{"id":124721,"date":"2026-02-26T16:50:00","date_gmt":"2026-02-26T19:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-memoria-da-eletricidade\/exposicao-virtual-reune-imagens-raras-do-processo-de-urbanizacao-e-eletrificacao-do-rio-de-janeiro\/"},"modified":"2026-02-27T15:13:36","modified_gmt":"2026-02-27T18:13:36","slug":"exposicao-virtual-eletrificacao-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-memoria-da-eletricidade\/exposicao-virtual-eletrificacao-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o virtual re\u00fane imagens raras do processo de urbaniza\u00e7\u00e3o e eletrifica\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p>A Mem\u00f3ria da Eletricidade lan\u00e7ou a exposi\u00e7\u00e3o \u201cA energia que iluminou o cotidiano: imagens e mem\u00f3rias do Rio de Janeiro\u201d na plataforma Google\u00a0Arts\u00a0&amp; Culture, um extenso museu virtual. Por meio de fotografias raras de Augusto Malta \u2014 respons\u00e1vel pelos principais registros do per\u00edodo de moderniza\u00e7\u00e3o do Rio \u2014 presentes no acervo da Light, o visitante relembra o processo hist\u00f3rico de urbaniza\u00e7\u00e3o e eletrifica\u00e7\u00e3o da cidade, conduzido ao longo do S\u00e9c. XX.<\/p>\n<p>Dividida em sete blocos, com 33\u00a0imagens ao todo, a mostra, organizada em parceria com a concession\u00e1ria de energia, tra\u00e7a uma linha do tempo de 1880 a 1980, destacando como a reestrutura\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a chegada da luz el\u00e9trica contribuiu para a transforma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano, da mobilidade, da ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e dom\u00e9stica e dos h\u00e1bitos culturais dos cariocas. Uma das interven\u00e7\u00f5es mais marcantes foi a Reforma Pereira Passos (1903-1906), realizada no Centro da cidade, que, com objetivo de tornar o Rio uma \u201cParis Tropical\u201d, abriu a Avenida Central (atual Rio Branco), alargou ruas, demoliu os antigos corti\u00e7os e construiu edif\u00edcios, expulsando os moradores da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A partir desse momento, conforme mostram as imagens, postes, cabos, bondes el\u00e9tricos e transformadores passaram a compor a paisagem urbana. Nos anos seguintes, as reformas come\u00e7aram a avan\u00e7ar para alguns bairros\u00a0pr\u00f3ximos do Centro,\u00a0integrados, justamente, pelos bondes el\u00e9tricos, que se tornaram os principais meios de transporte do per\u00edodo.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadaoconteudo.com.br\/RSS\/images\/AME20260226165009010630-exposiourbanizao-1.jpg\" alt=\"Bonde el\u00e9trico atravessando a Av. Nossa Senhora de Copacabana. Foto: Acervo Light\" \/><figcaption>Bonde el\u00e9trico atravessando a Av. Nossa Senhora de Copacabana. Foto: Acervo Light<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o historiador Marcus Dezemone, professor de Hist\u00f3ria do Brasil Rep\u00fablica na UFF e na UERJ, um dos fatores que mais aceleraram a urbaniza\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro foi a no\u00e7\u00e3o de que era preciso modernizar a cidade, ao procurar acabar com os tra\u00e7os do per\u00edodo colonial que o Rio ainda conservava, associados a uma percep\u00e7\u00e3o negativa da capital da Rep\u00fablica quando comparada a outras cidades da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>\u201cNo fim do S\u00e9c. XIX, a eletricidade \u00e9 vista como s\u00edmbolo de progresso, das mudan\u00e7as materiais que o mundo industrializado \u00e9 capaz de trazer. Por isso, eletrificar a capital federal, que era a principal cidade do pa\u00eds, foi uma forma de dizer que as promessas de \u2018ordem e progresso\u2019 da Rep\u00fablica estavam sendo cumpridas. A chegada dos bondes, por exemplo, com a retirada a tra\u00e7\u00e3o animal, transformou o dia a dia dos cariocas. A ilumina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi um elemento-chave, al\u00e9m de todas as inova\u00e7\u00f5es que a eletricidade proporciona, como o desenvolvimento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, jornais, revistas, r\u00e1dios&#8230; Ent\u00e3o, a energia el\u00e9trica nesse contexto representa uma melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o pesquisador, em entrevista concedida \u00e0 Mem\u00f3ria da Eletricidade.<\/p>\n<p>No entanto, apesar do aspecto de progresso, as reformas geraram alguns problemas estruturais na cidade, que se estendem at\u00e9 a atualidade, conforme afirma o historiador: \u201cO processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 do Rio, mas do Brasil como um todo, foi muito veloz. A Inglaterra, por exemplo, o primeiro pa\u00eds a se industrializar no mundo, levou 100 anos para ter mais da metade da popula\u00e7\u00e3o vivendo em cidades, enquanto o Brasil j\u00e1 atingiu esse marco nos anos 1950. Isso acarretou um processo de periferiza\u00e7\u00e3o, de faveliza\u00e7\u00e3o, de incha\u00e7o urbano e de imobilidade urbana, que hoje nos afetam diretamente\u201d.<\/p>\n<p>Gratuita, a exposi\u00e7\u00e3o pode ser acessada <a href=\"https:\/\/artsandculture.google.com\/story\/ygXhANeSNROlRg\">aqui<\/a>. Esta \u00e9 a terceira da Mem\u00f3ria na Eletricidade na plataforma. As outras contam a hist\u00f3ria da <a href=\"https:\/\/artsandculture.google.com\/story\/TQWBvMUUpFJMag\">Usina Hidrel\u00e9trica Alberto Torres (Piabanha)<\/a>, fundamental para a eletrifica\u00e7\u00e3o do Estado do Rio, e da <a href=\"https:\/\/artsandculture.google.com\/story\/iwXBLUOIVBrbXQ\">Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de 1908<\/a>, grande solenidade realizada na\u00a0cidade.<\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadaoconteudo.com.br\/RSS\/images\/AME20260226165009010630-exposiourbanizao-2.jpg\" alt=\"Movimento na Rua do Passeio, na Cinel\u00e2ndia, Regi\u00e3o Central do Rio, com postes rec\u00e9m-instalados. Foto Acervo Light\" \/><figcaption>Movimento na Rua do Passeio, na Cinel\u00e2ndia, Regi\u00e3o Central do Rio, com postes rec\u00e9m-instalados. Foto Acervo Light<\/figcaption><\/figure>\n<h2><b>Sobre a Mem\u00f3ria da Eletricidade\u00a0<\/b><\/h2>\n<p>A <a href=\"https:\/\/memoriadaeletricidade.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>Mem\u00f3ria da Eletricidade<\/u><\/a> \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos dedicada \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o da hist\u00f3ria do setor el\u00e9trico brasileiro. Desde 1986, realiza projetos de pesquisa hist\u00f3rica, conserva\u00e7\u00e3o de acervos, produ\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es e coleta de relatos de hist\u00f3ria oral, promovendo o conhecimento sobre a trajet\u00f3ria e os desafios da energia no Brasil. Seu acervo re\u00fane milhares de documentos, fotografias, v\u00eddeos e registros sonoros que contam a evolu\u00e7\u00e3o do setor el\u00e9trico e podem ser acessados gratuitamente pelo site.<\/p>\n<h2><b>Servi\u00e7o:<\/b><\/h2>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o:<br \/>\n<\/strong><i>A energia que iluminou o cotidiano: imagens e mem\u00f3rias do Rio de Janeiro<br \/>\n<\/i><strong>Lan\u00e7amento:<\/strong> 26 de fevereiro<br \/>\n<strong>Plataforma:<\/strong> Google Arts \u00a0&amp; Culture | Mem\u00f3ria da Eletricidade<br \/>\n<strong>Acesso:<\/strong> Gratuito<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Mem\u00f3ria da Eletricidade, em parceria com a Light<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>OESP\u00a0<\/strong>n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da\u00a0<strong>OESP\u00a0<\/strong>e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Mem\u00f3ria da Eletricidade<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Mem\u00f3ria da Eletricidade lan\u00e7ou a exposi\u00e7\u00e3o \u201cA energia que iluminou o cotidiano: imagens e mem\u00f3rias do Rio de Janeiro\u201d na plataforma Google\u00a0Arts\u00a0&amp; Culture, um extenso museu virtual.","protected":false},"author":1,"featured_media":124722,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1680],"tags":[],"class_list":["post-124721","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-memoria-da-eletricidade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124721","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=124721"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124721\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":124816,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/124721\/revisions\/124816"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/124722"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=124721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=124721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=124721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}