{"id":118283,"date":"2025-10-27T14:31:00","date_gmt":"2025-10-27T17:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/o-desafio-de-transformar-compromissos-da-cop-30-em-entregas\/"},"modified":"2025-10-27T14:31:00","modified_gmt":"2025-10-27T17:31:00","slug":"o-desafio-de-transformar-compromissos-da-cop-30-em-entregas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/o-desafio-de-transformar-compromissos-da-cop-30-em-entregas\/","title":{"rendered":"O desafio de transformar compromissos da COP-30 em entregas"},"content":{"rendered":"<p>Hydro acelera na descarboniza\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Com a COP-30 se aproximando &#8211; o evento ser\u00e1 realizado em Bel\u00e9m, a partir de 10 de novembro -, o Brasil se prepara para ocupar o centro das discuss\u00f5es globais sobre o clima. Pela primeira vez, uma Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas ser\u00e1 realizada em um Estado amaz\u00f4nico, o que amplia a expectativa de que o debate v\u00e1 al\u00e9m das promessas e avance em solu\u00e7\u00f5es concretas. Para o setor privado, especialmente para empresas com opera\u00e7\u00f5es na regi\u00e3o, a confer\u00eancia \u00e9 mais do que um palco de discursos: \u00e9 uma vitrine para mostrar resultados e refor\u00e7ar compromissos reais com a sustentabilidade.<\/p>\n<p>&#8220;A COP ser\u00e1 uma oportunidade \u00fanica para o Par\u00e1, para o Brasil e para o mundo verem de perto o que est\u00e1 sendo feito em termos de preserva\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e responsabilidade ambiental&#8221;, afirma Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil, empresa norueguesa com mais de 120 anos de hist\u00f3ria, com presen\u00e7a em toda a cadeia de valor do alum\u00ednio no Pa\u00eds. &#8220;\u00c9 a primeira COP com floresta, e o Par\u00e1 tem tudo para ser refer\u00eancia em sustentabilidade e meio ambiente&#8221;, completa.<\/p>\n<p>A Hydro atua no Par\u00e1 desde 2011, com opera\u00e7\u00f5es de bauxita e alum\u00ednio. Em Barcarena, a empresa mant\u00e9m a Alunorte &#8211; a maior refinaria de alumina do mundo em uma \u00fanica planta. A unidade emprega cerca de 8 mil pessoas, sendo 80% paraenses, entre diretos e indiretos.<\/p>\n<p>Desde 2022, a Hydro participou de investimentos da ordem de R$ 12,6 bilh\u00f5es em projetos de descarboniza\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de energia limpa. A empresa substituiu o \u00f3leo combust\u00edvel usado na refinaria Alunorte por g\u00e1s natural, instalou caldeiras el\u00e9tricas (boilers) e implementou usinas solares e e\u00f3licas para abastecer suas pr\u00f3prias opera\u00e7\u00f5es. &#8220;Chegou a hora de transformar conhecimento e relat\u00f3rios em a\u00e7\u00e3o. N\u00f3s j\u00e1 trocamos a matriz energ\u00e9tica e come\u00e7amos a inaugurar plantas de energia renov\u00e1vel que comp\u00f5em o fornecimento das nossas opera\u00e7\u00f5es&#8221;, explica Baranov.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a companhia aposta em uma inova\u00e7\u00e3o t\u00edpica da Amaz\u00f4nia: o uso do caro\u00e7o de a\u00e7a\u00ed como biomassa. &#8220;Estamos transformando um res\u00edduo em energia limpa. \u00c9 um problema ambiental que vira solu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel&#8221;, diz o executivo. O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), j\u00e1 est\u00e1 em fase de testes e promete substituir o carv\u00e3o no futuro.<\/p>\n<p>Para Baranov, o debate sobre sustentabilidade deve ser seguido de a\u00e7\u00f5es concretas para tornar uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia empresarial. &#8220;A conta fecha, sim. Sustentabilidade \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o para quem quer continuar existindo. Quem n\u00e3o tiver essa preocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o sobrevive no futuro&#8221;, afirma. Segundo ele, investir em projetos sociais e ambientais n\u00e3o \u00e9 custo adicional, mas parte de uma estrat\u00e9gia de longo prazo. &#8220;Al\u00e9m de investir em publicidade, investimos em projetos sociais. O retorno vem naturalmente, em reputa\u00e7\u00e3o, orgulho e competitividade&#8221;, resume.<\/p>\n<p><b>Desenvolvimento social<\/b><\/p>\n<p>A Hydro tamb\u00e9m se destaca por iniciativas voltadas ao desenvolvimento humano e social. Entre os projetos mencionados pelo CEO, est\u00e3o o Fundo Hydro, que j\u00e1 beneficiou mais de 100 mil pessoas direta e indiretamente por meio de programas de agricultura familiar, capacita\u00e7\u00e3o e bioeconomia, e a parceria com o programa Territ\u00f3rios da Paz (TerPaz), do governo do Par\u00e1, que oferece mais de 70 servi\u00e7os gratuitos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o &#8211; de atendimento m\u00e9dico a cursos de empreendedorismo. Como parte dessa parceria, a empresa foi respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de quatro unidades do TerPaz, sendo tr\u00eas em Bel\u00e9m e uma em Moju. &#8220;\u00c9 gratificante ver a transforma\u00e7\u00e3o acontecendo de perto. O projeto social s\u00f3 faz sentido se melhorar a vida das pessoas ao redor da nossa opera\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><b>A minera\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>A minera\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia, um tema sempre cercado de controv\u00e9rsias, tamb\u00e9m \u00e9 tratada com franqueza pelo executivo. &#8220;A sociedade n\u00e3o vive sem minera\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 no avi\u00e3o que usamos, no celular, na embalagem do rem\u00e9dio. O problema n\u00e3o \u00e9 minerar, \u00e9 como minerar. A minera\u00e7\u00e3o legal protege e refloresta. A ilegal destr\u00f3i&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Entre as inova\u00e7\u00f5es mais recentes, est\u00e1 o Tailings Dry Backfill, tecnologia desenvolvida pela Minera\u00e7\u00e3o Paragominas que elimina o uso de barragens de rejeitos. &#8220;Extra\u00edmos a bauxita, devolvemos o solo original e reflorestamos a \u00e1rea. Com essa tecnologia, 800 hectares que antes seriam destinados para armazenamento permanente de rejeitos j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis para a\u00e7\u00f5es de reabilita\u00e7\u00e3o e reflorestamento. Desde que teve in\u00edcio o programa de reflorestamento da Minera\u00e7\u00e3o Paragominas, em 2009, j\u00e1 foram reabilitados 3.467 hectares&#8221;, detalha.<\/p>\n<p>O executivo acredita que o legado da COP-30 ser\u00e1 duplo: de infraestrutura e de reputa\u00e7\u00e3o. &#8220;Bel\u00e9m j\u00e1 ganhou com as obras e os investimentos. Mas o mais importante ser\u00e1 consolidar a Amaz\u00f4nia como um f\u00f3rum permanente de di\u00e1logo e resultados. Temos de parar de fazer relat\u00f3rios e come\u00e7ar a entregar&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Baranov refor\u00e7a que a Hydro opera com padr\u00f5es internacionais de governan\u00e7a e \u00e9tica, influenciados pela cultura norueguesa. &#8220;A Noruega \u00e9 o maior contribuinte do Fundo Amaz\u00f4nia e tem uma tradi\u00e7\u00e3o de respeito ao meio ambiente. Isso faz parte dos nossos valores. Trabalhamos com transpar\u00eancia, \u00e9tica e busca por ser refer\u00eancia mundial em descarboniza\u00e7\u00e3o e comportamento respons\u00e1vel&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Com uma matriz energ\u00e9tica cada vez mais limpa, investimentos em tecnologia e programas sociais s\u00f3lidos, a Hydro se coloca como exemplo de que \u00e9 poss\u00edvel unir competitividade, responsabilidade e compromisso ambiental. &#8220;Sustentabilidade n\u00e3o \u00e9 custo. \u00c9 o \u00fanico caminho para o futuro&#8221;, conclui o executivo.<\/p>\n<p><b>Energia do a\u00e7a\u00ed e o novo ciclo da bioeconomia<\/b><\/p>\n<p>O a\u00e7a\u00ed, s\u00edmbolo da cultura paraense, ganha uma nova fun\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os da Hydro: a de combust\u00edvel renov\u00e1vel. O projeto, ainda em fase-piloto, transforma o caro\u00e7o &#8211; res\u00edduo que representa at\u00e9 85% da fruta &#8211; em biomassa energ\u00e9tica, reduzindo o impacto ambiental e criando uma nova cadeia de valor para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos investindo em tecnologia local, com cientistas brasileiros e a UFPA. A ideia \u00e9 usar o caro\u00e7o do a\u00e7a\u00ed para gerar energia e substituir fontes mais poluentes&#8221;, explica Anderson Baranov. Al\u00e9m de resolver um problema log\u00edstico &#8211; o descarte inadequado do caro\u00e7o -, a iniciativa pode tornar-se um marco na bioeconomia regional. &#8220;\u00c9 o mesmo conceito do baga\u00e7o da cana no Sudeste: transformar o res\u00edduo em energia limpa&#8221;, compara o executivo.<\/p>\n<p>O plano \u00e9 expandir o uso de biomassa nos pr\u00f3ximos anos e integrar o modelo \u00e0s opera\u00e7\u00f5es industriais da Hydro em Barcarena. &#8220;O futuro da Amaz\u00f4nia passa por solu\u00e7\u00f5es que unam economia, inova\u00e7\u00e3o e floresta em p\u00e9. E o caro\u00e7o do a\u00e7a\u00ed \u00e9 um s\u00edmbolo disso&#8221;, diz Baranov.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Hydro acelera na descarboniza\u00e7\u00e3o e no desenvolvimento sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia.\nCom a COP-30 se aproximando &#8211; o evento ser\u00e1 realizado em Bel\u00e9m, a partir de 10 de novembro -, o Bras","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-118283","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118283","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=118283"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/118283\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=118283"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=118283"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=118283"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}