{"id":100952,"date":"2024-09-30T12:56:00","date_gmt":"2024-09-30T15:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/revolucao-no-tratamento-de-dermatite-atopica\/"},"modified":"2024-09-30T12:56:00","modified_gmt":"2024-09-30T15:56:00","slug":"revolucao-no-tratamento-de-dermatite-atopica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/releases\/releases-geral\/revolucao-no-tratamento-de-dermatite-atopica\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o no tratamento de dermatite at\u00f3pica"},"content":{"rendered":"<p><b><\/b><\/p>\n<p><i>Terapias avan\u00e7adas evitam sintomas mais graves da doen\u00e7a e devolvem qualidade de vida aos pacientes<\/i><\/p>\n<p>A paulista Camila Ferreira Batista, 33 anos, analista de legisla\u00e7\u00e3o ambiental, conviveu com os efeitos graves da dermatite at\u00f3pica at\u00e9 quatro anos atr\u00e1s, quando conseguiu controlar a doen\u00e7a com uma terapia inovadora que havia chegado recentemente ao Brasil. &#8220;Foi um divisor de \u00e1guas na minha vida. Eu j\u00e1 estava considerando que teria que permanecer para sempre com aquele quadro, que afetava profundamente a minha qualidade de vida&#8221;, ela lembra.<\/p>\n<p>Camila convivia com les\u00f5es na pele, espalhadas por todo o corpo, incluindo o rosto. &#8220;Eram feridas que soltavam l\u00edquidos e sangravam&#8221;, descreve. Al\u00e9m de sentir vergonha pela apar\u00eancia e perceber olhares de desconfian\u00e7a &#8211; embora a dermatite at\u00f3pica n\u00e3o seja contagiosa -, ela enfrentava dores e dificuldade para tomar banho e dormir.<\/p>\n<p>Os sintomas, leves na inf\u00e2ncia, ganharam for\u00e7a a partir dos 19 anos. &#8220;Eu n\u00e3o conseguia ter uma vida normal, e isso fez com que eu me fechasse, sem vontade de interagir com outras pessoas, como ocorre frequentemente nas pessoas com dermatite at\u00f3pica.&#8221; Camila recorria o tempo todo aos medicamentos baseados em corticoide, que eram apenas paliativos e provocavam efeitos colaterais, como estrias, ins\u00f4nia e oscila\u00e7\u00e3o de humor, al\u00e9m de riscos mais graves relacionados ao uso prolongado.<\/p>\n<p>H\u00e1 op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas que atuam para inibir o in\u00edcio da crise, em vez de combater o processo j\u00e1 deflagrado, como fazem os corticoides. Camila ressalta que a melhora se deu desde o in\u00edcio do tratamento. &#8220;Consegui ter uma boa noite de sono depois de muito tempo&#8221;, recorda. Com a continuidade do processo, os sintomas desapareceram e as feridas se fecharam.<\/p>\n<p>Hoje, o acesso \u00e0s novas terapias por meio dos planos de sa\u00fade j\u00e1 est\u00e1 assegurado. Na rede p\u00fablica, houve a recente incorpora\u00e7\u00e3o de novos tratamentos para crian\u00e7as e adolescentes. &#8220;Meu sonho \u00e9 ver essa alternativa de tratamento \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de todos que precisam dele&#8221;, diz Camila, que mant\u00e9m o perfil @vcnaoesopele no Instagram e um canal no YouTube sobre o tema.<\/p>\n<p><b>Vigil\u00e2ncia permanente<\/b><\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das pesquisas associou a dermatite at\u00f3pica a um processo mais amplo do organismo, a Inflama\u00e7\u00e3o Tipo 2, caracterizado pela ativa\u00e7\u00e3o exagerada do sistema imunol\u00f3gico contra agress\u00f5es leves. &#8220;\u00c9 um quadro em que o corpo reage excessivamente a situa\u00e7\u00f5es do cotidiano, a exemplo do contato com poeira ou \u00e1caros, como se estivesse sendo atacado por parasitas&#8221;, explica Ana Paula Resque, diretora m\u00e9dica do laborat\u00f3rio Sanofi.<\/p>\n<p>A dermatite at\u00f3pica costuma ser a manifesta\u00e7\u00e3o inicial mais comum da chamada &#8220;marcha at\u00f3pica&#8221;, termo que diz respeito \u00e0 ocorr\u00eancia sucessiva de doen\u00e7as al\u00e9rgicas que podem acometer uma pessoa ao longo da vida. Outras das doen\u00e7as mais comuns na marcha at\u00f3pica s\u00e3o rinite e asma.<\/p>\n<p>O p\u00fablico mais atingido pela dermatite at\u00f3pica \u00e9 o infantil. Estima-se que a doen\u00e7a se manifeste, com diferentes n\u00edveis de intensidade, em aproximadamente 25% da popula\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), sendo que 60% desses casos surgem j\u00e1 no primeiro ano de vida. Em boa parte dessas ocorr\u00eancias, os sintomas s\u00e3o reduzidos ou desaparecem a partir da adolesc\u00eancia.<\/p>\n<p>Conviver com a dermatite at\u00f3pica \u00e9 um desafio ainda maior para as crian\u00e7as, considerando-se a falta de maturidade em rela\u00e7\u00e3o aos sintomas. &#8220;Nos casos mais graves, toda a fam\u00edlia \u00e9 impactada, com um quadro de exaust\u00e3o que frequentemente leva \u00e0 desestrutura\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es, incluindo div\u00f3rcios&#8221;, conta a dermatologista Fl\u00e1via Ravelli, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no Estado de S\u00e3o Paulo e respons\u00e1vel pelo laborat\u00f3rio de dermatite at\u00f3pica da Universidade Santo Amaro (Unisa).<\/p>\n<p>Mesmo em casos n\u00e3o t\u00e3o graves, a rotina de cuidados com a pele \u00e9 exaustiva e demanda investimentos em hidratantes de boa qualidade. &#8220;Tenho que estar vigilante o tempo todo. Agora ele j\u00e1 est\u00e1 maiorzinho, mas antes n\u00e3o era f\u00e1cil evitar que se co\u00e7asse durante as crises&#8221;, conta a personal organizer Marilene Ferreira Trama, referindo-se ao filho Enzo, 9 anos. Os cuidados rotineiros incluem banhos n\u00e3o t\u00e3o quentes, com uso de sabonetes l\u00edquidos especiais, al\u00e9m de evitar roupas com tecidos sint\u00e9ticos. &#8220;Quando os sintomas se agravam um pouco, \u00e9 inevit\u00e1vel recorrer \u00e0s pomadas&#8221;, conta a m\u00e3e.<\/p>\n<p><b>Refer\u00eancias: <\/b><\/p>\n<p>1. Patient perspectives on the management of atopic dermatitis. Zuberbier T1, Orlow SJ, Paller AS, Ta\u00efeb A, Allen R, Hernanz-Hermosa JM, Ocampo-Candiani J, Cox M, Langeraar J, Simon JC. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16815160  \" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pubmed\/16815160  <\/u><\/a><br \/>\n2. Loney T, Standage M, Lewis S. Psychosocial Effects of Dermatological-related Social Anxiety in a Sample of Acne Patients. J Health Psychol. 2008;13:47-54.<br \/>\n3. Eichenfield et al. Guidelines of Care for Atopic Dermatitis. J Am Acad Dermatol. 2014;70(2):338-51.<br \/>\n4. Simpson EL et al. J Am Acad Dermatol 2016;74:491-498<br \/>\n5. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Biblioteca Virtual em Sa\u00fade &#8211; Dermatite At\u00f3pica. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/dermatite-atopica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/dermatite-atopica\/<\/u><\/a>.<br \/>\n6. <a href=\"https:\/\/www.sbp.com.br\/fileadmin\/user_upload\/2012\/12\/Dermatite-Atpica-o-que-o-pediatra-deve-saber-2015.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><u>https:\/\/www.sbp.com.br\/fileadmin\/user_upload\/2012\/12\/Dermatite-Atpica-o-que-o-pediatra-deve-saber-2015.pdf<\/u><\/a><br \/>\nMAT-BR-2404333 &#8211; 09\/24<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Terapias avan\u00e7adas evitam sintomas mais graves da doen\u00e7a e devolvem qualidade de vida aos pacientes\nA paulista Camila Ferreira Batista, 33 anos, analista de legisla\u00e7\u00e3o ambi","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-100952","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-releases-geral"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100952","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=100952"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/100952\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=100952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=100952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/bluestudio.estadao.com.br\/agencia-de-comunicacao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=100952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}