{"id":122960,"date":"2026-01-19T17:32:04","date_gmt":"2026-01-19T20:32:04","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/?p=122960"},"modified":"2026-01-19T17:34:53","modified_gmt":"2026-01-19T20:34:53","slug":"historia-hidreletricas-brasil-poder-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/agencia-memoria-da-eletricidade\/historia-hidreletricas-brasil-poder-global\/","title":{"rendered":"Historiador alem\u00e3o revela como o Brasil ajudou a redefinir o poder global das hidrel\u00e9tricas no s\u00e9culo XX"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Frederik Schulze publicou livro a partir de pesquisas no acervo da Mem\u00f3ria da Eletricidade e concedeu entrevista \u00e0 equipe.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O historiador alem\u00e3o Frederik Schulze, docente da Universidade de Bielefeld, esteve no Brasil para aprofundar pesquisas que colocam o pa\u00eds no centro da hist\u00f3ria global das hidrel\u00e9tricas. A partir de estudos realizados no acervo da <a href=\"https:\/\/memoriadaeletricidade.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mem\u00f3ria da Eletricidade<\/a> e da <a href=\"https:\/\/bibliotecasdaenergia.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rede Bibliotecas da Energia<\/a>, Schulze revela como o Brasil n\u00e3o apenas importou modelos t\u00e9cnicos, mas tamb\u00e9m produziu e exportou conhecimentos, especialistas e solu\u00e7\u00f5es que ajudaram a redefinir o papel das grandes barragens no cen\u00e1rio internacional ao longo do s\u00e9culo XX.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho resultou no livro <a href=\"https:\/\/biblioteca.sophia.com.br\/terminal\/5523\/acervo\/detalhe\/101875\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Dam Internationalism: Rethink Power, Expertise and Technology in the Twentieth Century<\/em><\/a>, no qual o pesquisador analisa a circula\u00e7\u00e3o internacional de ideias, especialistas e tecnologias associadas \u00e0s grandes barragens e \u00e0 hist\u00f3ria das hidrel\u00e9tricas no s\u00e9culo XX, com \u00eanfase nos pa\u00edses do Sul Global e no setor el\u00e9trico da Am\u00e9rica Latina. Para o desenvolvimento da pesquisa, Schulze consultou 22 obras do acervo, incluindo t\u00edtulos de refer\u00eancia como <em><a href=\"https:\/\/biblioteca.sophia.com.br\/terminal\/5523\/acervo\/detalhe\/964\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A Eletrobras e a hist\u00f3ria do setor de energia el\u00e9trica no Brasil<\/a><\/em>, <a href=\"https:\/\/biblioteca.sophia.com.br\/terminal\/5523\/acervo\/detalhe\/4145\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Panorama do setor el\u00e9trico brasileiro<\/em><\/a> e <a href=\"https:\/\/biblioteca.sophia.com.br\/terminal\/5523\/acervo\/detalhe\/3661\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Arqueologia nosempreendimentos hidrel\u00e9tricos da Eletronorte<\/em><\/a>. Durante a visita institucional, a equipe da Mem\u00f3ria da Eletricidade conversou com o pesquisador sobre sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica, sua atua\u00e7\u00e3o em hist\u00f3ria global e o interesse pelo setor el\u00e9trico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"557\" src=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/usina-hidreletrica-tucurui-historia-setor-eletrico.jpg\" alt=\"Frederik Schulze durante pesquisa sobre a hist\u00f3ria das hidrel\u00e9tricas no Brasil.\" class=\"wp-image-122962\" srcset=\"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/usina-hidreletrica-tucurui-historia-setor-eletrico.jpg 1000w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/usina-hidreletrica-tucurui-historia-setor-eletrico-300x167.jpg 300w, https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/usina-hidreletrica-tucurui-historia-setor-eletrico-768x428.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup>Livro Dam Internationalism est\u00e1 dispon\u00edvel para consulta na Rede Bibliotecas da Energia. Foto: Gabriel Rechenioti \/ Acervo Mem\u00f3ria da Eletricidade<\/sup><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A entrevista aborda temas centrais, como hist\u00f3ria global da energia, interc\u00e2mbio internacional de saberes t\u00e9cnicos, impactos sociais e ambientais das hidrel\u00e9tricas e o caso emblem\u00e1tico da Usina Hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed, objeto do p\u00f3s-doutorado de Schulze, desenvolvido a partir de pesquisas realizadas no acervo da institui\u00e7\u00e3o. Confira a entrevista completa:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ME: Como surgiu o seu interesse&nbsp; pelo Brasil e&nbsp; pela&nbsp; Am\u00e9rica&nbsp; Latina?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FS<\/strong>: Surgiu ainda quando eu era estudante de gradua\u00e7\u00e3o na universidade. Optei por hist\u00f3ria como disciplina principal e decidi aprender portugu\u00eas, j\u00e1 que meu pai tinha uma liga\u00e7\u00e3o forte com Portugal. Descobri ent\u00e3o que havia um instituto latino- americano na universidade, com grande foco na literatura e na hist\u00f3ria do Brasil, e acabei me tornando um historiador dedicado ao pa\u00eds, algo bastante raro na Alemanha, onde apenas cerca de cinco pessoas pesquisam hist\u00f3ria brasileira. O Brasil \u00e9 muito interessante, e por isso estou aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a minha forma\u00e7\u00e3o, li muitos textos de historiadores brasileiros, mas o contato mais intenso ocorreu quando passei a me interessar pelas barragens. Nesse campo, as publica\u00e7\u00f5es da Mem\u00f3ria da Eletricidade foram fundamentais, como o livro sobre o rio Tocantins e estudos sobre a Eletronorte e a hist\u00f3ria da energia no Par\u00e1. Meu primeiro estudo de caso foi sobre a Barragem de Guri, na Venezuela, como estudante ainda. Visitei a regi\u00e3o sul do pa\u00eds, especialmente a cidade de Gran Sabana, e achei muito interessante; l\u00e1 tem cachoeiras bem altas e as barragens. Depois, meu segundo estudo de caso foi sobre Tucuru\u00ed. Internacionalmente, a constru\u00e7\u00e3o de Itaipu \u00e9 mais conhecida, mas o caso de Tucuru\u00ed \u00e9 bastante complexo, o que acabou chamando minha aten\u00e7\u00e3o, junto com outros empreendimentos no Uruguai e no M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ME: Nesse estudo, voc\u00ea notou similaridades entre Guri e Tucuru\u00ed, em quest\u00f5es de impactos sociais e ambientais?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FS: <\/strong>Talvez n\u00e3o tanto neste sentido, mas h\u00e1 paralelos na implementa\u00e7\u00e3o e no imagin\u00e1rio, j\u00e1 que ambas foram planejadas para projetos industriais. Guri n\u00e3o fica numa selva, como Tucuru\u00ed, e sim em uma savana, ent\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es ambientais s\u00e3o um pouco diferentes, e n\u00e3o havia muitas discuss\u00f5es sobre. Os dois projetos tamb\u00e9m tiveram participa\u00e7\u00e3o da Construtora Camargo Correa, ent\u00e3o s\u00e3o paralelos e diferen\u00e7as. Os designs s\u00e3o diferentes, Guri \u00e9 uma barragem mais alta. Al\u00e9m disso, o espa\u00e7o de Tucuru\u00ed \u00e9 bastante aberto aos visitantes e turistas, enquanto Guri \u00e9 bastante inacess\u00edvel, com prote\u00e7\u00f5es militares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ME: Quais foram as principais fontes de pesquisa para o seu trabalho sobre Tucuru\u00ed?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FS:<\/strong> Visitei muitos acervos, n\u00e3o s\u00f3 da Mem\u00f3ria da Eletricidade, mas aqui encontrei relat\u00f3rios oficiais da Eletronorte e dos escrit\u00f3rios de engenheiros que participaram do projeto. Isso foi muito importante. Tamb\u00e9m encontrei entrevistas do Programa de Hist\u00f3ria Oral e consultei acervos pessoais de engenheiros importantes do setor el\u00e9trico brasileiro. Para complementar, visitei a biblioteca da Eletronorte, o Arquivo Nacional e o Itamaraty.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ME: No Brasil, a constru\u00e7\u00e3o de usinas e grandes reservat\u00f3rios gerou impactos sociais e ambientais significativos. Nesse contexto, o que o seu estudo sobre Tucuru\u00ed revela?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FS:<\/strong> O assunto de danos ambientais e conflitos sociais \u00e9 muito complicado tamb\u00e9m para mim, como estrangeiro, porque j\u00e1 entendi desde o in\u00edcio que \u00e9 uma quest\u00e3o complexa. Falei com engenheiros da Eletronorte, que t\u00eam uma vis\u00e3o sobre essa quest\u00e3o, a Mem\u00f3ria da Eletricidade tem uma diferente, ativistas tem outra&#8230; Ent\u00e3o, tentei n\u00e3o apoiar ou privilegiar somente uma opini\u00e3o, porque para mim, como historiador, \u00e9 importante conhecer todos os lados e todas as fontes. Tentei mostrar essa ambival\u00eancia no livro, e, a partir disso, cabe ao leitor formar suas opini\u00f5es. Pude colocar uma vista bem ampla de todos os problemas e destacar tudo o que n\u00e3o est\u00e1 na documenta\u00e7\u00e3o oficial, j\u00e1 que o Regime Militar evitava uma publicidade negativa, assim como Itaipu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ME: Poderia nos explicar o conceito do internacionalismo das barragens, abordado em seu livro mais recente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>FS:<\/strong> \u00c9 um livro que organizei em conjunto com um historiador dos Pa\u00edses Baixos. N\u00f3s reunimos profissionais que pesquisam sobre barragens no Sul Global, em busca de direcionar o olhar para o desenvolvimento de pa\u00edses menos conhecidos. Muito voltado a uma quest\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o de conhecimento. Escrevi os cap\u00edtulos sobre o Brasil e outros pa\u00edses latino-americanos, e tem artigos sobre a China, \u00cdndia e pa\u00edses da \u00c1frica. O argumento central \u00e9 de que muitos atores conseguiram entrar, crescer e desenvolver conhecimentos sobre as barragens e sobre o ramo de hidroeletricidade como um todo, desafiando a hegemonia dos Estados Unidos e da Europa. \u00c9 interessante porque, na historiografia, h\u00e1 a narrativa de que a tecnologia vem do Norte global, com uma depend\u00eancia muito forte dos pa\u00edses do Sul, ent\u00e3o tentamos desafiar essa no\u00e7\u00e3o. Os EUA s\u00e3o vistos como atores muito fortes, com capacidade de fazer o que bem entenderem, mas no \u00e2mbito tecnol\u00f3gico a quest\u00e3o \u00e9 mais complexa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Confira tamb\u00e9m a entrevista em v\u00eddeo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Prof. Frederik Schulze conversa com o Centro da Mem\u00f3ria da Eletricidade no Brasil\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kO9-zg9xK2U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Frederik Schulze<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Frederik Schulze \u00e9 historiador, doutor e livre-docente em Hist\u00f3ria Moderna, com atua\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas de Hist\u00f3ria global e Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina. Atualmente, \u00e9 docente da Universidade de Bielefeld, na Alemanha, e coordena projetos de pesquisa financiados pela Funda\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 de Amparo \u00e0 Pesquisa (DFG), com foco em circula\u00e7\u00e3o de saberes, administra\u00e7\u00e3o colonial e grandes empreendimentos de infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica inclui passagens pela Universidade de M\u00fcnster, pela Freie Universit\u00e4t Berlin e pelo Instituto Hist\u00f3rico Alem\u00e3o, al\u00e9m de extensas pesquisas de campo no Brasil e em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Schulze \u00e9 autor de estudos sobre barragens e hidrel\u00e9tricas no s\u00e9culo XX, entre eles o livro Dam Internationalism, dispon\u00edvel para consulta na sede da Rede Bibliotecas da Energia.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00a0<strong>OESP\u00a0<\/strong>n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por erros, incorre\u00e7\u00f5es, atrasos ou quaisquer decis\u00f5es tomadas por seus clientes com base nos Conte\u00fados ora disponibilizados, bem como tais Conte\u00fados n\u00e3o representam a opini\u00e3o da\u00a0<strong>OESP\u00a0<\/strong>e s\u00e3o de inteira responsabilidade da<strong>\u00a0Ag\u00eancia Mem\u00f3ria da Eletricidade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pesquisador alem\u00e3o mostra como o Brasil produziu e exportou conhecimento que ajudou a redefinir o poder global das hidrel\u00e9tricas no s\u00e9culo XX.","protected":false},"author":16,"featured_media":122961,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1680],"tags":[],"class_list":["post-122960","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agencia-memoria-da-eletricidade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122960","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/16"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122960"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122960\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":122970,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122960\/revisions\/122970"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/122961"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}