{"id":108628,"date":"2025-03-28T13:47:00","date_gmt":"2025-03-28T16:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/os-avancos-e-os-desafios-na-jornada-de-mulheres-com-cancer\/"},"modified":"2025-03-28T13:47:00","modified_gmt":"2025-03-28T16:47:00","slug":"os-avancos-e-os-desafios-na-jornada-de-mulheres-com-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/os-avancos-e-os-desafios-na-jornada-de-mulheres-com-cancer\/","title":{"rendered":"Os avan\u00e7os e os desafios na jornada de mulheres com c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p>Meet Point Estad\u00e3o Think discute com especialistas os impactos da testagem gen\u00e9tica, dos tratamentos e das pol\u00edticas p\u00fablicas no progn\u00f3stico de pacientes com tumores femininos.<\/p>\n<p>Os avan\u00e7os na testagem gen\u00e9tica e nos tratamentos personalizados est\u00e3o transformando o cuidado de pacientes com tumores femininos, como c\u00e2ncer de mama, ov\u00e1rio e endom\u00e9trio. No entanto, ainda h\u00e1 desafios importantes, como o diagn\u00f3stico tardio e a desigualdade no acesso \u00e0s terapias mais modernas. Esses temas foram debatidos no Meet Point Estad\u00e3o Think, realizado na \u00faltima ter\u00e7a-feira (25).<\/p>\n<p>Com patroc\u00ednio da AstraZeneca, a transmiss\u00e3o contou com a presen\u00e7a da oncologista Andrea Gadelha, l\u00edder da oncoginecologia do A.C.Camargo Cancer Center; da mastologista Rosemar Rahal, professora da Universidade Federal de Goi\u00e1s, presidente da Comiss\u00e3o de Especialidades da Febrasgo e membro da diretoria nacional da Sociedade Brasileira de Mastologia, e da psico-oncologista Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia. A modera\u00e7\u00e3o foi da jornalista Camila Silveira.<\/p>\n<p><b>Testagem essencial<br \/>\n<\/b><br \/>\nAndrea destacou a import\u00e2ncia das testagens gen\u00e9tica e molecular para a personaliza\u00e7\u00e3o do tratamento. &#8220;Toda paciente diagnosticada com c\u00e2ncer de mama precisa passar por testes que definem seu tipo de tumor, o que permite terapias mais direcionadas&#8221;, explicou. A mesma abordagem se aplica aos c\u00e2nceres de ov\u00e1rio[1],[2],[3] e endom\u00e9trio[4], nos quais a identifica\u00e7\u00e3o de marcadores gen\u00e9ticos pode melhorar o progn\u00f3stico e orientar condutas mais eficazes.<\/p>\n<p>O teste molecular que investiga a presen\u00e7a de muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica no tumor, conhecido como teste som\u00e1tico, recebeu recomenda\u00e7\u00e3o positiva de incorpora\u00e7\u00e3o pela Conitec em 2024, e, de acordo com os prazos do decreto n\u00ba 7.646\/2011, a expectativa para sua implementa\u00e7\u00e3o \u00e9 abril\/2025. No entanto, o acesso \u00e0 testagem gen\u00e9tica germinativa, que investiga se a muta\u00e7\u00e3o \u00e9 heredit\u00e1ria, ainda \u00e9 limitado. Apesar de existirem dois projetos de lei nacionais tramitando na C\u00e2mara dos Deputados (PL 25\/2019 e PL 265\/2020) e seis Estados e o Distrito Federal com legisla\u00e7\u00f5es que garantem o exame para pacientes com c\u00e2ncer de mama e ov\u00e1rio, apenas Goi\u00e1s e o Distrito Federal disponibilizam de fato o teste para as pacientes do SUS.<\/p>\n<p><b>C\u00e2ncer silencioso<\/b><\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de ov\u00e1rio \u00e9 um dos mais letais entre as neoplasias ginecol\u00f3gicas. Segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), 77% dos casos s\u00e3o diagnosticados em est\u00e1gios avan\u00e7ados[5]. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 um exame de rastreamento eficaz, como a mamografia para o c\u00e2ncer de mama&#8221;, alertou Andrea. O diagn\u00f3stico precoce depende de exames de imagem e testes tumorais, que nem sempre est\u00e3o dispon\u00edveis a todas as pacientes.<\/p>\n<p><b>Desafios do c\u00e2ncer de endom\u00e9trio<\/b><\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de endom\u00e9trio vem crescendo, impulsionado por fatores como obesidade. O principal sinal de alerta \u00e9 o sangramento vaginal anormal, mas o desconhecimento leva a atrasos no diagn\u00f3stico. O tratamento inicial \u00e9 cir\u00fargico, por\u00e9m, testes moleculares ajudam a classificar os tumores e definir estrat\u00e9gias terap\u00eauticas. &#8220;A imunoterapia tem se mostrado uma alternativa promissora, especialmente para pacientes com altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas&#8221;, afirmou Andrea.<\/p>\n<p>A desigualdade no acesso a exames e tratamentos segue como uma das principais barreiras enfrentadas pelas pacientes. A nova Pol\u00edtica Nacional de Preven\u00e7\u00e3o e Controle do C\u00e2ncer (Lei 14.758\/2023) busca reduzir essa disparidade, ampliando o acesso ao diagn\u00f3stico e \u00e0s terapias.<\/p>\n<p>Luciana destacou a import\u00e2ncia do Programa de Navega\u00e7\u00e3o para Pacientes Oncol\u00f3gicos, previsto na nova pol\u00edtica. &#8220;Muitas mulheres se perdem no sistema de sa\u00fade. Um profissional que as oriente e garanta o seguimento adequado \u00e9 essencial&#8221;, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 Rosemar refor\u00e7ou que as sociedades m\u00e9dicas t\u00eam trabalhado para ampliar a testagem gen\u00e9tica no SUS. &#8220;Entregamos um documento ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e mostramos que a Fiocruz j\u00e1 possui infraestrutura para realizar esses testes em larga escala&#8221;, disse. &#8220;O estudo tamb\u00e9m demonstrou que a testagem \u00e9 custo-efetiva e pode salvar vidas&#8221;, completou.<\/p>\n<p><b>Medidas priorit\u00e1rias<\/b><\/p>\n<p>Ao final do debate, as especialistas apontaram prioridades para aprimorar a jornada das pacientes. Andrea destacou a necessidade de estruturar uma linha de cuidado integrada, garantindo testagem e tratamento adequados. Luciana ressaltou a urg\u00eancia do financiamento para novos medicamentos no SUS, enquanto Rosemar defendeu uma comunica\u00e7\u00e3o mais eficiente entre m\u00e9dicos e pacientes. A discuss\u00e3o promovida pelo Meet Point Estad\u00e3o Think evidenciou que avan\u00e7os cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos est\u00e3o dispon\u00edveis, mas o acesso ainda precisa ser ampliado. A colabora\u00e7\u00e3o entre governo, sociedade civil e institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade \u00e9 fundamental para transformar essa realidade.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>[1] DiSilvestroP, Banerjee S, Colombo N, ScambiaG, Kim BG, OakninA, et al; SOLO1 Investigators. Overall Survival With Maintenance Olaparib at a 7-Year Follow-Up in Patients With Newly Diagnosed Advanced Ovarian Cancer and a BRCA Mutation: The SOLO1\/GOG 3004 Trial. J Clin Oncol. 2023 Jan 20;41(3):609-617.<\/p>\n<p>[2] Moore K, Colombo N, ScambiaG, Kim BG, OakninA, Friedlander M, et al. Maintenance Olaparib in Patients with Newly Diagnosed Advanced Ovarian Cancer. N Engl J Med. 2018;379(26):2495-505.<\/p>\n<p>[3] DiSilvestroP, Banerjee S, Colombo N, ScambiaG, Kim B, OakninA, et al. 517O &#8211; Overall survival (OS) at 7-year (y) follow-up (f\/u) in patients (pts) with newly diagnosed advanced ovarian cancer (OC) and a BRCA mutation (BRCAm) who received maintenance olaparibin the SOLO1\/GOG-3004 trial. Annals of Oncology, 2022; 33 (suppl. 7): S235-S282. 10.1016\/annonc\/annonc1054<\/p>\n<p>[4] Westin SN, Moore K, Chon HS, Lee JY, Thomes Pepin J,Sundborg M, et al.; DUO-E Investigators. Durvalumab Plus Carboplatin\/Paclitaxel Followed by Maintenance Durvalumab With or Without Olaparib as First-Line Treatment for Advanced Endometrial Cancer: The PhaseIII DUO-E Trial. J Clin Oncol. 2024 Jan 20;42(3):283-99.<\/p>\n<p>[5] Femama. Sociedade Brasileira de Mastologia. Implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablica para o acesso aos testes gen\u00e9ticos na detec\u00e7\u00e3o de muta\u00e7\u00f5es em BRCA no SUS. Dispon\u00edvel em: https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1gmMwkQvf3ujrHbL21g-Wr3vZFP6YUNgi\/view.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Meet Point Estad\u00e3o Think discute com especialistas os impactos da testagem gen\u00e9tica, dos tratamentos e das pol\u00edticas p\u00fablicas no progn\u00f3stico de pacientes com tumores femininos.\nOs","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-108628","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108628","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108628\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}