{"id":122907,"date":"2026-01-16T16:20:00","date_gmt":"2026-01-16T19:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/leucemia-linfoblastica-aguda-diagnostico-desafios-e-avancos-no-tratamento\/"},"modified":"2026-01-16T16:20:00","modified_gmt":"2026-01-16T19:20:00","slug":"leucemia-linfoblastica-aguda-diagnostico-desafios-e-avancos-no-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/leucemia-linfoblastica-aguda-diagnostico-desafios-e-avancos-no-tratamento\/","title":{"rendered":"Leucemia linfobl\u00e1stica aguda: diagn\u00f3stico, desafios e avan\u00e7os no tratamento"},"content":{"rendered":"<p>Rara e agressiva, a leucemia linfobl\u00e1stica aguda (LLA) exige diagn\u00f3stico r\u00e1pido e terapias espec\u00edficas, mas novas abordagens podem mudar as perspectivas dos pacientes no Brasil\u00b9<\/p>\n<p>A leucemia \u00e9 um tipo de c\u00e2ncer que afeta os gl\u00f3bulos brancos, as c\u00e9lulas de defesa do sangue. O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) estima que, entre 2023 e 2025, tenham ocorrido cerca de 11.540 novos casos por ano, com risco estimado de pouco mais de 5 casos por 100 mil habitantes\u00b2. Esses dados refor\u00e7am a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce e da busca cont\u00ednua por novas terapias.<\/p>\n<p>Para entender melhor a doen\u00e7a, \u00e9 preciso saber que existem dois grandes grupos &#8211; leucemias mieloides e linfoides &#8211; e, dentro deles, formas agudas e cr\u00f4nicas\u00b3. &#8220;As leucemias cr\u00f4nicas t\u00eam geralmente melhor progn\u00f3stico e costumam ser tratadas com comprimidos. J\u00e1 as agudas s\u00e3o mais agressivas, caracterizadas por uma prolifera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida de c\u00e9lulas imaturas na medula \u00f3ssea e no sangue4&#8221;, explica o hematologista Wellington Fernandes da Silva J\u00fanior*.<\/p>\n<p>Entre os subtipos agudos, a LLA \u00e9 desafiadora5. &#8220;Ela \u00e9 uma leucemia do linfoblasto, a c\u00e9lula precursora dos linf\u00f3citos, essenciais para a defesa do organismo. Quando esse precursor se multiplica de modo anormal, temos a doen\u00e7a&#8221;, explica Wellington5. A LLA \u00e9 mais frequente em crian\u00e7as, mas pode acometer adultos e idosos, e os pacientes podem manifestar fraqueza, fadiga, manchas roxas na pele e aumento de linfonodos6?7.<\/p>\n<p><b>LLA: o desafio do diagn\u00f3stico precoce e a chegada de boas not\u00edcias<\/b><\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico da LLA \u00e9 complexo e depende de exames espec\u00edficos, muitas vezes dispon\u00edveis apenas em centros de refer\u00eancia8. &#8220;O primeiro passo \u00e9 desconfiar. Um simples hemograma pode levantar a suspeita inicial, mas a confirma\u00e7\u00e3o exige exames como mielograma e imunofenotipagem&#8221;, afirma Wellington8.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para uma quest\u00e3o relevante: &#8220;Por ser uma doen\u00e7a rara e mais comum em pessoas jovens\u00b9, \u00e0s vezes o m\u00e9dico n\u00e3o desconfia logo. Isso atrasa o diagn\u00f3stico e, consequentemente, o tratamento&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, o tratamento envolve quimioterapia combinada por v\u00e1rios meses, seguida de uma fase de manuten\u00e7\u00e3o com medica\u00e7\u00e3o oral que pode durar at\u00e9 dois anos?. &#8220;Parte dos pacientes precisa de transplante de medula \u00f3ssea, um procedimento nem sempre poss\u00edvel, especialmente entre os mais velhos?&#8221;, acrescenta Wellington.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, novas terapias imunol\u00f3gicas v\u00eam mudando esse cen\u00e1rio. Entre elas est\u00e1 o anticorpo biespec\u00edfico, que conecta c\u00e9lulas de defesa \u00e0s c\u00e9lulas doentes, permitindo que o pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico do paciente elimine o c\u00e2ncer?. &#8220;Ele [anticorpo biespec\u00edfico] \u00e9 uma imunoterapia muito ativa na LLA-B. Quando combinado \u00e0 quimioterapia, aumenta a sobrevida global e eleva as chances de cura\u00b9\u00b0&#8221;, explica o m\u00e9dico.<\/p>\n<p><b>Avan\u00e7os e acesso: uma quest\u00e3o de equidade<\/b><\/p>\n<p>No Brasil, antes de um novo medicamento ser disponibilizado pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade, ele passa por avalia\u00e7\u00e3o da Conitec, equipe respons\u00e1vel por analisar evid\u00eancias cient\u00edficas e custo-benef\u00edcio\u00b9\u00b2. &#8220;O objetivo \u00e9 que pacientes adultos e pedi\u00e1tricos com diagn\u00f3stico de LLA-B tenham acesso a um tratamento que j\u00e1 demonstrou benef\u00edcios cl\u00ednicos expressivos em estudos internacionais\u00b9\u00b9&#8221;, afirma Alejandro Arancibia, diretor m\u00e9dico da Amgen Brasil\u00b9\u00b2.<\/p>\n<p>Arancibia destaca ainda que a incorpora\u00e7\u00e3o de terapias inovadoras no SUS pode ampliar o acesso a tratamentos mais modernos e menos t\u00f3xicos. &#8220;O avan\u00e7o da medicina n\u00e3o pode ser privil\u00e9gio de poucos. Nosso papel \u00e9 contribuir para que a ci\u00eancia se transforme em acesso e qualidade de vida para todos os pacientes.&#8221;<\/p>\n<p>Para ambos os especialistas, conscientizar profissionais de sa\u00fade e a popula\u00e7\u00e3o sobre os sinais da leucemia \u00e9 fundamental. &#8220;A maior parte dos casos de leucemia aguda pode ser curada, desde que diagnosticada precocemente e tratada adequadamente&#8221;, refor\u00e7a Wellington\u00b9\u00b3.<\/p>\n<p>Material desenvolvido com base na pr\u00e1tica cl\u00ednica do autor e em evid\u00eancias cient\u00edficas.<\/p>\n<p><b>REFER\u00caNCIAS<\/b><\/p>\n<p>Cleveland Clinic. Acute Lymphocytic Leukemia (ALL). Dispon\u00edvel em: https:\/\/my.clevelandclinic.org\/health\/diseases\/17609-acute-lymphocytic-leukemia-all Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nINCA &#8211; Instituto Nacional de C\u00e2ncer. Estimativa 2023-2025: Incid\u00eancia de C\u00e2ncer no Brasil. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.gov.br\/inca\/pt-br\/assuntos\/cancer\/tipos\/leucemia  Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nAbrale. Leucemias &#8211; Tipos e grupos. Dispon\u00edvel em: https:\/\/abrale.org.br\/tipos-de-leucemia\/ Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nBP &#8211; Benefic\u00eancia Portuguesa de S\u00e3o Paulo. Qual a diferen\u00e7a entre leucemias aguda e cr\u00f4nica? Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.bp.org.br\/artigo\/qual-a-diferenca-entre-leucemias-aguda-e-cronica Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nBlood Cancer United. Understanding AML vs ALL &#8211; Navigating a Complex Field. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bloodcancerunited.com\/articles\/understanding-aml-vs-all\/ Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nAbrale. LLA &#8211; Epidemiologia. Dispon\u00edvel em: https:\/\/abrale.org.br\/leucemia-linfoide-aguda\/ Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nSt. Jude Children&#8217;s Research Hospital. Acute Lymphoblastic Leukemia (ALL) &#8211; Symptoms and Epidemiology. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.stjude.org\/disease\/acute-lymphoblastic-leukemia.html Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nAbrale. LLA &#8211; Diagn\u00f3stico. Dispon\u00edvel em: https:\/\/abrale.org.br\/leucemia-linfoide-aguda\/diagnostico\/ Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nAbrale. LLA &#8211; Tratamentos. Dispon\u00edvel em: https:\/\/abrale.org.br\/leucemia-linfoide-aguda\/tratamentos\/ Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nLitzow, Mark R et al. &#8220;Blinatumomab for MRDNegative Acute Lymphoblastic Leukemia in Adults.&#8221; The New England journal of medicine vol. 391,4 (2024): 320-333.<br \/>\nGupta, Sumit et al. &#8220;Blinatumomab in Standard-Risk B-Cell Acute Lymphoblastic Leukemia in Children.&#8221; The New England journal of medicine vol. 392,9 (2025): 875-891.<br \/>\nCONITEC &#8211; Comiss\u00e3o Nacional de Incorpora\u00e7\u00e3o de Tecnologias no SUS. Entenda a Conitec. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.conitec.gov.br\/entenda Acesso em: dezembro 2025.<br \/>\nABRALE &#8211; Diagn\u00f3stico precoce faz a diferen\u00e7a no tratamento da LLA. Dispon\u00edvel em: https:\/\/abrale.org.br\/abrale-na-midia\/leucemia-linfoide-aguda-diagnostico-precoce-faz-a-diferenca-no-tratamento\/ Acesso em: dezembro 2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Rara e agressiva, a leucemia linfobl\u00e1stica aguda (LLA) exige diagn\u00f3stico r\u00e1pido e terapias espec\u00edficas, mas novas abordagens podem mudar as perspectivas dos pacientes no Brasil\u00b9\nA","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-122907","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122907","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122907"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122907\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122907"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122907"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122907"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}