{"id":111030,"date":"2025-05-01T06:57:00","date_gmt":"2025-05-01T09:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/cgtn-por-que-os-manuscritos-de-seda-de-chu-devem-ser-devolvidos-a-china\/"},"modified":"2025-05-01T06:57:00","modified_gmt":"2025-05-01T09:57:00","slug":"cgtn-por-que-os-manuscritos-de-seda-de-chu-devem-ser-devolvidos-a-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/cgtn-por-que-os-manuscritos-de-seda-de-chu-devem-ser-devolvidos-a-china\/","title":{"rendered":"CGTN: Por que os Manuscritos de Seda de Chu devem ser devolvidos \u00e0 China"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><em>A CGTN publicou um artigo sobre a repatria\u00e7\u00e3o dos Manuscritos de Seda de Chu, um tesouro cultural chin\u00eas de mais de 2.000 anos atualmente guardado nos Estados Unidos. Tra\u00e7ando a jornada do artefato desde sua descoberta em 1942 em uma tumba antiga at\u00e9 seu contrabando de 1946 para a Am\u00e9rica pelo colecionador John Hadley Cox, o artigo apresenta evid\u00eancias convincentes de estudiosos chineses e americanos que comprovam a propriedade leg\u00edtima da China.<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"338.0px\" src=\"https:\/\/ml.globenewswire.com\/Resource\/Download\/729fb5fc-2cfa-4ee5-b50e-299f8e55fa7f\/image1.jpg\" width=\"600.0px\" \/><br \/>Os Manuscritos de Seda de Chu datam de cerca de 300 a.C.\u00a0\/CMG<\/p>\n<p align=\"justify\">PEQUIM, May  01, 2025  (GLOBE NEWSWIRE) &#8212; No inverno de 1942, v\u00e1rios ladr\u00f5es de t\u00famulos em Changsha, prov\u00edncia de Hunan, na China Central, atacaram uma tumba antiga do per\u00edodo dos Reinos Combatentes (475221 a.C.), invadindo este local de enterro do estado de Chu e roubando uma cole\u00e7\u00e3o de artefatos, incluindo artigos de laca, espadas de bronze e manuscritos de seda.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ao vender o saque para Tang Jianquan, um alfaiate que se tornou um negociante de antiguidades , os ladr\u00f5es casualmente jogaram um recipiente de bambu com uma pe\u00e7a de seda que chamaram de &#8220;len\u00e7o&#8221; como um b\u00f4nus gratuito. Este &#8220;len\u00e7o&#8221; seria mais tarde identificado como os famosos Manuscritos de Seda de Chu de Zidanku, o \u00fanico texto em seda conhecido do per\u00edodo dos Reinos Combatentes da China. Zidanku, literalmente &#8220;o dep\u00f3sito de balas&#8221;, refere-se ao local da escava\u00e7\u00e3o, um dep\u00f3sito de muni\u00e7\u00e3o nos sub\u00farbios da cidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com aproximadamente 2.300 anos &#8211; mais de um s\u00e9culo mais antigos que os Manuscritos do Mar Morto &#8211; os Manuscritos de Seda de Chu registram a cosmologia e os rituais chineses primitivos. Seu texto intrincado, ilustra\u00e7\u00f5es e artesanato requintado fazem deles uma rel\u00edquia incompar\u00e1vel.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Uma trag\u00e9dia cultural<\/strong><br \/>Na \u00e9poca, Tang n\u00e3o reconheceu o significado do len\u00e7o de seda. Cai Jixiang, um negociante local, comprou os manuscritos juntamente com outros artefatos. Cai tinha um grande apre\u00e7o por eles, e os levou consigo quando fugiu do caos da guerra.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 1946, Cai levou os manuscritos para Xangai, na esperan\u00e7a de tirar fotografias infravermelhas para elucidar o texto desbotado. John Hadley Cox, um colecionador americano que estava em busca de artefatos chineses em Xangai, abordou Cai. Sob o pretexto de ajudar com a fotografia, Cox se apossou e contrabandeou os manuscritos para os Estados Unidos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Sentindo que havia sido enganado, Cai somente teve a op\u00e7\u00e3o de assinar um contrato fraudulento com Cox que avaliou os manuscritos em US $10.000, com um adiantamento de US $1.000, com a promessa do pagamento do restante caso eles n\u00e3o fossem retornados da Am\u00e9rica. Assim come\u00e7ou o ex\u00edlio de quase 80 anos dos manuscritos.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Consenso de Estudiosos Chineses e Americanos<\/strong><br \/>O professor Li Ling da Universidade de Pequim passou mais de quatro d\u00e9cadas rastreando a jornada tumultuada desse artefato. Sua exaustiva pesquisa reconstruiu uma cadeia completa de evid\u00eancias, provando que os manuscritos atualmente alojados no Museu Nacional de Arte Asi\u00e1tica do Smithsonian s\u00e3o, de fato, os Manuscritos de Seda de Chu de Zidanku.<\/p>\n<p align=\"justify\">Cartas adicionais entre Cai e Cox expuseram ainda mais a fraude por tr\u00e1s da remo\u00e7\u00e3o dos manuscritos.\u00a0Na correspond\u00eancia, Cai implorou a Cox que voltasse \u00e0 Xangai, exigindo o pagamento restante de US $9.000 pelos manuscritos, mas sem sucesso.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Confer\u00eancia Internacional sobre a Prote\u00e7\u00e3o e Retorno de Objetos Culturais Removidos dos Contextos Coloniais, realizada em junho de 2024 em Qingdao, o professor Donald Harper de Chicago, apresentou uma evid\u00eancia crucial: a tampa original da caixa usada por Cox para armazenar o manuscrito em 1946. A tampa cont\u00e9m r\u00f3tulos e recibos originais que se alinham com a linha do tempo de Li do armazenamento dos manuscritos entre 1946 e 1969.<\/p>\n<p align=\"justify\">Harper disse: &#8220;Deve ser \u00f3bvio para os curadores de museus e para as autoridades culturais e para os governos que os Manuscritos de Seda de Zidanku pertencem \u00e0 China e devem ser devolvidos \u00e0 China.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\">Um artigo do New York Times de 2018, &#8220;Como um manuscrito chin\u00eas escrito h\u00e1 2.300 anos acabou em Washington&#8221;, corrobora essa conclus\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Um Regresso a Casa Adiado<\/strong><br \/>Em 1966, o m\u00e9dico e colecionador de arte americano Arthur M. Sackler comprou uma parte dos manuscritos e, de fato, tentou devolv\u00ea-los \u00e0 China em v\u00e1rias ocasi\u00f5es. Em 1976, ele planejou entreg\u00e1-lo ao estudioso chin\u00eas Guo Moruo, mas seu encontro nunca ocorreu devido \u00e0 doen\u00e7a de Guo. Na d\u00e9cada de 1980, ele quis do\u00e1-lo ao novo Museu Sackler da Universidade de Pequim, mas faleceu antes da abertura do museu.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s a morte do Dr. Sackler em 1987, o manuscrito foi transferido para a Galeria Sackler em Washington, DC, agora parte do Museu Nacional de Arte Asi\u00e1tica. O site do museu lista o artefato como um &#8220;presente an\u00f4nimo&#8221; com &#8220;pesquisa de proveni\u00eancia em andamento&#8221;. Tamb\u00e9m faz refer\u00eancia ao livro de Li Ling, reconhecendo a legitimidade da sua pesquisa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Do contrato de Cai \u00e0 sua correspond\u00eancia com Cox, da documenta\u00e7\u00e3o de Li sobre a jornada dos manuscritos na Am\u00e9rica aos desejos n\u00e3o realizados de Sackler &#8211; todas as evid\u00eancias confirmam que os Manuscritos de Seda de Chu pertencem legitimamente \u00e0 China e devem ser repatriados imediatamente.<\/p>\n<p align=\"justify\">Depois de quase oito d\u00e9cadas no ex\u00edlio, este tesouro nacional deve finalmente voltar para casa.<\/p>\n<p align=\"justify\"><em>Para mais informa\u00e7\u00f5es, visite:<\/em><br \/><em>https:\/\/news.cgtn.com\/news\/2025-04-29\/Why-the-Chu-Silk-Manuscripts-should-be-returned-to-China-1CYkLmp3luM\/p.html<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">Foto deste comunicado dispon\u00edvel em:<br \/><a href=\"https:\/\/www.globenewswire.com\/Tracker?data=MB4PyIoK06U_hZw-mEGeeFHBF2m_xU9VPz7K9NzAOu61VXikZR8NpbgIeVlS7dpr-0lUqX9nvuwBIu8sS8e7ZeJex2VxmgPmtjIMOxt0cjfbazOiIlAD_tIHJUdACzUC5zATE0XgNRnicV6ThPimeEwub9ffGt73kUsEHdMKeTwhaytBhlUQa0N2TYa4ckuytdfgB0gkf5hdsMcGDCgzGhaHfbCtuqQSdWt-y6YBtZCMRNU_NGOQerh2t1v32GHY3sXj3SQTUTnr33Td4uj_rg==\" rel=\"nofollow\" target=\"_blank\">https:\/\/www.globenewswire.com\/NewsRoom\/AttachmentNg\/c6dd904d-7e88-4ba9-b83c-fa3e465d93a5<\/a><\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"__GNW8366DE3E__IMG\" src=\"https:\/\/www.globenewswire.com\/newsroom\/ti?nf=OTQ0MjY5MCM2OTEyOTQ3IzIyODkzNjA=\" \/> <br \/><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/ml.globenewswire.com\/media\/YzNjOWU4NTItNmI3MS00YjZlLTlkNDMtYjlhMWIzOWRjOWE5LTEzMDA5MTAtMjAyNS0wNS0wMS1wdA==\/tiny\/China-Global-Television-Networ.png\" \/><\/p>\n<pre>CGTN\ncgtn@cgtn.com<\/pre>\n<p><a href=\"https:\/\/www.globenewswire.com\/NewsRoom\/AttachmentNg\/e9cbceb3-c3bb-4ab8-a24f-afc81aa7edf8\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ml.globenewswire.com\/media\/e9cbceb3-c3bb-4ab8-a24f-afc81aa7edf8\/small\/logo-png.png\" border=\"0\" width=\"150\" height=\"150\" alt=\"Primary Logo\" \/><\/a><\/p>\n<p>A <b>OESP<\/b> nao e(sao) responsavel(is) por erros, incorrecoes, atrasos ou quaisquer decisoes tomadas por seus clientes com base nos Conteudos ora disponibilizados, bem como tais Conteudos nao representam a opiniao da <b>OESP<\/b> e sao de inteira responsabilidade da <b>GlobeNewswire<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A CGTN publicou um artigo sobre a repatria\u00e7\u00e3o dos Manuscritos de Seda de Chu, um tesouro cultural chin\u00eas de mais de 2.000 anos atualmente guardado nos Est","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-111030","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111030","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=111030"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111030\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111030"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=111030"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=111030"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}