{"id":128415,"date":"2026-04-28T16:25:00","date_gmt":"2026-04-28T19:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/startups-querem-tornar-a-escola-tao-envolvente-quanto-um-game-e-a-gamefik-aposta-nisso\/"},"modified":"2026-04-28T16:25:00","modified_gmt":"2026-04-28T19:25:00","slug":"startups-querem-tornar-a-escola-tao-envolvente-quanto-um-game-e-a-gamefik-aposta-nisso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pressworks\/startups-querem-tornar-a-escola-tao-envolvente-quanto-um-game-e-a-gamefik-aposta-nisso\/","title":{"rendered":"Startups querem tornar a escola t\u00e3o envolvente quanto um game e a  Gamefik  aposta nisso"},"content":{"rendered":"<p><i>Edtech busca resolver a crise de engajamento nas salas de aula, em um cen\u00e1rio em que estudantes disputam aten\u00e7\u00e3o com jogos e redes sociais<\/i><\/p>\n<p>Em um momento em que crian\u00e7as e adolescentes passam horas em plataformas como Roblox, Minecraft e redes sociais, a escola tradicional enfrenta um desafio crescente: manter a aten\u00e7\u00e3o dos alunos. Para uma nova gera\u00e7\u00e3o de empreendedores, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no conte\u00fado, mas na forma como ele \u00e9 apresentado.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que surge a <a href=\"https:\/\/gamefik.com\/\" target=\"_blank\"><u>Gamefik<\/u><\/a>, edtech brasileira que aposta em transformar a experi\u00eancia escolar em algo mais pr\u00f3ximo da l\u00f3gica dos jogos. A proposta \u00e9 tornar o processo de aprendizado t\u00e3o envolvente quanto um game, nas palavras dos fundadores.<\/p>\n<p>\u201cA escola passou a competir com empresas que investem bilh\u00f5es para capturar a aten\u00e7\u00e3o dos jovens. Hoje, essa disputa \u00e9 desigual\u201d, afirma Marcelo Brenner, s\u00f3cio-fundador da startup. \u201cNosso objetivo \u00e9 tornar essa competi\u00e7\u00e3o mais justa.\u201d<\/p>\n<p>A empresa desenvolveu uma plataforma que aplica elementos de jogos, como miss\u00f5es, recompensas e progress\u00e3o, \u00e0 rotina escolar. Na pr\u00e1tica, alunos passam a cumprir atividades como se estivessem dentro de um sistema gamificado, acumulando pontos e evoluindo ao longo do processo.<\/p>\n<p>A origem da Gamefik est\u00e1 longe dos grandes centros de inova\u00e7\u00e3o. Brenner e seus s\u00f3cios come\u00e7aram a empreender ainda jovens, ao criar uma escola de programa\u00e7\u00e3o e rob\u00f3tica dentro de casa, em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Sem forma\u00e7\u00e3o superior, os fundadores interromperam os estudos para empreender. O neg\u00f3cio cresceu e chegou a 19 unidades em quatro estados antes de ser vendido, em 2018. Foi a partir dessa experi\u00eancia que nasceu a Gamefik, inicialmente como uma ferramenta interna para engajar alunos.<\/p>\n<p>\u201cOs pais diziam que os filhos n\u00e3o queriam ir para outras atividades, mas n\u00e3o faltavam \u00e0s nossas aulas. A gente percebeu que o diferencial estava na forma como engaj\u00e1vamos esses alunos\u201d, afirma Brenner.<\/p>\n<p><b>Engajamento vira prioridade nas escolas<\/b><\/p>\n<p>A aposta da startup acompanha uma mudan\u00e7a mais ampla no setor educacional. Com o aumento das distra\u00e7\u00f5es digitais, escolas passaram a olhar o engajamento como um indicador estrat\u00e9gico, diretamente ligado ao desempenho e \u00e0 perman\u00eancia dos alunos.<\/p>\n<p>Hoje, a Gamefik atende institui\u00e7\u00f5es de diferentes perfis, de escolas p\u00fablicas a cursos extracurriculares. A plataforma soma mais de 350 mil usu\u00e1rios e j\u00e1 est\u00e1 presente em mais de mil escolas no Brasil. Dados da empresa indicam que 90% dos alunos apresentam maior engajamento com o uso da solu\u00e7\u00e3o, enquanto 63% das escolas registraram aumento na reten\u00e7\u00e3o de estudantes.<\/p>\n<p>Apesar de ter surgido a partir da gamifica\u00e7\u00e3o, a empresa vem reposicionando seu produto como uma plataforma de engajamento educacional. O movimento acompanha a amplia\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o, que passa a incluir recursos como apoio ao professor, comunica\u00e7\u00e3o com fam\u00edlias e uso de intelig\u00eancia artificial na cria\u00e7\u00e3o de atividades.<\/p>\n<p>\u201cGamifica\u00e7\u00e3o virou um termo limitado para o que a gente faz hoje. O foco n\u00e3o \u00e9 o jogo, mas o engajamento como base da aprendizagem\u201d, afirma Brenner.<\/p>\n<p><b>Crescimento sem investimento externo<\/b><\/p>\n<p>Diferentemente de muitas startups do setor, a Gamefik cresceu sem aportes de fundos de investimento. A empresa foi financiada principalmente com recursos pr\u00f3prios dos fundadores.<\/p>\n<p>Em 2025, a edtech registrou faturamento de R$ 2,5 milh\u00f5es e projeta alcan\u00e7ar entre R$ 3 milh\u00f5es e R$ 4 milh\u00f5es em 2026, impulsionada pela expans\u00e3o da base de clientes e pela demanda por solu\u00e7\u00f5es educacionais mais interativas.<\/p>\n<p>Para os fundadores, o avan\u00e7o da tecnologia n\u00e3o deve ser visto como um obst\u00e1culo, mas como parte da solu\u00e7\u00e3o para a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s n\u00e3o estamos competindo contra os games. N\u00f3s estamos aprendendo com eles\u201d, afirma Brenner.<\/p>\n<p>A tese \u00e9 que, em um ambiente cada vez mais disputado pela aten\u00e7\u00e3o, o aprendizado precisa ser t\u00e3o envolvente quanto qualquer outra experi\u00eancia digital. Caso contr\u00e1rio, a escola tende a perder espa\u00e7o na rotina das novas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PressWorks<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Edtech busca resolver a crise de engajamento nas salas de aula, em um cen\u00e1rio em que estudantes disputam aten\u00e7\u00e3o com jogos e redes sociais Em um momento em que crian\u00e7as e adolescentes passam horas","protected":false},"author":1,"featured_media":128416,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[6750],"tags":[],"class_list":["post-128415","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pressworks"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128415","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=128415"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/128415\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/128416"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=128415"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=128415"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=128415"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}