{"id":122809,"date":"2026-01-15T11:37:00","date_gmt":"2026-01-15T14:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/desigualdade-salarial-entre-estados-deve-se-aprofundar-ate-2026-com-df-e-sao-paulo-na-lideranca\/"},"modified":"2026-01-15T12:05:25","modified_gmt":"2026-01-15T15:05:25","slug":"desigualdade-salarial-entre-estados-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/desigualdade-salarial-entre-estados-2026\/","title":{"rendered":"Desigualdade salarial entre Estados deve se aprofundar at\u00e9 2026, com DF e S\u00e3o Paulo na lideran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><i>Estudo da INTOO mostra que diferen\u00e7as entre DF, S\u00e3o Paulo e Estados do Norte e Nordeste devem se ampliar, refletindo desigualdade estrutural no mercado de trabalho<\/i><\/p>\n<p>A disparidade regional de sal\u00e1rios no Brasil tende a se acentuar at\u00e9 2026, segundo proje\u00e7\u00f5es compiladas pela <strong>Gi Group Holding<\/strong> no <i>Guia Estrat\u00e9gico de Remunera\u00e7\u00e3o<\/i>. Os dados mostram que Distrito Federal e S\u00e3o Paulo seguir\u00e3o no topo da remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia nacional, enquanto Maranh\u00e3o, Cear\u00e1 e Bahia devem permanecer entre as menores faixas do pa\u00eds. A combina\u00e7\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o industrial, presen\u00e7a do setor p\u00fablico e polos de inova\u00e7\u00e3o segue determinante para as diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>O estudo indica que o sal\u00e1rio m\u00e9dio nacional deve alcan\u00e7ar R$ 3.548 em 2026, impulsionado por um crescimento nominal pr\u00f3ximo de 10% em dois anos. No entanto, o avan\u00e7o n\u00e3o ocorre de maneira uniforme. O Distrito Federal deve atingir m\u00e9dia de R$ 5.547, mantendo a dianteira devido \u00e0 forte presen\u00e7a do funcionalismo e de servi\u00e7os especializados. S\u00e3o Paulo, segundo colocado, deve chegar a R$ 4.298, sustentado pela maior densidade corporativa do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Outros Estados do Sul e Sudeste &#8211; como Paran\u00e1 (R$ 4.134), Rio de Janeiro (R$ 4.106), Santa Catarina (R$ 4.068) e Rio Grande do Sul (R$ 3.996) &#8211; permanecem acima da m\u00e9dia nacional, puxados pela ind\u00fastria, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e cadeias produtivas consolidadas. Na outra ponta, regi\u00f5es menos industrializadas e com economias em transi\u00e7\u00e3o digital devem continuar pressionadas. Maranh\u00e3o, Bahia, Cear\u00e1 e Piau\u00ed apresentam proje\u00e7\u00f5es entre R$ 2.254 e R$ 2.423 para 2026, refletindo estruturas econ\u00f4micas ainda dependentes de agro, servi\u00e7os tradicionais e menor acesso a cargos de alta qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Candice Fernandes<\/strong>, business manager da <strong>INTOO<\/strong>, unidade de desenvolvimento de carreira da <strong>Gi Group Holding<\/strong>, essas diferen\u00e7as expressam a geografia da qualifica\u00e7\u00e3o profissional no Brasil. &#8220;Estados que concentram tecnologia, educa\u00e7\u00e3o superior e cadeias de valor globais tendem a pagar sal\u00e1rios significativamente mais altos. J\u00e1 regi\u00f5es que ainda passam por processos de industrializa\u00e7\u00e3o ou digitaliza\u00e7\u00e3o ficam mais vulner\u00e1veis a m\u00e9dias reduzidas&#8221;.<\/p>\n<p>A especialista destaca que modelos de trabalho h\u00edbridos e remotos poderiam reduzir parte desse desequil\u00edbrio, mas as empresas ainda priorizam talentos pr\u00f3ximos a seus centros estrat\u00e9gicos. &#8220;A flexibiliza\u00e7\u00e3o territorial melhora as oportunidades, mas cargos de alta qualifica\u00e7\u00e3o continuam concentrados nos grandes polos. Isso mant\u00e9m o diferencial salarial elevado&#8221;.<\/p>\n<p>Para 2026, a <strong>INTOO<\/strong> avalia que pol\u00edticas de desenvolvimento regional,investimentos em educa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e digital e programas corporativos de forma\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ajudar a reduzir a dist\u00e2ncia entre Estados. Por\u00e9m, a tend\u00eancia dominante para o pr\u00f3ximo ano permanece clara: os altos sal\u00e1rios continuam concentrados onde est\u00e3o a inova\u00e7\u00e3o, a tecnologia e a demanda por profissionais h\u00edbridos, capazes de transitar entre dados, gest\u00e3o e compet\u00eancias Humanas.<\/p>\n<h2><b>Metodologia<\/b><\/h2>\n<p>A metodologia apresentada no relat\u00f3rio baseia-se em um modelo multifatorial de proje\u00e7\u00e3o salarial, que combina dados quantitativos e an\u00e1lises qualitativas para estimar o comportamento da remunera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2026. O ponto de partida \u00e9 uma base robusta de benchmarks salariais de 2024 e 2025, coletados de forma an\u00f4nima a partir das vagas e processos conduzidos pela Gi Group Holding. A esses dados se somam as proje\u00e7\u00f5es macroecon\u00f4micas oficiais &#8211; incluindo IPCA e indicadores do Boletim Focus &#8211; e, como diferencial, a aplica\u00e7\u00e3o de um Fator de Ajuste Setorial, criado para capturar tend\u00eancias espec\u00edficas de crescimento, escassez de talentos e impacto tecnol\u00f3gico em cada um dos macrosetores analisados. O resultado \u00e9 um modelo que n\u00e3o apenas replica a infla\u00e7\u00e3o projetada, mas incorpora a din\u00e2mica real de oferta, demanda e valoriza\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias, oferecendo maior precis\u00e3o e capacidade preditiva para l\u00edderes e \u00e1reas de RH.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Proje\u00e7\u00f5es indicam que a desigualdade salarial entre estados vai aumentar at\u00e9 2026, com DF e S\u00e3o Paulo liderando e Norte e Nordeste na base.","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-122809","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122809"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122809\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":122810,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122809\/revisions\/122810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}