica e potencial em minerais cr\u00edticos, mas enfrenta press\u00e3o crescente com o encarecimento dos custos e a seletividade do capital para investimentos. \u00c9 o que mostra o recorte nacional do estudo \u201cTop 10 business risks and opportunities for mining and metals\u201c, da EY (grupo Ernst Young), que coloca o capital em primeiro lugar entre as principais oportunidades e riscos do setor para 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia do ranking brasileiro aparecem aumento de custos e produtividade, al\u00e9m da licen\u00e7a para operar. O levantamento tamb\u00e9m destaca temas como complexidade operacional e agenda ESG entre fatores relevantes para o mercado local.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"557\" src=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/mineracao-brasil-capital-caro-ey.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-128424\" srcset=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/mineracao-brasil-capital-caro-ey.jpg 1000w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/mineracao-brasil-capital-caro-ey-300x167.jpg 300w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/mineracao-brasil-capital-caro-ey-768x428.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Imagem: EY \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Afonso Sartorio, l\u00edder de Energia e Recursos Naturais da EY, o o ambiente de financiamento no pa\u00eds tornou-se mais restritivo. \u201cO capital para investimentos est\u00e1 mais seletivo e, consequentemente, mais caro\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO acesso a capital teve prioridade na vis\u00e3o do mercado brasileiro, enquanto a complexidade operacional foi o destaque do ranking global\u201d, contrasta. Segundo ele, o resultado indica que os executivos adotam postura pragm\u00e1tica, ao concentrar aten\u00e7\u00e3o em fatores sob seu controle, mesmo diante da crescente relev\u00e2ncia da geopol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando questionados sobre aloca\u00e7\u00e3o de recursos, 34% dos entrevistados brasileiros apontaram fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es (M&amp;As) como prioridade, enquanto 36% citaram projetos brownfield, realizados em \u00e1reas com infraestrutura existente ou minas em opera\u00e7\u00e3o. Ambos os percentuais superam a m\u00e9dia global de 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marcelo Andrade, s\u00f3cio de Estrat\u00e9gia e Transa\u00e7\u00f5es da EY-Parthenon, o contexto internacional favorece o pa\u00eds. \u201cO capital global tem incorporado cada vez mais crit\u00e9rios geopol\u00edticos em suas decis\u00f5es de aloca\u00e7\u00e3o, priorizando ativos localizados em jurisdi\u00e7\u00f5es consideradas \u2018friend-shore\u2019 ou geopoliticamente alinhadas. Neste contexto, o Brasil tende a se tornar relativamente mais atrativo\u201d, explica<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrescenta que fatores como reservas subexploradas de minerais cr\u00edticos, dist\u00e2ncia de zonas de conflito e matriz energ\u00e9tica mais limpa ampliam essa vantagem competitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Andrade tamb\u00e9m v\u00ea oportunidade para o avan\u00e7o das terras raras brasileiras, desde que haja estrat\u00e9gia diplom\u00e1tica. \u201c\u00c9 preciso equil\u00edbrio: cautela diplom\u00e1tica, mas tamb\u00e9m vis\u00e3o estrat\u00e9gica, porque os minerais cr\u00edticos ser\u00e3o fundamentais para diversas ind\u00fastrias no futuro\u201d, afirma<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Complexidade operacional e ESG<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Embora a complexidade operacional tenha ficado em quinto lugar no ranking brasileiro, a avalia\u00e7\u00e3o da EY \u00e9 que o tema seguir\u00e1 central para o setor. O esgotamento de dep\u00f3sitos superficiais, maior rigor regulat\u00f3rio e necessidade de operar em \u00e1reas mais profundas elevam os custos e demandam inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs corpos minerais est\u00e3o onde est\u00e3o. Por isso, a complexidade est\u00e1 cada vez maior e assim ser\u00e1\u201d, afirma Sartorio. Segundo ele, novas opera\u00e7\u00f5es exigem maior conhecimento geol\u00f3gico, equipamentos especializados e tecnologias de mapeamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A agenda ESG tamb\u00e9m aparece como fator estruturante para novos projetos. \u201cHoje, n\u00e3o h\u00e1 mais nenhum rascunho de projeto que n\u00e3o considere essas tem\u00e1ticas\u201d, diz o executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os respondentes brasileiros, 28% indicaram a circularidade como prioridade ESG para os pr\u00f3ximos 12 meses, percentual superior \u00e0 m\u00e9dia global de 16%. O conceito envolve reaproveitamento de res\u00edduos e gera\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios a partir de materiais antes descartados.<\/p>\n\n\n\n<p>Sartorio destacou ainda a import\u00e2ncia da rela\u00e7\u00e3o com comunidades impactadas. \u201cCompartilhar valor com esses stakeholders, desenvolver essas regi\u00f5es e suas popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o a\u00e7\u00f5es alinhadas com as necessidades do Brasil\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo da EY foi realizado entre junho e julho de 2025 com 500 executivos globais dos setores de minera\u00e7\u00e3o e metais de empresas com faturamento superior a US$ 1 bilh\u00e3o. O recorte brasileiro representa cerca de 10% da base de entrevistados.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0<strong>OESP\u00a0<\/strong>n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da\u00a0<strong>OESP\u00a0<\/strong>e s\u00e3o de inteira responsabilidade da\u00a0<strong>Ag\u00eancia Minera Brasil<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Estudo coloca acesso a capital no topo dos riscos e oportunidades do setor no pa\u00eds; custos, produtividade e licen\u00e7a para operar completam os principais desafios.","protected":false},"author":16,"featured_media":128425,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[351],"tags":[],"class_list":["post-128423","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-minera-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128423","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128423"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128423\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":128426,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128423\/revisions\/128426"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128425"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128423"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128423"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128423"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}