{"id":122289,"date":"2025-12-29T14:21:00","date_gmt":"2025-12-29T17:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/ainda-desconsideramos-a-potencia-da-diversidade-etaria-nas-organizacoes-por-que\/"},"modified":"2025-12-29T16:08:59","modified_gmt":"2025-12-29T19:08:59","slug":"diversidade-etaria-organizacoes-etarismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/diversidade-etaria-organizacoes-etarismo\/","title":{"rendered":"Ainda desconsideramos a pot\u00eancia da diversidade et\u00e1ria nas organiza\u00e7\u00f5es. Por qu\u00ea?"},"content":{"rendered":"<p><i><b>*por Candice Fernandes<\/b><\/i><\/p>\n<p>O mercado de trabalho ainda precisa amadurecer muito quando o assunto \u00e9 diversidade et\u00e1ria. Apesar do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o ser uma realidade, com <b>15,6% dos brasileiros tendo 60 anos ou mais, profissionais acima dos 50 anos est\u00e3o entre os mais preteridos nas contrata\u00e7\u00f5es<\/b>, promo\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo no reconhecimento de suas compet\u00eancias. O etarismo tem sido um obst\u00e1culo poderoso, limitando oportunidades e desperdi\u00e7ando talentos que agregam muito ao ambiente corporativo.<\/p>\n<p>Este cen\u00e1rio pode ser constatado na <b>pesquisa conduzida pela Universidade Presbiteriana Mackenzie<\/b> com o apoio da <b><a href=\"https:\/\/www.statobr.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>Stato Intoo<\/u><\/a><\/b>. O estudo demonstra que a maioria dos entrevistados tem uma vis\u00e3o positiva dos trabalhadores 50+, considerando-os amig\u00e1veis (80,7%), confi\u00e1veis (77,3%), generosos (75,8%) e afetuosos (74,4%). Por outro lado, quase metade (44%) afirma que esses profissionais s\u00e3o resistentes a mudan\u00e7as, enquanto 24% acreditam que eles n\u00e3o s\u00e3o capazes de trazer ideias inovadoras.<\/p>\n<p>Sob o ponto de vista do profissional 50+, essa vis\u00e3o limitante impacta diretamente as chances de recoloca\u00e7\u00e3o, crescimento profissional e estabilidade no emprego. O mito de que trabalhadores acima dos 50 anos t\u00eam dificuldades para acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas \u00e9 um dos argumentos mais usados, quando, na verdade, a capacidade de aprendizado n\u00e3o tem idade. A adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas demandas do mercado n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de idade, mas de oportunidade, incentivo e protagonismo profissional. Esse vi\u00e9s, contudo, n\u00e3o afeta apenas os profissionais maduros. Na outra ponta, os jovens tamb\u00e9m sofrem com r\u00f3tulos de imaturidade, inexperi\u00eancia e impaci\u00eancia, dificultando a entrada no mercado de trabalho, integra\u00e7\u00e3o e oportunidades de desenvolvimento.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia do etarismo \u00e9 a desconsidera\u00e7\u00e3o da pot\u00eancia da diversidade et\u00e1ria dentro das organiza\u00e7\u00f5es. Empresas que misturam diferentes gera\u00e7\u00f5es tendem a ser mais inovadoras e resilientes, pois a troca de conhecimento e experi\u00eancia cria um ambiente mais rico e produtivo. Como consequ\u00eancia, se destacam nos resultados e como marca empregadora. Dados da mesma pesquisa indicam que 90% dos trabalhadores j\u00e1 aprenderam algo essencial com colegas mais velhos, seja em habilidades t\u00e9cnicas, habilidades sociais ou resolu\u00e7\u00e3o de problemas. Esse \u00e9 um ativo inestim\u00e1vel que deve ser explorado.<\/p>\n<p>O combate ao etarismo precisa ser uma pauta priorit\u00e1ria. Para isso, \u00e9 fundamental que as empresas invistam na diversidade et\u00e1ria como estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio. Rever pol\u00edticas de promo\u00e7\u00e3o, criar programas de aprendizagem intergeracional e, sobretudo, combater os estere\u00f3tipos \u00e9 essencial. Entretanto, \u00e9 preciso construir caminho para que a diversidade et\u00e1ria, que se reflete na diversidade de pensamentos, conhecimentos e experiencias, se consagre como parte da cultura corporativa. Reconhecer que o conhecimento vai se empilhando ao longo da vida e que a combina\u00e7\u00e3o de diferentes perfis et\u00e1rios \u00e9 pilar da inova\u00e7\u00e3o e do futuro sustent\u00e1vel das empresas \u00e9, sem d\u00favida, um dos maiores diferenciais no futuro do trabalho.<\/p>\n<p><b>*Candice Fernandes \u00e9 Country Manager INTOO, unidade de gest\u00e3o de carreira da Gi Group Holding, multinacional italiana reconhecida como uma das l\u00edderes globais em solu\u00e7\u00f5es dedicadas ao desenvolvimento do mercado de trabalho.<\/b><\/p>\n<p>Quer acompanhar mais reflex\u00f5es sobre mercado de trabalho e diversidade et\u00e1ria?<br \/>\n<b><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/candicegentilfernandes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>Siga Candice Fernandes no LinkedIn<\/u><\/a><\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O etarismo ainda limita talentos no mercado de trabalho. Entenda por que a diversidade et\u00e1ria impulsiona inova\u00e7\u00e3o, resultados e cultura organizacional.","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-122289","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122289"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":122292,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122289\/revisions\/122292"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122289"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122289"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}