{"id":101198,"date":"2024-10-08T11:09:00","date_gmt":"2024-10-08T14:09:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/os-desafios-de-operar-na-amazonia-2\/"},"modified":"2024-10-08T11:09:00","modified_gmt":"2024-10-08T14:09:00","slug":"os-desafios-de-operar-na-amazonia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-economia\/os-desafios-de-operar-na-amazonia-2\/","title":{"rendered":"Os desafios de operar na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Hydro e Estad\u00e3o Blue Studio<\/b><\/p>\n<p>Hydro investe R$ 8,8 bilh\u00f5es em transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e discute antecipar meta para neutralizar emiss\u00e3o de carbono da companhia<\/p>\n<p>Operar uma ind\u00fastria na Amaz\u00f4nia oferece desafios e oportunidades. O territ\u00f3rio tem suas peculiaridades, e isso n\u00e3o pode ser esquecido. Durante os pr\u00f3ximos meses, at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o em 2025 da COP-30, em Bel\u00e9m, no Par\u00e1, muito vai se debater sobre como as empresas da regi\u00e3o est\u00e3o se relacionando com os temas socioambientais e com as sociedades civis e o mundo acad\u00eamico.<\/p>\n<p>Como exemplo do que pode ser feito, a Hydro, l\u00edder global em alum\u00ednio e energias renov\u00e1veis, est\u00e1 investindo o total de R$ 8,8 bilh\u00f5es para tornar sua atua\u00e7\u00e3o em toda a cadeia de valor mais sustent\u00e1vel. Desde 2020, esse valor est\u00e1 sendo direcionado para solu\u00e7\u00f5es inovadoras em descarboniza\u00e7\u00e3o, reflorestamento, economia circular, produ\u00e7\u00e3o e consumo de energias renov\u00e1veis, entre outros.<\/p>\n<p>V\u00cdDEO DO PAINEL: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/5j-\nNI3aAYWA?si=4TFbWKgCf0-F3dlW\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>https:\/\/www.youtube.com\/live\/5j-<br \/>\nNI3aAYWA?si=4TFbWKgCf0-F3dlW<\/u><\/a><\/p>\n<p>Durante o Estad\u00e3o Summit ESG 2024, o vice-presidente de Opera\u00e7\u00f5es da Hydro Bauxita e Alumina, Carlos Neves, afirmou que a multinacional tem metas de neutralizar emiss\u00f5es at\u00e9 2050, com uma discuss\u00e3o interna de antecipa\u00e7\u00e3o para 2040. &#8220;O Brasil tem muita coisa boa para oferecer \u00e0 COP-30. A Hydro tem um programa forte de descarboniza\u00e7\u00e3o, que tem a meta inicial de reduzir as emiss\u00f5es em 30% at\u00e9 2030. Para o projeto de g\u00e1s natural, o investimento \u00e9 de R$ 1,3 bilh\u00e3o e j\u00e1 proporciona uma redu\u00e7\u00e3o de 700 mil toneladas de CO2 anualmente na atmosfera&#8221;, informou Neves.<\/p>\n<p>A Hydro est\u00e1 presente em 40 pa\u00edses e conta com mais de 30 mil funcion\u00e1rios. No Brasil, a cadeia integrada de produ\u00e7\u00e3o da companhia est\u00e1 lastreada principalmente na Regi\u00e3o Norte. O projeto de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica mencionado pelo executivo come\u00e7ou a ser implementado em 2021, em parceria com o governo do Par\u00e1, e visa substituir o combust\u00edvel de sua refinaria de alumina Alunorte, em Barcarena (PA), trocando o \u00f3leo por g\u00e1s natural.<\/p>\n<p>Rodolfo Zamian Danilow, consultor s\u00eanior de Rela\u00e7\u00f5es Governamentais da Hydro no Brasil, falou tamb\u00e9m sobre o impacto que a regi\u00e3o deve ter com a chegada do g\u00e1s natural. &#8220;Isso \u00e9 muito importante para n\u00f3s e para a regi\u00e3o tamb\u00e9m, porque abre caminho para ind\u00fastrias do Par\u00e1.&#8221;<\/p>\n<p>A partir da disponibiliza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural no Par\u00e1, afirma Danilow, outras empresas podem agora consumir esse combust\u00edvel por meio do terminal que est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o. &#8220;Vai trazer desenvolvimento para a regi\u00e3o e serve como um exemplo para outros buscarem seus respectivos caminhos de descarboniza\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Inova\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Se h\u00e1 parceria com o Estado, tamb\u00e9m existem projetos em desenvolvimento com universidades da regi\u00e3o. Segundo o executivo da Hydro, o foco em uma das pesquisas realizadas por cientistas da Universidade Federal do Par\u00e1, estimulados pelo setor privado, \u00e9 avaliar o uso da biomassa como combust\u00edvel para a produ\u00e7\u00e3o na Alunorte. No caso, os estudos buscam entender a viabilidade t\u00e9cnica da biomassa a partir do uso do caro\u00e7o de a\u00e7a\u00ed como fonte energ\u00e9tica nas caldeiras de produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Esse caro\u00e7o \u00e9 um res\u00edduo da produ\u00e7\u00e3o do a\u00e7a\u00ed quando ocorre a extra\u00e7\u00e3o da polpa e existe um desafio de como pode ser dada uma destina\u00e7\u00e3o adequada a ele&#8221;, afirma Danilow.<\/p>\n<p>Os caminhos trilhados pela Hydro, dentro do setor do alum\u00ednio, est\u00e3o distantes de ser algo isolado, afirma Janaina Donas, presidente executiva da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alum\u00ednio (Abal). Hoje, no setor, por volta de 60% das emiss\u00f5es setoriais est\u00e3o associadas ao tipo de energia que \u00e9 consumido. &#8220;Por isso, o fato de o Brasil ter uma matriz energ\u00e9tica limpa, diversificada e renov\u00e1vel j\u00e1 \u00e9 um dos fatores de competitividade do nosso alum\u00ednio&#8221;, informa.<\/p>\n<p>O que n\u00e3o significa que n\u00e3o haja muito a avan\u00e7ar. &#8220;A segunda maior fonte emissora do setor est\u00e1 associada ao uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis na alimenta\u00e7\u00e3o das caldeiras nas refinarias e, por isso, o estudo com o a\u00e7a\u00ed da Hydro \u00e9 muito importante. Outras iniciativas, como a da biomassa da cavaca e do eucalipto, j\u00e1 est\u00e3o sendo aplicadas&#8221;, explica Donas. Igualmente importante, afirma a dirigente da Abal, \u00e9 o conceito de circularidade e reutiliza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, que, cada vez mais, faz parte do dia a dia do setor. &#8220;Por volta de 60% do alum\u00ednio consumido hoje no Brasil \u00e9 de fontes secund\u00e1rias, contra 30% da m\u00e9dia global&#8221;, comemora Donas.<\/p>\n<p>Foco na diversidade e inclus\u00e3o<\/p>\n<p>Al\u00e9m da lideran\u00e7a no setor de alum\u00ednio, a Hydro tem foco em criar sociedades mais vi\u00e1veis e ind\u00fastrias que importam para as pessoas e para a sociedade. Nelia Lapa, vice-presidente de Pessoas, Comunica\u00e7\u00e3o, Sa\u00fade &amp; Seguran\u00e7a da Hydro Bauxita e Alumina, falou sobre a estrat\u00e9gia da empresa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade e \u00e0 inclus\u00e3o. Ela destacou a import\u00e2ncia de criar um ambiente de pertencimento e contou sobre as mudan\u00e7as que aconteceram na companhia desde que o programa de acelera\u00e7\u00e3o de carreira para mulheres come\u00e7ou a ser implementado.<\/p>\n<p>LINK DO VODCAST: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dyJLpKheOQA&amp;feature=youtu.be\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dyJLpKheOQA&amp;feature=youtu.be<\/u><\/a><\/p>\n<p>&#8220;Desde 2021, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres na organiza\u00e7\u00e3o cresceu de 17% para 25%, e na lideran\u00e7a, de 13% para 18,6%. A Hydro tamb\u00e9m \u00e9 certificada como um Great Place to Work, buscando ouvir e integrar diferentes perspectivas dos empregados&#8221;, conta.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de diversidade da Hydro foi formalizada em 2019, com foco em treinamentos e conscientiza\u00e7\u00e3o. &#8220;Esse pilar representa o prop\u00f3sito e os valores da empresa. O prop\u00f3sito da Hydro \u00e9 criar sociedades mais vi\u00e1veis, utilizando recursos naturais para desenvolver produtos e solu\u00e7\u00f5es que beneficiem a sociedade&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Hydro realiza pesquisas internas que visam ouvir os diferentes pontos de vista dos empregados, incluindo aqueles de grupos minorit\u00e1rios, para garantir que o ambiente de trabalho seja inclusivo e acolhedor para todos. &#8220;Queremos promover um ambiente onde todos os empregados se sintam valorizados e parte da organiza\u00e7\u00e3o&#8221;, encerra N\u00e9lia.<\/p>\n<p>Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para descarboniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Existe uma unanimidade entre as lideran\u00e7as globais quando o assunto \u00e9 a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. Seja no dia a dia da ind\u00fastria, que busca encontrar os caminhos que levar\u00e3o a uma economia de baixo carbono, ou entre os organizadores da COP-30, em novembro de 2025, em Bel\u00e9m, o norte de toda a\u00e7\u00e3o ou debate deve ser a almejada revolu\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e n\u00e3o tecnologias ou programas, que s\u00e3o, na pr\u00e1tica, meios e n\u00e3o os fins.<\/p>\n<p>&#8220;O Pa\u00eds precisaria ter uma vis\u00e3o mais clara em rela\u00e7\u00e3o ao que n\u00f3s queremos da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica ou da transi\u00e7\u00e3o justa da nossa sociedade&#8221;, afirma Paulo Pedrosa, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia). &#8220;Para que esse objetivo ocorra, temos que ter uma pol\u00edtica industrial energ\u00e9tica.&#8221;<\/p>\n<p>A Hydro vem atuando de forma respons\u00e1vel, alinhada \u00e0s comunidades vizinhas de suas opera\u00e7\u00f5es, respeitando o meio ambiente. Al\u00e9m do investimento na troca de combust\u00edvel, a companhia tem uma s\u00e9rie de iniciativas para a descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O investimento \u00e9 de R$ 7,5 bilh\u00f5es em gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel com parque solar e e\u00f3lico, tendo como alguns dos principais clientes consumidores as suas plantas de bauxita, alumina e alum\u00ednio no Par\u00e1. A Hydro REIN, bra\u00e7o da empresa com foco em gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel, tem tr\u00eas projetos em andamento no Pa\u00eds: Boa Sorte (solar), Ventos de S\u00e3o Zacarias (e\u00f3lico) e Mendubim (solar).<\/p>\n<p>A Albras, maior produtora de alum\u00ednio prim\u00e1rio do Brasil, localizada em Barcarena, no Par\u00e1, produz alum\u00ednio com uma das menores taxas de CO2 do mundo. Com uso de energia el\u00e9trica renov\u00e1vel e estabilidade dos processos produtivos, a s\u00e9rie de alum\u00ednio de baixo carbono possui emiss\u00f5es m\u00e1ximas de 4,0 kg de CO2e por kg de alum\u00ednio produzido, valor significativamente inferior \u00e0 m\u00e9dia global definida pela International Aluminium Institute (12,9 tCO2e\/t Alum\u00ednio).<\/p>\n<p>Em 2023, a Albras obteve pelo sexto ano consecutivo o Selo Ouro no programa brasileiro de monitoramento de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa &#8220;GHG Protocol&#8221;, validado por auditoria de terceira parte acreditada.<\/p>\n<p>Reflorestamento<\/p>\n<p>A Minera\u00e7\u00e3o Paragominas, que pertence \u00e0 Hydro, \u00e9 a primeira mineradora de bauxita no Brasil a apostar em inova\u00e7\u00e3o para dar escala \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o ambiental, com uso de drones na Amaz\u00f4nia brasileira. Para essa iniciativa, a empresa contratou a startup franco-brasileira Morfo.<\/p>\n<p>Com investimento de mais de R$ 2,7 milh\u00f5es, a iniciativa inclui o diagn\u00f3stico do solo com imagens de sat\u00e9lite e uso de drone para dispers\u00e3o das sementes juntamente com c\u00e1psula nutritiva. Com um \u00fanico drone, pode-se dispersar 180 c\u00e1psulas e sementes das m\u00faltiplas esp\u00e9cies por minuto.<\/p>\n<p>Desde 2009, mais de 3 mil hectares j\u00e1 foram reflorestados pela Hydro em Paragominas. Somente em 2023, foram reabilitados cerca de 328 hectares na regi\u00e3o da mina. As a\u00e7\u00f5es refor\u00e7am a meta da Hydro: para cada hectare minerado, outro \u00e9 reflorestado em at\u00e9 dois anos ap\u00f3s a lavra. Tamb\u00e9m faz parte das ambi\u00e7\u00f5es da companhia garantir nenhuma perda l\u00edquida de biodiversidade em novos projetos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Hydro investe R$ 8,8 bilh\u00f5es em transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e discute antecipar meta para neutralizar emiss\u00e3o de carbono da companhia\nOperar uma ind\u00fastria na Amaz\u00f4nia oferece desafios e","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[130],"tags":[],"class_list":["post-101198","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-economia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=101198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101198\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=101198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=101198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=101198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}