{"id":103487,"date":"2024-11-22T10:05:00","date_gmt":"2024-11-22T13:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/bndes-financia-modernizacao-do-agronegocio\/"},"modified":"2024-11-22T10:05:00","modified_gmt":"2024-11-22T13:05:00","slug":"bndes-financia-modernizacao-do-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/bndes-financia-modernizacao-do-agronegocio\/","title":{"rendered":"BNDES financia moderniza\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p><b>BNDES e Estad\u00e3o Blue Studio<\/b><\/p>\n<p>A Cooperativa Agr\u00e1ria Agroindustrial substituir\u00e1 a caldeira da sua ind\u00fastria de \u00f3leo, em Guarapuava (PR), por uma alternativa mais moderna e sustent\u00e1vel. Em vez de lenha, como ocorre hoje, a nova caldeira ser\u00e1 abastecida por cavacos e res\u00edduos agroindustriais. Na pr\u00e1tica, utilizar\u00e1 material para gerar energia mais limpa e barata. A mudan\u00e7a se tornar\u00e1 poss\u00edvel com o financiamento de R$ 44,6 milh\u00f5es aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), por meio do Fundo Clima.<\/p>\n<p>\u0093Esse projeto \u00e9 um exemplo dos objetivos do Fundo Clima: ser um instrumento importante de investimentos que visem a descarboniza\u00e7\u00e3o, a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e o desenvolvimento da bioeconomia no Pa\u00eds, em alinhamento \u00e0s diretrizes da nova pol\u00edtica industrial\u0094, diz o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.<\/p>\n<p>O potencial de uso do Fundo Clima como instrumento de combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas foi incrementado em abril, quando o BNDES e o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima anunciaram a transfer\u00eancia de R$ 10,4 bilh\u00f5es ao Fundo. At\u00e9 2023, o or\u00e7amento era de R$ 2,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Redu\u00e7\u00e3o de custos<\/b><\/p>\n<p>Com 30 anos de uso, a atual caldeira da Cooperativa Agr\u00e1ria Agroindustrial n\u00e3o foi projetada para consumir res\u00edduos de cereais, recurso amplamente dispon\u00edvel na pr\u00f3pria unidade. Com a substitui\u00e7\u00e3o, a perspectiva \u00e9 queimar todo res\u00edduo cereal produzido ali, o que corresponde a cerca de 5 mil toneladas por ano. At\u00e9 ent\u00e3o, essa mat\u00e9ria-prima vinha sendo destinada \u00e0 caldeira da maltaria da cooperativa em outra unidade na mesma regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o da caldeira reduzir\u00e1 o custo de frete e da tonelada de vapor. Al\u00e9m das vantagens financeiras, h\u00e1 ganhos em sustentabilidade. Com a moderniza\u00e7\u00e3o para maior efici\u00eancia energ\u00e9tica e redu\u00e7\u00e3o de custos operacionais, a cooperativa deve deixar de emitir 582 toneladas de CO2 por ano. Esse volume corresponde ao plantio de cerca de 3.800 \u00e1rvores[FN1].<\/p>\n<p>O financiamento do BNDES tamb\u00e9m contempla a instala\u00e7\u00e3o de silos para armazenamento de 500 toneladas de res\u00edduos finos de cereais, al\u00e9m da implanta\u00e7\u00e3o de sistema de recep\u00e7\u00e3o, moagem e armazenagem. A previs\u00e3o \u00e9 de que as obras estejam conclu\u00eddas at\u00e9 o final de novembro de 2026.<\/p>\n<p>Com produ\u00e7\u00e3o de 932 mil toneladas de gr\u00e3os no ano passado, a Cooperativa Agr\u00e1ria Agroindustrial \u00e9 formada por 728 cooperados e cerca de 1.900 colaboradores, que atuam no recebimento, industrializa\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos agropecu\u00e1rios. As principais culturas do grupo s\u00e3o a soja, o milho, o trigo e a cevada, com matriz energ\u00e9tica predominantemente composta por fontes renov\u00e1veis.<\/p>\n<p><b>Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/b><\/p>\n<p>Os projetos de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica apoiados pelo BNDES totalizam R$ 45 bilh\u00f5es desde 2007, o que viabilizou o aumento da produ\u00e7\u00e3o anual de etanol em mais de 10 bilh\u00f5es de litros (um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o atual do Brasil) e 4 mil MW adicionais em capacidade de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica (2% da atual capacidade total do Pa\u00eds).<\/p>\n<p>Entre os projetos aprovados recentemente est\u00e1 o financiamento, de R$ 500 milh\u00f5es, para a implanta\u00e7\u00e3o de uma usina de produ\u00e7\u00e3o de etanol \u00e0 base de milho em Canarana (MT), projeto da Alvorada Bioenergia, do Grupo Agr\u00edcola Alvorada. A nova unidade ter\u00e1 capacidade anual estimada de at\u00e9 222 mil m\u00b3 de etanol, 147 mil toneladas de gr\u00e3os secos de destilaria (DDGs &#8211; Dried Distillers Grains, em ingl\u00eas) e 8 mil toneladas de \u00f3leo bruto.<\/p>\n<p>A nova usina ser\u00e1 o primeiro empreendimento industrial de grande porte localizado no entorno da BR-158, em uma regi\u00e3o que hoje se caracteriza por ter a pecu\u00e1ria de gado bovino como principal atividade econ\u00f4mica. Al\u00e9m de garantir uma demanda constante pelo milho armazenado e comercializado pela Alvorada, a planta resultar\u00e1 na gera\u00e7\u00e3o de 300 empregos diretos e indiretos.<\/p>\n<p>Com a mesma composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e desempenho equivalente ao produto feito a partir da cana-de-a\u00e7\u00facar, o etanol de cereais apresenta amplas perspectivas de expans\u00e3o. \u0093O etanol de milho encontrou condi\u00e7\u00f5es ideais para o seu desenvolvimento no Brasil, sobretudo na regi\u00e3o Centro-Oeste. A elevada disponibilidade do chamado DDG, que \u00e9 usado na produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal s\u00e3o fatores que t\u00eam viabilizado o r\u00e1pido crescimento do etanol de milho no Brasil\u0094, diz Mauro Mattoso, chefe do Departamento do Complexo Agroalimentar e de Biocombust\u00edveis do BNDES.<\/p>\n<p>Investir no etanol de cereais significa agregar valor aos gr\u00e3os produzidos no Brasil, que deixam de ser exportados in natura e passam a ser processados internamente &#8211; o que envolve, tamb\u00e9m, gera\u00e7\u00e3o de empregos. Como benef\u00edcios correlatos, h\u00e1 o aumento da produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o para animais, o que poder\u00e1 diminuir o uso de grandes \u00e1reas para pastagem, elevando a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional sem a necessidade de abertura de novos espa\u00e7os para a agricultura.<\/p>\n<p>Outra vantagem significativa do etanol de milho \u00e9 a perspectiva de ser produzido o ano todo &#8211; j\u00e1 que, diferente da cana, o milho pode ser estocado. Espera-se que, com o aumento da participa\u00e7\u00e3o do etanol de milho, haja menor varia\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do etanol.<\/p>\n<p>De acordo com proje\u00e7\u00f5es da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE), a oferta de etanol do Brasil deve atingir cerca de 50 bilh\u00f5es de litros em 2034, dos quais aproximadamente 15 bilh\u00f5es vir\u00e3o do milho e o restante da cana-de-a\u00e7\u00facar. \u0093As duas mat\u00e9rias-primas ser\u00e3o importantes para garantir o abastecimento dom\u00e9stico e aproveitar oportunidades de exporta\u00e7\u00f5es, incluindo novos usos para o etanol, como na avia\u00e7\u00e3o e na navega\u00e7\u00e3o\u0094, analisa Mattoso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Cooperativa Agr\u00e1ria Agroindustrial substituir\u00e1 a caldeira da sua ind\u00fastria de \u00f3leo, em Guarapuava (PR), por uma alternativa mais moderna e sustent\u00e1vel. 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