{"id":126510,"date":"2026-03-26T08:10:00","date_gmt":"2026-03-26T11:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/seu-filho-pode-estar-viciado-em-telas-especialistas-explicam\/"},"modified":"2026-03-26T08:10:00","modified_gmt":"2026-03-26T11:10:00","slug":"seu-filho-pode-estar-viciado-em-telas-especialistas-explicam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/pulsebrand\/seu-filho-pode-estar-viciado-em-telas-especialistas-explicam\/","title":{"rendered":"Seu filho pode estar viciado em telas? Especialistas explicam"},"content":{"rendered":"<p><i>Ap\u00f3s Mark Zuckerberg depor em tribunal nos Estados Unidos em processo que questiona se a Meta criou recursos viciantes para jovens, especialistas analisam o impacto das telas no c\u00e9rebro infantil<\/i><\/p>\n<p>O depoimento de Mark Zuckerberg, fundador da Meta, em tribunal norte-americano foi not\u00edcia na \u00faltima semana. O que j\u00e1 vinha crescendo silenciosamente entre fam\u00edlias e profissionais de sa\u00fade foi parar no tribunal: as redes sociais e jogos digitais podem provocar depend\u00eancia em crian\u00e7as?<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o judicial nos Estados Unidos discute se as plataformas utilizam mecanismos desenhados para aumentar reten\u00e7\u00e3o e engajamento entre jovens. Mas, independentemente da decis\u00e3o jur\u00eddica, a ci\u00eancia j\u00e1 vem observando efeitos preocupantes do uso excessivo de telas no c\u00e9rebro em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Para <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/isa.minatel\/\" target=\"_blank\"><u>Isa Minatel <\/u> <u>Neuropsicopedagoga<\/u><\/a> e autora dos <i>best-sellers<\/i> <i>Crian\u00e7as Sem Limites<\/i> e <i>Temperamentos Sem Limites<\/i>, o ponto central \u00e9 biol\u00f3gico. \u201cO c\u00e9rebro da crian\u00e7a ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o. As \u00e1reas respons\u00e1veis por controle de impulsos, autorregula\u00e7\u00e3o e toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o est\u00e3o em forma\u00e7\u00e3o. A tela oferece est\u00edmulos intensos e imediatos, ativando fortemente o sistema de recompensa. \u00c9 prazer sem espera, sem esfor\u00e7o e sem media\u00e7\u00e3o humana. O c\u00e9rebro imaturo aprende rapidamente que ali est\u00e1 o al\u00edvio.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ela, o risco n\u00e3o est\u00e1 na tecnologia em si, mas na substitui\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia real. \u201cO problema come\u00e7a quando a tela ocupa o lugar do v\u00ednculo, do corpo em movimento, do t\u00e9dio criativo e da conviv\u00eancia. A crian\u00e7a ainda n\u00e3o tem maturidade para autorregular esse consumo.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/paulotelles\/\" target=\"_blank\"><u>Dr. Paulo Telles<\/u><\/a> Pediatra, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), explica que a discuss\u00e3o j\u00e1 ultrapassou o campo comportamental. \u201cA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade incluiu na CID-11 o Transtorno do Jogo Eletr\u00f4nico. Ele \u00e9 caracterizado por perda de controle, prioriza\u00e7\u00e3o crescente da atividade digital sobre outras \u00e1reas da vida e manuten\u00e7\u00e3o do comportamento mesmo diante de preju\u00edzos claros.\u201d<\/p>\n<p>No Brasil, a SBP utiliza o termo uso problem\u00e1tico de telas quando h\u00e1 impacto funcional relevante. \u201cN\u00e3o \u00e9 apenas o tempo de exposi\u00e7\u00e3o que define o problema, mas o preju\u00edzo persistente no desempenho escolar, nas rela\u00e7\u00f5es sociais, no sono e na sa\u00fade emocional.\u201d<\/p>\n<p>Estudos de neuroimagem j\u00e1 apontam associa\u00e7\u00e3o entre uso excessivo de telas e altera\u00e7\u00f5es em regi\u00f5es ligadas \u00e0s fun\u00e7\u00f5es executivas e ao controle de impulsos, al\u00e9m de hiperativa\u00e7\u00e3o dos circuitos dopamin\u00e9rgicos de recompensa. O c\u00e9rebro infantil, por estar em intensa fase de plasticidade, torna-se particularmente vulner\u00e1vel a est\u00edmulos altamente recompensadores e repetitivos.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os sinais costumam aparecer antes mesmo de um quadro cl\u00ednico estabelecido. Segundo Isa Minatel, pais relatam irritabilidade intensa quando a tela acaba, dificuldade de brincar sozinho, baixa toler\u00e2ncia \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, explos\u00f5es emocionais desproporcionais, desinteresse por atividades simples, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o e sono desregulado.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se o mundo real perdesse o brilho. Perto da hiperestimula\u00e7\u00e3o digital, a vida parece lenta\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para reduzir conflitos familiares e prevenir quadros mais graves, os especialistas defendem uma abordagem que vai al\u00e9m da simples proibi\u00e7\u00e3o. Isa Minatel prop\u00f5e cinco pilares para fortalecer a rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel com a tecnologia: consci\u00eancia sobre riscos, incentivo \u00e0 leitura, desenvolvimento de autonomia, est\u00edmulo ao movimento corporal e fortalecimento de amizades presenciais.<\/p>\n<p>Dr. Paulo refor\u00e7a as recomenda\u00e7\u00f5es da Sociedade Brasileira de Pediatria, que orienta:<\/p>\n<p>-Evitar telas para menores de dois anos (exceto videochamadas)<\/p>\n<p>-Limitar fortemente at\u00e9 os cinco anos<\/p>\n<p>-Ap\u00f3s essa idade, uso moderado, supervisionado e com conte\u00fado adequado<\/p>\n<p>-Manter ambientes livres de tela no quarto e nas refei\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>-Proteger o sono e priorizar atividade f\u00edsica<\/p>\n<p>\u201cAs crian\u00e7as aprendem muito mais pelo exemplo digital dos adultos do que pelas regras impostas. N\u00e3o se trata de demonizar a tecnologia, mas de reconhecer que o c\u00e9rebro em desenvolvimento precisa de v\u00ednculo, frustra\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, movimento e experi\u00eancias reais para amadurecer de forma equilibrada\u201d, conclui o pediatra.<\/p>\n<p><b>\u00d3leos essenciais como apoio para crian\u00e7as com superexposi\u00e7\u00e3o \u00e0s telas<\/b><\/p>\n<p>Segundo a neurocientista e aromaterapeuta <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/daianagpetry\/\" target=\"_blank\"><u>Daiana <\/u> <u>Petry<\/u><\/a>, e studos cl\u00ednicos t\u00eam investigado o potencial de alguns \u00f3leos essenciais na modula\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es cognitivas e emocionais em crian\u00e7as, como aten\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e regula\u00e7\u00e3o emocional.<\/p>\n<p>\u201c O \u00f3leo essencial de vetiver tem sido investigado por seu poss\u00edvel efeito regulador sobre a atividade cerebral e foi comprovado e m um estudo com 30 crian\u00e7as diagnosticadas com Transtorno do D\u00e9ficit de Aten\u00e7\u00e3o com Hiperatividade (TDAH), a inala\u00e7\u00e3o do \u00f3leo essencial de vetiver tr\u00eas vezes ao dia durante 30 dias demonstrou aumento da atividade cerebral e redu\u00e7\u00e3o de sintomas de desaten\u00e7\u00e3o e hiperatividade \u201d. O estudo foi publicado no <i>International<\/i> <i>Journal<\/i> <i>of<\/i> <i>Neuroscience<\/i> e sugere que o vetiver pode contribuir para favorecer foco e organiza\u00e7\u00e3o mental, aspectos frequentemente prejudicados em crian\u00e7as com alto tempo de exposi\u00e7\u00e3o a telas.<\/p>\n<p>O \u00f3leo essencial de alecrim tamb\u00e9m tem sido relacionado ao desempenho cognitivo. Uma pesquisa realizada em sala de aula com 40 crian\u00e7as entre 9 e 11 anos e publicada no <i>International<\/i> <i>Journal<\/i> <i>of<\/i> <i>Neuroscience<\/i>, demonstra que as crian\u00e7as expostas ao aroma apresentaram melhora significativa no desempenho das tarefas.<\/p>\n<p>Segundo Daiana, o utro \u00f3leo investigado \u00e9 o de laranja-doce, conhecido por seus efeitos calmantes. Em um estudo cl\u00ednico randomizado com 30 crian\u00e7as entre 6 e 9 anos submetidas a procedimentos odontol\u00f3gicos potencialmente estressantes, a difus\u00e3o ambiental do \u00f3leo esteve associada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do cortisol salivar, da frequ\u00eancia card\u00edaca e dos n\u00edveis de ansiedade.<\/p>\n<p>A lavanda \u00e9 um dos \u00f3leos essenciais mais estudados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ansiedade. Pesquisas com crian\u00e7as entre 6 e 12 anos em procedimentos odontol\u00f3gicos indicaram que a inala\u00e7\u00e3o do aroma pode reduzir a ansiedade, al\u00e9m de diminuir a press\u00e3o arterial e a frequ\u00eancia card\u00edaca. \u201c O efeito relaxante sugere que a lavanda pode contribuir para acalmar o sistema nervoso e favorecer a autorregula\u00e7\u00e3o emocional, especialmente em momentos de irritabilidade ou dificuldade para desacelerar ap\u00f3s o uso de dispositivos digitais \u201d, finaliza Daiana Petry.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>PulseBrand<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ap\u00f3s Mark Zuckerberg depor em tribunal nos Estados Unidos em processo que questiona se a Meta criou recursos viciantes para jovens, especialistas analisam o impacto das telas no c\u00e9rebro infantil O","protected":false},"author":1,"featured_media":126511,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[7691],"tags":[],"class_list":["post-126510","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-pulsebrand"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126510","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=126510"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/126510\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/126511"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=126510"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=126510"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=126510"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}