{"id":123157,"date":"2026-01-22T16:40:00","date_gmt":"2026-01-22T19:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-memoria-da-eletricidade\/a-iluminacao-como-simbolo-de-inovacao-e-desenvolvimento-na-exposicao-nacional-de-1908\/"},"modified":"2026-01-22T16:40:00","modified_gmt":"2026-01-22T19:40:00","slug":"a-iluminacao-como-simbolo-de-inovacao-e-desenvolvimento-na-exposicao-nacional-de-1908","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-memoria-da-eletricidade\/a-iluminacao-como-simbolo-de-inovacao-e-desenvolvimento-na-exposicao-nacional-de-1908\/","title":{"rendered":"A ilumina\u00e7\u00e3o como s\u00edmbolo de inova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento na Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de 1908"},"content":{"rendered":"<p><i>Mem\u00f3ria da Eletricidade lan\u00e7ou mostra digital com fotos raras do evento; pesquisadora explica import\u00e2ncia das luzes na ocasi\u00e3o<\/i><\/p>\n<p>Entre os pal\u00e1cios e pavilh\u00f5es constru\u00eddos com arquitetura imponente da Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de 1908, um outro fator chamou a aten\u00e7\u00e3o de quem visitava o espet\u00e1culo: a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Com cerca de 25 mil l\u00e2mpadas el\u00e9tricas, sendo 8 mil incandescentes e 30 de arco a vapor de merc\u00fario, a cenografia luminosa transformou a noite carioca em um palco de inova\u00e7\u00e3o para a \u00e9poca.<\/p>\n<p>A Mem\u00f3ria da Eletricidade inaugurou, em outubro de 2025, a sua segunda mostra, \u201c <a href=\"https:\/\/memoriadaeletricidade.com.br\/blog\/145224\/memoria-da-eletricidade-lanca-mostra-digital-sobre-a-exposicao-nacional-de-1908-no-google-arts-culture\" target=\"_blank\"><u>A Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de 1908<\/u><\/a> \u201d, na plataforma Google Arts &amp; Culture, que funciona como um grande museu virtual global. Por meio de fotografias raras dispon\u00edveis no acervo da institui\u00e7\u00e3o, o visitante mergulha na hist\u00f3ria do espet\u00e1culo, realizado na Urca, na Zona Sul do Rio de Janeiro, que celebrava o centen\u00e1rio da abertura dos portos do Brasil e buscava mostrar para os pr\u00f3prios brasileiros e para o mundo como o pa\u00eds estava desenvolvido nos ideais europeus de civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A solenidade ocupou uma \u00e1rea de 182 mil m\u00b2 e recebeu, entre agosto e novembro de 1908, mais de 1 milh\u00e3o de visitantes. Esse tipo de celebra\u00e7\u00e3o era comum no per\u00edodo. Os pa\u00edses as organizavam para divulgar seus respectivos progressos econ\u00f4micos, e o Brasil participou de algumas antes de promover a de 1908, como a de Londres (1867), Filad\u00e9lfia (1876) e Paris (1889).<\/p>\n<p>A arquiteta e muse\u00f3loga <a href=\"https:\/\/memoriadaeletricidade.com.br\/blog\/146133\/a-exposicao-nacional-de-1908-e-a-arquitetura-que-revelou-um-brasil-moderno-uma-conversa-com-ruth-levy\" target=\"_blank\"><u>Ruth Levy<\/u><\/a>, autora do livro \u201cEntre pal\u00e1cios e pavilh\u00f5es: a arquitetura ef\u00eamera da Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de 1908\u201d, que estudou por anos a hist\u00f3ria e o legado da solenidade, explica que a ilumina\u00e7\u00e3o fez com que o p\u00fablico ficasse deslumbrado.<\/p>\n<figure>\n  <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadaoconteudo.com.br\/RSS\/images\/AME20260122164008939222-aimportnciadailu-1.jpg\" alt=\"Pal\u00e1cio das Ind\u00fastrias por outro \u00e2ngulo, \u00e0 noite. Foto: Acervo Mem\u00f3ria da Eletricidade\"><figcaption>Pal\u00e1cio das Ind\u00fastrias por outro \u00e2ngulo, \u00e0 noite. Foto: Acervo Mem\u00f3ria da Eletricidade<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA Exposi\u00e7\u00e3o de 1908 teve muito uma percep\u00e7\u00e3o de \u2018como era poss\u00edvel ter aquela cidadezinha, constru\u00edda \u00e0 beira do mar, com aquela coisa fe\u00e9rica\u2019. Tudo era muito iluminado. As 8 mil l\u00e2mpadas incandescentes ficavam todas na porta principal, al\u00e9m das outras tecnologias, como vapor de merc\u00fario\u201d, destaca a pesquisadora.<\/p>\n<p>Levy ressalta que, entre outros fatores, o investimento na ilumina\u00e7\u00e3o foi conduzido devido a uma forma com que o pa\u00eds encontrou de fazer um \u201ccontraponto\u201d com o passado colonial: \u201cEra visto como um passado a ser superado, um passado de atraso. A escurid\u00e3o propriamente dita era muito associada ao colonial e, agora, nessa era metropolitana, cosmopolita, voc\u00ea tinha essa inova\u00e7\u00e3o com a luz\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o decorativa, a eletricidade foi essencial para o funcionamento noturno dos pavilh\u00f5es e equipamentos, como o Pal\u00e1cio dos Estados, Pal\u00e1cio das Ind\u00fastrias e as representa\u00e7\u00f5es estaduais, institucionais e culturais, como o Teatro Jo\u00e3o Caetano \u2013 depois reconstru\u00eddo na Pra\u00e7a Tiradentes \u2013, o pr\u00e9dio da F\u00e1brica Bangu e o Pavilh\u00e3o da M\u00fasica.<\/p>\n<p>A rede el\u00e9trica subterr\u00e2nea da cidade do Rio, que abastecia, basicamente, s\u00f3 a regi\u00e3o do Centro, foi expandida especialmente para o evento, at\u00e9 a Urca, o que conectou a exposi\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os urbanos da cidade, incluindo os bondes da Light, que facilitavam o acesso dos visitantes.<\/p>\n<p>Para Levy, essas melhorias urbanas facilitaram o desenvolvimento do bairro que, posteriormente, viria a se tornar um dos mais valorizados do munic\u00edpio: \u201cHouve uma caminhada para l\u00e1, levando toda essa infraestrutura, o que facilitou com que depois viesse a empresa que loteou a Urca. \u00c9 um caminho aberto que se deve \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o, de criar esse outro vetor para o crescimento da cidade\u201d, afirma.<\/p>\n<p><b>Confira a mostra<\/b><\/p>\n<p>Acesse \u201c <a href=\"https:\/\/artsandculture.google.com\/story\/iwXBLUOIVBrbXQ\" target=\"_blank\"><u>A Exposi\u00e7\u00e3o Nacional de 1908<\/u><\/a> \u201d, percorra os n\u00facleos e veja como 1908 ainda ilumina o nosso presente. N\u00e3o se esque\u00e7a de seguir a Mem\u00f3ria da Eletricidade na plataforma para acompanhar esse e outros lan\u00e7amentos. Esta \u00e9 a segunda mostra da institui\u00e7\u00e3o. A primeira, intitulada \u201cPiabanha, um s\u00e9culo de hist\u00f3ria\u201d, apresenta uma narrativa visual in\u00e9dita sobre a constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Alberto Torres, marco da eletrifica\u00e7\u00e3o no estado do Rio.<\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> n\u00e3o \u00e9(s\u00e3o) respons\u00e1vel(is) por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da <b>OESP<\/b> e s\u00e3o de inteira responsabilidade da <b>Ag\u00eancia Mem\u00f3ria da Eletricidade<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mem\u00f3ria da Eletricidade lan\u00e7ou mostra digital com fotos raras do evento; pesquisadora explica import\u00e2ncia das luzes na ocasi\u00e3o Entre os pal\u00e1cios e pavilh\u00f5es constru\u00eddos com arquitetura","protected":false},"author":1,"featured_media":123158,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1680],"tags":[],"class_list":["post-123157","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-memoria-da-eletricidade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=123157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/123157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/123158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=123157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=123157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=123157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}