{"id":123172,"date":"2026-01-23T12:03:08","date_gmt":"2026-01-23T15:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/?p=123172"},"modified":"2026-01-23T12:03:09","modified_gmt":"2026-01-23T15:03:09","slug":"brasil-produz-imas-terras-raras-fiemg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-minera-brasil\/brasil-produz-imas-terras-raras-fiemg\/","title":{"rendered":"FIEMG destaca que instituto de pesquisa brasileiro j\u00e1 produz \u00edm\u00e3s de terras raras"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Produ\u00e7\u00e3o experimental in\u00e9dita em Minas Gerais ocorre em meio \u00e0 corrida global por minerais cr\u00edticos e ao novo acordo entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Ricardo Lima<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), um instituto de pesquisa brasileiro j\u00e1 domina etapas estrat\u00e9gicas da cadeia de minerais cr\u00edticos, incluindo a produ\u00e7\u00e3o experimental de \u00edm\u00e3s permanentes de terras raras, insumo essencial para baterias, motores el\u00e9tricos e tecnologias da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse avan\u00e7o se materializa em Minas Gerais, onde o Centro de Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia do SENAI em Terras Raras (CIT SENAI ITR) produziu, em dezembro de 2025, o primeiro lote experimental de \u00edm\u00e3s da Am\u00e9rica Latina, em um contexto de crescente press\u00e3o internacional por esses materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a entidade, a produ\u00e7\u00e3o experimental realizada no CIT SENAI ITR representa um marco para o desenvolvimento tecnol\u00f3gico nacional no setor de minerais cr\u00edticos. O lote inicial de \u00edm\u00e3s de terras raras produzido pelo instituto teve peso entre 5 e 10 quilos. A produ\u00e7\u00e3o segue em 2026, ainda em baixo volume, com foco no aprimoramento da qualidade e na adapta\u00e7\u00e3o dos \u00edm\u00e3s a diferentes aplica\u00e7\u00f5es industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o coordenador de pesquisa do instituto, Andr\u00e9 Pimenta, o objetivo central \u00e9 o aprendizado tecnol\u00f3gico associado ao processo produtivo, e n\u00e3o a comercializa\u00e7\u00e3o do material.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 2026, o instituto ir\u00e1 aprimorar a qualidade do \u00edm\u00e3, customizando-o conforme as diferentes aplica\u00e7\u00f5es industriais. Lembrando que o SENAI n\u00e3o pode comercializar o material\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A FIEMG observa que, atualmente, o CIT SENAI ITR utiliza mat\u00e9rias-primas importadas da China, mas avalia que h\u00e1 perspectiva de incorporar insumos nacionais, ainda que em pequena escala, a partir de 2026. A expectativa \u00e9 que o material seja fornecido por tr\u00eas mineradoras que integram o projeto MagBras, do qual o instituto tamb\u00e9m faz parte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a entidade, est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o a aquisi\u00e7\u00e3o de um forno de redu\u00e7\u00e3o eletrol\u00edtica, equipamento capaz de transformar \u00f3xidos de terras raras em metais. Para a FIEMG, a m\u00e1quina permitir\u00e1 opera\u00e7\u00f5es em uma escala intermedi\u00e1ria entre o projeto piloto e a produ\u00e7\u00e3o industrial, ampliando a capacidade tecnol\u00f3gica do instituto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Press\u00e3o internacional e disputa pela cadeia de valor<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na leitura da FIEMG, o avan\u00e7o brasileiro ocorre em um momento de intensifica\u00e7\u00e3o da corrida global por minerais cr\u00edticos, considerados essenciais para a fabrica\u00e7\u00e3o de eletr\u00f4nicos, equipamentos de energia renov\u00e1vel e aplica\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. Atualmente, a produ\u00e7\u00e3o e o refino desses materiais seguem concentrados majoritariamente na China.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade destaca que o Brasil det\u00e9m a segunda maior reserva mundial de terras raras, com grande parte localizada em Minas Gerais, fator que amplia o interesse internacional. Al\u00e9m da Uni\u00e3o Europeia, os Estados Unidos tamb\u00e9m buscam alternativas para reduzir a depend\u00eancia chinesa. Segundo a FIEMG, o interesse norte-americano inclui regi\u00f5es como a Groenl\u00e2ndia, que concentra grandes dep\u00f3sitos de terras raras, l\u00edtio e outros minerais estrat\u00e9gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a FIEMG avalia que o acordo firmado entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia, ap\u00f3s quase 25 anos de negocia\u00e7\u00f5es, preserva ao Brasil instrumentos importantes de pol\u00edtica industrial. O texto do acordo mant\u00e9m a possibilidade de taxa\u00e7\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es de minerais cr\u00edticos, com al\u00edquotas de at\u00e9 25%, como forma de estimular o processamento, o refino e o beneficiamento no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a entidade, esse dispositivo abre espa\u00e7o para que o Brasil dispute etapas mais rent\u00e1veis da cadeia produtiva, como a fabrica\u00e7\u00e3o de insumos para baterias e \u00edm\u00e3s permanentes, em vez de se limitar \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio bruto. Ao mesmo tempo, a FIEMG pondera que a redu\u00e7\u00e3o de tarifas comerciais tende a estimular a venda de commodities, o que imp\u00f5e ao pa\u00eds uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica sobre seu modelo de desenvolvimento industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das iniciativas em Minas Gerais, a FIEMG informa que negociou, no Reino Unido, a cria\u00e7\u00e3o de um hub tecnol\u00f3gico voltado a baterias, eletrifica\u00e7\u00e3o e economia verde. Na avalia\u00e7\u00e3o da entidade, a proposta busca integrar centros de pesquisa, universidades, empresas e institui\u00e7\u00f5es industriais, refor\u00e7ando a articula\u00e7\u00e3o internacional em torno da inova\u00e7\u00e3o e do uso respons\u00e1vel de mat\u00e9rias-primas estrat\u00e9gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0<strong>OESP\u00a0<\/strong>n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da\u00a0<strong>OESP\u00a0<\/strong>e s\u00e3o de inteira responsabilidade da\u00a0<strong>Ag\u00eancia Minera Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o experimental in\u00e9dita em Minas Gerais ocorre em meio \u00e0 corrida global por minerais cr\u00edticos e ao novo acordo entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia. 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