{"id":106301,"date":"2025-02-18T12:55:00","date_gmt":"2025-02-18T15:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/ia-reforca-demanda-por-tecnologia-que-diferencia-humano-de-robo\/"},"modified":"2025-02-18T12:55:00","modified_gmt":"2025-02-18T15:55:00","slug":"ia-reforca-demanda-por-tecnologia-que-diferencia-humano-de-robo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/ia-reforca-demanda-por-tecnologia-que-diferencia-humano-de-robo\/","title":{"rendered":"IA refor\u00e7a demanda por tecnologia que diferencia humano de rob\u00f4"},"content":{"rendered":"<p><b>Por World e Estad\u00e3o Blue Studio<\/b><\/p>\n<p>Ter a garantia de estar lidando com pessoas de verdade \u00e9 uma necessidade cada vez mais importante para prevenir as fraudes digitais.<\/p>\n<p>Depois de uma videoconfer\u00eancia com o diretor financeiro da empresa de engenharia para a qual trabalhava, sediada na Inglaterra, um funcion\u00e1rio seguiu a ordem de transferir US$25 milh\u00f5es para cinco contas em Hong Kong indicadas pelo superior. O problema \u00e9 que ele n\u00e3o havia conversado com quem imaginava estar conversando: tratava-se de uma simula\u00e7\u00e3o convincente, a chamada deep fake, produzida com recursos de intelig\u00eancia artificial. O requinte dos criminosos ao elaborar e executar o plano chegou a ponto de inserir na conversa representa\u00e7\u00f5es de outros executivos da companhia.<\/p>\n<p>O caso ganhou repercuss\u00e3o como exemplo dos riscos que empresas e pessoas f\u00edsicas est\u00e3o correndo ao lidar com rob\u00f4s ou constru\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia artificial que se passam por humanos. Trata-se de um efeito colateral das r\u00e1pidas evolu\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o das novas ferramentas tecnol\u00f3gicas &#8211; que certamente trazem muitos benef\u00edcios, mas tamb\u00e9m representam grandes danos em potencial. As estrat\u00e9gias dos criminosos virtuais avan\u00e7am no mesmo ritmo de evolu\u00e7\u00e3o das tecnologias, o que exige crescentes investimentos em preven\u00e7\u00e3o e ciberseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O desafio de confirmar a humanidade no ambiente online ainda est\u00e1 fortemente atrelado \u00e0 checagem da identidade, processo em grande parte baseado em refer\u00eancias herdadas da era anal\u00f3gica. Ao se fazer uma compra online, por exemplo, \u00e9 preciso repassar diversas informa\u00e7\u00f5es pessoais: nome, n\u00fameros de documentos, endere\u00e7os, telefone, e-mail, dados banc\u00e1rios. Recursos adicionais nascidos na era digital, a exemplo de senhas e captchas, j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam sido plenamente eficazes para evitar invas\u00f5es, vazamentos, falsifica\u00e7\u00f5es e o uso indevido das informa\u00e7\u00f5es pessoais.<\/p>\n<p><b>Prova de humanidade<br \/>\n<\/b><br \/>\nNesse cen\u00e1rio, desenvolver formas plenamente confi\u00e1veis e mais seguras de provar a humanidade \u00e9 uma demanda crescente e necess\u00e1ria para distinguir se as intera\u00e7\u00f5es online v\u00eam de pessoas ou de rob\u00f4s. Atualmente h\u00e1 mais de 10 iniciativas em andamento no mundo, com o objetivo de criar ferramentas para assegurar que estamos nos relacionando virtualmente com uma pessoa real.<\/p>\n<p>Entre essas iniciativas, est\u00e1 o protocolo World, que chegou ao Brasil no final do ano passado. A ideia \u00e9 criar uma maneira segura de verificar seres humanos, contribuindo assim para que a internet se torne um ambiente mais confi\u00e1vel e seguro.<\/p>\n<p>As proje\u00e7\u00f5es futuras de uso da prova de humanidade incluem, por exemplo, a integra\u00e7\u00e3o com as redes sociais, o que asseguraria que determinada conta pertence a uma pessoa real, prevenindo a cria\u00e7\u00e3o de perfis falsos; na venda de ingressos para shows ou eventos esportivos, evitaria a utiliza\u00e7\u00e3o de rob\u00f4s para compras em massa, privando seres humanos reais de adquirir bilhetes; em um aplicativo de encontros, deixaria claro quais perfis s\u00e3o de pessoas de verdade, inibindo golpes; em jogos online, tornaria mais justa e equilibrada as disputas, deixando-as restritas a pessoas reais; nas compras online, evitaria fraudes e compras automatizadas.<\/p>\n<p><b>Crimes digitais batem recorde<br \/>\n<\/b><br \/>\nEstima-se que tenham ocorrido 5 milh\u00f5es de fraudes digitais no Brasil no ano passado, crescimento de 45% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, de acordo com levantamento da Associa\u00e7\u00e3o de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP). O mesmo estudo traz n\u00fameros ainda mais alarmantes: um em cada quatro brasileiros chegou a sofrer alguma tentativa de golpe ao longo do ano, metade dos quais foi efetivamente vitimada.<\/p>\n<p>Boa parte desses crimes utilizou ferramentas de intelig\u00eancia artificial, como a simula\u00e7\u00e3o de vozes e imagens (deep fakes), para enganar as pessoas e induzi-las a a\u00e7\u00f5es que lhes prejudicaram. &#8220;As modalidades mais praticadas permanecem sendo golpes banc\u00e1rios (com v\u00e1rias modalidades), phishing (cada vez mais sofisticado) e golpes sociais (aqueles em que a engenharia social convence a v\u00edtima a tomar alguma atitude que lhe causar\u00e1 preju\u00edzo financeiro)&#8221;, informou a entidade.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da Tools for Humanity feita em outubro de 2024 com mais de 1.200 brasileiros apontou que 65% dos entrevistados est\u00e3o preocupados com bots, tecnologias deep fake, fraudes online e desinforma\u00e7\u00e3o provocada pelo uso de intelig\u00eancia artificial. Mais de 80% dos respondentes afirmaram que tecnologias capazes de promover a distin\u00e7\u00e3o entre rob\u00f4s e humanos no ambiente online s\u00e3o importantes para lidar com esses problemas.<\/p>\n<p><b>Rede de humanos verificados tornar\u00e1 a internet mais confi\u00e1vel<br \/>\n<\/b><br \/>\n<i>World \u00e9 um protocolo de c\u00f3digo aberto criado para permitir que as pessoas comprovem, de forma simples, que s\u00e3o reais em intera\u00e7\u00f5es online<br \/>\n<\/i><br \/>\nA rede World surge como um protocolo que pretende criar uma rede de humanos devidamente comprovados. A proposta \u00e9 que esta rede n\u00e3o tenha um &#8220;dono&#8221; e ganhe escala para existir sozinha e de forma descentralizada &#8211; assim como ocorreu, por exemplo, com a pr\u00f3pria internet. Nessa vis\u00e3o de futuro, a ferramenta viabilizaria uma rede de humanos verificados, que pode ajudar pessoas e empresas a ampliar o n\u00edvel de confiabilidade e de seguran\u00e7a das atividades digitais.<\/p>\n<p>O n\u00famero de humanos com um World ID verificado, em todos os continentes, j\u00e1 passa de 11 milh\u00f5es. Nos pa\u00edses onde \u00e9 permitido, o token Worldcoin (WLD) \u00e9 oferecido \u00e0s pessoas que se verificam, que podem aceitar a oferta de forma opcional e volunt\u00e1ria. O token tem o objetivo de incentivar a participa\u00e7\u00e3o dos humanos verificados no ecossistema da World, que conta com diversos mini apps, que, por sua vez, promovem acesso a jogos online e a possibilidade de fazer recargas de celular e doa\u00e7\u00f5es, entre outros servi\u00e7os.<\/p>\n<p>&#8220;Esse projeto tem a privacidade como pilar fundamental&#8221; (Rodrigo Tozzi, diretor de Opera\u00e7\u00f5es da World).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ter a garantia de estar lidando com pessoas de verdade \u00e9 uma necessidade cada vez mais importante para prevenir as fraudes digitais.\nDepois de uma videoconfer\u00eancia com o diretor f","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-106301","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-economia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=106301"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106301\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=106301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=106301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=106301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}